AGRONEGÓCIO
Açúcar fecha maio em forte queda no mercado internacional diante de ampla oferta global
AGRONEGÓCIO
Mercado internacional de açúcar registra forte desvalorização em maio
O mercado internacional de açúcar encerrou maio com forte pressão negativa nos preços, refletindo o cenário de ampla oferta global e o aumento da produção em importantes países produtores.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do açúcar bruto com vencimento em julho fecharam o pregão de 28 de maio cotados a 13,93 centavos de dólar por libra-peso, contra 14,61 centavos registrados em 28 de abril, acumulando desvalorização de 4,65% no período.
Produção elevada no Brasil amplia pressão sobre os preços
O avanço da safra brasileira foi um dos principais fatores baixistas para o mercado internacional.
Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil cresceu 109,48% na segunda quinzena de abril, alcançando 1,8 milhão de toneladas na comparação anual.
Além do Brasil, o mercado também reagiu ao encerramento de safras acima das expectativas na Tailândia e na China, ampliando a percepção de excesso de oferta global.
Organização Internacional do Açúcar aumenta projeção de excedente global
A Organização Internacional do Açúcar estimou que o mercado mundial deverá apresentar déficit de 262 mil toneladas na temporada 2026/27.
No entanto, em sua atualização trimestral, a entidade elevou significativamente a projeção de excedente para a safra 2025/26, passando de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas.
A revisão reforçou o sentimento baixista entre investidores e operadores do mercado futuro.
Petróleo influencia mercado de açúcar e etanol
Outro fator que contribuiu para a queda das cotações foi o movimento de baixa do petróleo no mercado internacional.
As recentes expectativas de avanço em negociações envolvendo Estados Unidos e Irã aumentaram a possibilidade de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo.
Com a queda do petróleo, o etanol perde competitividade frente à gasolina, o que pode levar usinas brasileiras a direcionarem maior volume de cana para a produção de açúcar, ampliando ainda mais a oferta global do adoçante.
Mercado acompanha decisões das usinas brasileiras
A relação entre petróleo, etanol e açúcar segue no centro das atenções do mercado global.
Com preços internacionais mais baixos e perspectiva de elevada produção no Centro-Sul brasileiro, investidores monitoram os próximos movimentos das usinas em relação ao mix de produção entre açúcar e biocombustível.
O cenário atual reforça a expectativa de continuidade da volatilidade nas bolsas internacionais, especialmente diante do avanço da safra brasileira e das oscilações no mercado energético global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de trigo mantém preços firmes no Brasil em maio apesar da baixa liquidez nas negociações
O mercado brasileiro de trigo encerrou o mês de maio com ritmo lento de negociações, mas com preços sustentados pela escassez de produto disponível nas principais regiões produtoras do país. A restrição de oferta, especialmente de trigo com padrão de qualidade adequado para moagem, limitou movimentos de baixa e manteve vendedores firmes ao longo do período.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, mesmo diante de compradores mais cautelosos e com dificuldades para repassar custos ao mercado de farinha e farelo, a oferta reduzida continuou sendo o principal fator de sustentação das cotações.
Segundo ele, o mercado permaneceu seletivo, mas sem pressão consistente para recuos nos preços. A disponibilidade limitada de trigo panificável foi determinante para manter o equilíbrio entre oferta e demanda.
Paraná registra valorização de 2% em maio
No Paraná, principal referência da formação de preços do trigo no mercado interno, a média FOB interior fechou maio em R$ 1.430 por tonelada, acumulando valorização de 2% no mês.
Nos últimos dias de maio, as cotações apresentaram estabilidade, refletindo um ambiente mais acomodado, embora ainda sustentado pela baixa disponibilidade de cereal no mercado físico.
No acumulado de 2026, os preços do trigo no estado avançam 22%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, a valorização chega a 2%.
Apesar da baixa fluidez nos negócios, o mercado paranaense consolidou uma recuperação importante ao longo do ano, apoiado principalmente pela restrição de oferta e pela busca dos moinhos por matéria-prima de melhor qualidade.
Rio Grande do Sul tem alta mais intensa e mercado segue pouco líquido
No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais expressivo durante maio. A média FOB interior subiu 5% no mês, encerrando o período em R$ 1.360 por tonelada.
A firmeza das cotações também foi observada na reta final do mês, com negócios pontuais realizados em patamares mais elevados e maior resistência por parte dos vendedores.
Segundo Bento, o mercado gaúcho continua operando com baixa liquidez, mas o encurtamento da oferta disponível e o escalonamento dos preços conforme os prazos de pagamento reforçaram a sustentação das referências internas.
Em 2026, o trigo gaúcho já acumula valorização de 32%, enquanto o avanço frente ao mesmo período de 2025 é de 5%.
Trigo argentino segue sustentando mercado brasileiro
No cenário internacional, a Argentina — principal fornecedora de trigo ao Brasil e referência importante para a formação da paridade de importação — encerrou maio com preços estáveis em US$ 250 por tonelada.
Mesmo sem variações no mês, o cereal argentino acumula alta de 11% em 2026 e avanço de 4% na comparação anual.
Para o analista, o comportamento do mercado externo mostra que o custo de reposição via Mercosul continua acima dos níveis observados no início do ano, fator que segue oferecendo sustentação ao mercado brasileiro.
Além disso, a qualidade do trigo argentino permanece como variável estratégica para os moinhos nacionais, especialmente diante da necessidade de abastecimento com cereal panificável de melhor padrão.
Mercado de trigo segue atento à oferta e à qualidade do cereal
Com estoques internos mais ajustados e compradores priorizando lotes de melhor qualidade, o mercado brasileiro de trigo deve continuar operando com viés firme no curto prazo.
A combinação entre oferta restrita, custos elevados de importação e necessidade de trigo de padrão superior para moagem segue limitando pressões baixistas, mesmo em um ambiente de comercialização ainda lenta no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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