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Valtra lança Série M5 com até 185 cv e amplia eficiência no campo com nova geração de tratores

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A Valtra apresentou oficialmente a nova Série M5 de tratores durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). A nova geração sucede a tradicional linha BH HiTech e chega ao mercado com foco em produtividade, conforto operacional e maior eficiência para diferentes segmentos do agronegócio brasileiro.

Os novos tratores M165 e M185 entregam potência de 165 cv e 185 cv, respectivamente, reunindo tecnologias voltadas às operações em lavouras de grãos, arroz e também ao setor sucroenergético. Segundo a fabricante, a Série M5 representa um avanço estratégico na evolução da família BH, reconhecida historicamente pela robustez e desempenho no campo.

De acordo com Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da Valtra, o lançamento marca uma nova etapa para a marca no Brasil.

Série M5 aposta em tecnologia, conforto e maior produtividade

A nova linha chega equipada com motores AGCO Power de quatro cilindros, reconhecidos pela combinação entre força e eficiência no consumo de combustível. Entre os principais diferenciais técnicos está a nova transmissão PowerShift HiTech 3 sincronizada, que permite trocas de marchas com o trator em movimento, proporcionando maior fluidez nas operações.

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Outro destaque é o novo sistema hidráulico de alta vazão, capaz de entregar até 205 litros por minuto, ampliando a capacidade de trabalho com implementos pesados e aplicações severas no campo.

A fabricante também reforçou os avanços voltados ao conforto do operador. A cabine recebeu novos revestimentos internos, assentos atualizados e uma caixa refrigeradora integrada, conhecida como “cooler box”, oferecendo mais comodidade durante longas jornadas de trabalho.

Externamente, a Série M5 passa a contar com um novo capô de quinta geração, reforçando a identidade visual moderna da linha.

Tratores mantêm tradição da Valtra no setor sucroenergético

Mesmo com foco ampliado para diferentes culturas, a nova geração mantém características voltadas ao setor de cana-de-açúcar, segmento em que a linha BH consolidou forte presença ao longo das últimas décadas.

Os modelos continuam oferecendo o tradicional kit canavieiro da marca, incluindo eixo dianteiro com bitola de três metros, sistema de freio pneumático e barra de tração pino-bola, soluções desenvolvidas para otimizar operações de transbordo nas usinas e lavouras de cana.

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Segundo a Valtra, a proposta da Série M5 é unir a robustez histórica da família BH às demandas atuais da agricultura digital e de alta performance.

Linha BH construiu legado de força e liderança no agro brasileiro

A trajetória da linha BH começou ainda com os modelos Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, consolidando a marca como referência em força e confiabilidade no agronegócio nacional.

A primeira geração da família BH foi lançada em 2000 com os modelos BH140, BH160 e BH180. Desde então, a linha evoluiu continuamente, passando pelas gerações lançadas em 2007 e 2013, até alcançar o salto tecnológico da quarta geração em 2017.

Em 2018, a chegada da linha BH HiTech introduziu a transmissão automatizada no segmento de tratores pesados da marca, fortalecendo a presença da Valtra no mercado de máquinas agrícolas de alta tecnologia.

Ao longo dessa trajetória, a fabricante acumulou reconhecimento no setor sucroenergético, incluindo dez conquistas consecutivas do prêmio MasterCana na categoria de tratores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção recorde de leite impulsiona digitalização e novas estratégias no setor de laticínios

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O setor de laticínios brasileiro atravessa um novo ciclo de expansão, impulsionado pelo avanço da produção de leite e pela crescente demanda por alimentos frescos. Dados do IBGE apontam que a aquisição de leite cru alcançou 27,51 bilhões de litros em 2025, volume recorde da série histórica e 8,5% superior ao registrado no ano anterior. Apenas no quarto trimestre, foram captados 7,36 bilhões de litros, alta anual de 8,6%.

O crescimento reforça o potencial competitivo da cadeia leiteira nacional, mas também amplia os desafios logísticos e operacionais do setor. Com um produto altamente perecível, a eficiência na distribuição se torna fator decisivo para evitar perdas, garantir qualidade e equilibrar produção e consumo.

Cadeia do leite enfrenta desafios com aumento da oferta

Ao contrário de outras categorias alimentícias, o leite exige uma operação logística extremamente sincronizada. Oscilações entre oferta e demanda podem gerar desperdícios significativos, seja pela falta de produtos em períodos de maior consumo ou pelo descarte causado pelo excesso de produção.

Além disso, o comportamento do consumidor brasileiro também vem mudando. A busca por produtos mais naturais, frescos e com origem conhecida impulsiona modelos de comercialização mais diretos.

Pesquisa “Do prato ao copo”, realizada pela MindMiners, mostra que 33% dos brasileiros afirmam consumir mais alimentos naturais ou in natura, enquanto 53% alternam entre produtos naturais e industrializados. Entre as bebidas não alcoólicas, 38% priorizam opções consideradas mais naturais.

Nesse cenário, a tradicional entrega de leite em domicílio volta a ganhar espaço, agora impulsionada pela tecnologia.

Modelo de entrega domiciliar ganha nova força com digitalização

Durante décadas, o sistema de entrega de leite na porta de casa operou com base em rotas fixas, pedidos recorrentes e relacionamento direto entre distribuidores e consumidores. Embora eficiente, o modelo tinha limitações operacionais e baixa integração de dados.

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Com a digitalização da cadeia, empresas do setor começam a transformar essa dinâmica, integrando pedidos, pagamentos, logística e gestão em plataformas unificadas.

Segundo a CEO da Food2C, Einat Eisler Carasso, o avanço tecnológico permite modernizar um formato tradicional sem alterar sua essência.

“A digitalização traz previsibilidade, organização e controle para uma operação que historicamente dependia de processos manuais. Em uma cadeia como a de lácteos, na qual perecibilidade e margem caminham juntas, reduzir ineficiências é fundamental”, afirma.

Compra recorrente melhora previsibilidade e reduz desperdícios

Entre os principais avanços proporcionados pela digitalização está a adoção de modelos de compra recorrente e assinaturas. Com entregas programadas, as empresas conseguem prever melhor a demanda e ajustar a produção com mais precisão.

A estratégia reduz desperdícios, melhora o abastecimento e fortalece a fidelização dos consumidores.

“A recorrência muda completamente a operação. Quando existe previsibilidade de consumo, toda a cadeia consegue atuar com mais eficiência, desde a produção até a entrega final. Isso também melhora a experiência do consumidor, que recebe produtos mais frescos e com regularidade”, destaca Einat.

Além da previsibilidade, o modelo aumenta a segurança de abastecimento para o consumidor, reduzindo o risco de falta de produtos no dia a dia.

Digitalização transforma operação de empresas tradicionais

O movimento já começa a ganhar força entre empresas consolidadas do setor. A Fazenda Bela Vista, que atua há mais de 30 anos com entrega domiciliar de leite e produtos frescos, modernizou recentemente sua operação ao substituir processos descentralizados por uma plataforma integrada.

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Com a mudança, pedidos, pagamentos e informações passaram a ser gerenciados em um único ambiente digital, conectando distribuidores, consumidores e indústria.

Segundo o diretor comercial da empresa, Paulo Passarini, a digitalização elevou o nível de eficiência operacional sem comprometer a proximidade com o cliente.

“A entrega domiciliar sempre fez parte da nossa história, mas a tecnologia trouxe mais organização, controle e capacidade de planejamento. Hoje conseguimos operar com mais eficiência e oferecer uma experiência mais consistente ao consumidor”, explica.

Dados e tecnologia fortalecem eficiência na cadeia de lácteos

Outro benefício da transformação digital está no acesso a informações mais precisas sobre hábitos de consumo, comportamento dos clientes e demanda regionalizada.

Com dados centralizados, as empresas conseguem ajustar ofertas, otimizar estoques e estruturar rotas de entrega de forma mais inteligente, reduzindo custos logísticos e desperdícios ao longo da cadeia.

Para especialistas do setor, a tecnologia tende a se consolidar como um dos principais vetores de competitividade da cadeia leiteira brasileira nos próximos anos.

Com a produção em crescimento e o consumo cada vez mais conectado à conveniência e à qualidade, modelos digitais devem ganhar relevância tanto na indústria quanto na distribuição.

“Existe uma grande oportunidade de modernizar a distribuição de alimentos no Brasil sem romper com modelos já consolidados. A tecnologia atua justamente como ponte entre produção, logística e consumidor final”, conclui Einat.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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