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Novo biofungicida brasileiro promete ampliar o controle de doenças foliares e reduzir resistência de fungos nas lavouras

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Inovação biotecnológica amplia o controle de doenças nas lavouras

O lançamento do Forblend FS Premium, novo biofungicida da Apoena Agro, marca um avanço no controle sustentável de doenças foliares em culturas agrícolas de grande relevância econômica, como soja, feijão e cana-de-açúcar.

Com formulação inédita no mercado e composta por três cepas do gênero Bacillus, a tecnologia multissítio oferece múltiplos mecanismos de ação sobre os fungos, reduzindo o risco de resistência e promovendo maior estabilidade produtiva.

Doenças foliares seguem como desafio crescente no campo

As doenças foliares continuam entre as principais causas de perdas nas grandes culturas do país. O uso contínuo de fungicidas químicos tem favorecido a seleção de fungos resistentes, exigindo novas abordagens no manejo integrado de doenças (MID).

Os produtos biológicos têm ganhado espaço justamente por apresentarem modos de ação distintos, contribuindo para ampliar o espectro de controle e reduzir o impacto ambiental — sem deixar resíduos e com maior segurança ao produtor.

Bioprospecção e biodiversidade brasileira como base da inovação

O Brasil, por sua alta biodiversidade, oferece um vasto potencial para o desenvolvimento de bioinsumos agrícolas. A Apoena Agro utiliza o processo de bioprospecção, que consiste na coleta, isolamento e caracterização de microrganismos com potencial agronômico.

A empresa mantém um banco com mais de 800 cepas nativas, coletadas em biomas como Amazônia e Fernando de Noronha, o que garante uma base genética exclusiva para o desenvolvimento de soluções como o Forblend FS Premium.

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Formulação multissítio oferece ação ampla e duradoura

Registrado junto ao MAPA, ANVISA e IBAMA, o Forblend FS Premium é composto por três cepas: Bacillus velezensis DC81, Bacillus velezensis DC88 e Bacillus pumillus DC61.

Essas bactérias atuam de forma sinérgica, produzindo metabólitos bioativos e formando uma barreira protetora na superfície foliar, o que impede a instalação e o avanço dos patógenos. Além de agir diretamente sobre os fungos, o produto estimula as defesas naturais da planta, fortalecendo-a contra novas infecções.

Desempenho comprovado em campo

Testes conduzidos em 2024, em parceria com a Consultoria Juliagro, demonstraram a eficácia do biofungicida em diferentes regiões do país — incluindo Catalão, Uberlândia, Querência e Cristais Paulista — sob distintas condições de manejo e clima.

Os resultados apontaram ganhos expressivos de produtividade e controle superior em comparação a produtos de referência no mercado.

Na soja, os experimentos indicaram incremento médio de 11,7 sacas por hectare e reduções significativas na severidade das principais doenças foliares:

  • Cercosporiose: redução média de 55%
  • Mancha-alvo: queda de 58%
  • Septoriose: diminuição de 64%

No feijão, o produto reduziu em 39,9% a incidência e em 43,6% a severidade da antracnose, resultando em aumento de 4,5 sacas por hectare.

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Em cana-de-açúcar e hortifrúti, também apresentou desempenho superior, com redução de até 64% na ocorrência de patógenos como Sclerotinia sclerotiorum (mofo branco) e Alternaria solani (pinta preta).

Sustentabilidade e compatibilidade com o manejo químico

A formulação em suspensão concentrada do Forblend FS Premium garante alta compatibilidade com defensivos e fertilizantes, permitindo sua integração a programas convencionais de manejo.

Por não deixar resíduos e apresentar carência zero, o produto se destaca como uma alternativa sustentável e segura, capaz de combinar produtividade, eficiência e respeito ao meio ambiente.

Expansão e novos estudos da Apoena Agro

A Apoena Agro adota um modelo B2B (business-to-business), oferecendo tecnologias completas a empresas do setor de insumos agrícolas interessadas em ampliar sua presença no segmento biológico.

Além do Forblend FS Premium, novas soluções devem ser incorporadas ao portfólio em 2026. A companhia também planeja ampliar a bioprospecção em outros biomas brasileiros e estuda a extensão de registro do biofungicida para doenças como ferrugem da soja, oídio e estria da cana.

Segundo Bruno Carillo, CEO da empresa, “a missão da Apoena Agro é transformar a biodiversidade brasileira em inovação aplicada, criando soluções biológicas que conciliem performance agronômica, sustentabilidade e segurança no campo”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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