AGRONEGÓCIO
CNA mapeia custos da produção rural em Minas Gerais e Bahia e revela desafios para banana, suínos, pecuária e eucalipto
AGRONEGÓCIO
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) concluiu nesta semana uma nova rodada de painéis do projeto Campo Futuro em municípios de Minas Gerais e da Bahia, trazendo um panorama detalhado dos custos de produção em importantes cadeias do agronegócio brasileiro. Os levantamentos envolveram as atividades de banana, suinocultura, pecuária de corte e silvicultura de eucalipto.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), federações estaduais de agricultura, sindicatos rurais, universidades e centros de pesquisa, tem como objetivo gerar indicadores econômicos que auxiliem produtores, técnicos e agentes do setor na tomada de decisões estratégicas.
Os resultados mostram cenários distintos entre as atividades, com alguns segmentos apresentando rentabilidade positiva, enquanto outros enfrentam forte pressão dos custos de produção e dos efeitos climáticos.
Eucalipto mantém rentabilidade, mas enfrenta aumento dos custos
Na Bahia, os painéis foram realizados nos municípios de Eunápolis e Teixeira de Freitas, importantes polos da produção florestal voltada para a indústria de celulose.
Em Teixeira de Freitas, a propriedade modal considerada possui 100 hectares cultivados, com ciclo produtivo conduzido até o sexto ano sem realização de desbastes e Incremento Médio Anual (IMA) de 32 metros cúbicos por hectare ao ano.
Os dados apontam que a atividade continua apresentando margens positivas. Entretanto, a valorização das terras e a concorrência com outras atividades agrícolas vêm elevando os custos totais da produção. Os maiores desembolsos estão relacionados à terceirização de máquinas e à contratação de mão de obra especializada.
Já em Eunápolis, a propriedade de referência também possui 100 hectares, mas trabalha com ciclo de sete anos e produtividade média superior, alcançando IMA de 41 metros cúbicos por hectare ao ano.
Segundo o levantamento, a receita obtida com a venda da madeira para a indústria de celulose tem sido suficiente para cobrir os custos operacionais e proporcionar resultados mais favoráveis em comparação aos dados registrados em 2024. As despesas administrativas e a terceirização de maquinário lideram os custos da atividade.
O painel também contou com a participação de 35 alunos do programa Jovem Aprendiz em Silvicultura do Extremo Sul da Bahia, promovido pelo Senar Bahia em parceria com empresas do setor florestal.
Bananicultura enfrenta cenário de rentabilidade apertada
Em Minas Gerais, o município de Jaíba sediou o levantamento dos custos de produção da banana, uma das principais culturas irrigadas da região.
A propriedade modal analisada possui 20 hectares cultivados com banana nanica, densidade média de 2.200 plantas por hectare e produtividade estimada em 50 toneladas por hectare.
Entretanto, após os processos de seleção, classificação e beneficiamento exigidos pelo mercado consumidor, apenas cerca de 45 toneladas por hectare são efetivamente comercializadas.
Os produtores relataram que as condições climáticas registradas ao longo do último ano, marcadas por temperaturas elevadas e chuvas mais intensas, favoreceram o aumento da incidência de pragas e doenças, elevando significativamente os custos de manejo da cultura.
Mesmo com os preços da fruta atualmente acima da média anual, os resultados econômicos apontam um cenário de forte pressão sobre a rentabilidade da atividade, reforçando os desafios enfrentados pelos bananicultores da região.
Suinocultura tem mão de obra como principal custo
O município de Uberlândia foi palco do levantamento dos custos da suinocultura, abrangendo tanto a produção de leitões quanto a fase de terminação dos animais.
No sistema de produção de leitões (SPL), a granja modal considerada possui 2.200 matrizes e capacidade para produzir aproximadamente 57.787 leitões por ano, com peso médio de saída de 22,2 quilos.
O custo operacional efetivo (COE) foi estimado em R$ 53,24 por leitão. A mão de obra aparece como o principal componente do custo, representando 42,3% do total. Em seguida estão os gastos com manutenção das instalações, que correspondem a 13,8%, e a energia elétrica, responsável por 11,5%.
Nas unidades de terminação, a granja de referência recebe cerca de 8.220 leitões por ano, distribuídos em 2,7 lotes. Os animais são abatidos com peso médio de 133 quilos aos 194 dias de idade.
Nesse sistema, o COE foi calculado em R$ 37,20 por suíno terminado, sendo novamente a mão de obra o principal fator de custo, respondendo por 39,9% do total.
Pecuária de corte apresenta diferentes estruturas de custos
Os painéis da pecuária de corte foram realizados nos municípios mineiros de Santa Vitória, Uberaba e Uberlândia, contemplando sistemas de recria, confinamento e cria.
Em Santa Vitória, foi analisada uma propriedade com 160 hectares de pastagem dedicada à recria de bovinos. O sistema consiste na compra de bezerros desmamados e venda de animais com aproximadamente 400 quilos.
O custo operacional efetivo foi estimado em R$ 305,21 por arroba comercializada. A aquisição dos animais representa a maior parcela dos custos, correspondendo a 64,8% do total, seguida pela suplementação mineral, com participação de 14,3%.
No município de Uberaba, o levantamento avaliou um sistema de confinamento com capacidade para dois mil animais e realização de 2,5 ciclos anuais, totalizando cinco mil bovinos terminados por ano.
Nesse modelo, a compra dos animais para engorda responde por 65% do custo operacional. A alimentação representa 26,4%, enquanto a mão de obra participa com 1,5%.
Um diferencial competitivo da região é a ampla disponibilidade de coprodutos agroindustriais, como polpa cítrica e resíduos de cervejarias, utilizados na formulação das dietas e responsáveis pela redução dos custos alimentares.
Já em Uberlândia, o painel analisou uma propriedade especializada na produção de bezerros. A fazenda modal possui 150 hectares de pastagens, rebanho de 130 matrizes e comercialização anual próxima de 120 bezerros.
O custo operacional efetivo foi estimado em R$ 223,34 por arroba vendida. Os principais componentes de custo são a suplementação mineral, que representa 23,4% do total, e a mão de obra, com participação de 20%.
Informações estratégicas fortalecem a gestão rural
Os levantamentos do Campo Futuro reforçam a importância do monitoramento econômico das atividades agropecuárias para o planejamento das propriedades rurais.
Ao identificar os principais componentes de custo, os produtores ganham maior capacidade para ajustar investimentos, aumentar a eficiência operacional e enfrentar desafios como oscilações climáticas, valorização de insumos e mudanças de mercado.
Os dados também servem como importante ferramenta para entidades do setor, pesquisadores e formuladores de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da competitividade do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Porto de Itajaí bate recorde com novas rotas internacionais e investimento de R$ 9 milhões da JBS Terminais
A JBS Terminais anunciou a ampliação de suas operações no Porto de Itajaí com a chegada de duas novas linhas internacionais de longo curso e um novo investimento de R$ 9 milhões em infraestrutura logística. A medida reforça o processo de expansão do terminal catarinense, que já registra crescimento acelerado na movimentação de cargas e consolida sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.
Com as novas operações, o Porto de Itajaí alcançará o maior número de linhas regulares de navegação de sua história, fortalecendo as conexões de Santa Catarina com mercados da América do Norte, Caribe, Europa, Oriente Médio, Ásia e África.
Novas linhas ampliam exportações e conexões internacionais
Entre as novidades anunciadas estão as linhas UCLA/Gulf to SAEC String 1 e BOSSA NOVA/SIRIUS 1.
A rota UCLA/Gulf to SAEC String 1 fará a ligação entre Itajaí, a Costa Leste dos Estados Unidos, o Caribe e o Norte da América do Sul, conectando o terminal catarinense a importantes mercados internacionais, como Houston e Cartagena.
Já a linha BOSSA NOVA/SIRIUS 1 reforçará a integração logística com o Mediterrâneo, utilizando hubs estratégicos como Algeciras e Tanger Med, considerados relevantes pontos de distribuição global.
Com isso, o Porto de Itajaí passa a contar com 12 linhas regulares de navegação internacional, ampliando sua relevância para operações de exportação e importação de cargas refrigeradas, proteínas animais e produtos do agronegócio.
JBS investe R$ 9 milhões para ter operação logística própria
Para acompanhar o avanço das operações, a JBS Terminais também confirmou investimento de aproximadamente R$ 9 milhões na aquisição de 25 caminhões destinados exclusivamente às operações internas do terminal.
Os veículos serão utilizados no transporte de contêineres entre o cais e a área de armazenagem, permitindo que a companhia opere com logística 100% própria dentro do porto.
A entrega dos caminhões está prevista até o final de maio, com início gradual das operações ao longo de junho.
Segundo a empresa, o novo aporte integra a estratégia de expansão operacional do terminal e busca aumentar a eficiência logística diante do crescimento contínuo da movimentação de cargas.
Porto de Itajaí registra maior movimentação da história
Desde que assumiu a operação do terminal, a JBS Terminais vem registrando crescimento consistente na movimentação portuária.
De acordo com a companhia, a média de expansão mensal alcança cerca de 12% no volume de TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.
Em abril, o terminal atingiu a maior movimentação mensal de sua história, superando 44,8 mil TEUs movimentados.
O presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, destacou que a empresa já investiu cerca de R$ 230 milhões desde outubro de 2024 na retomada das operações do Porto de Itajaí, que permaneceu praticamente paralisado por quase dois anos.
“Os investimentos e a ampliação das rotas fazem parte da nossa estratégia de crescimento operacional e fortalecem a importância do Porto de Itajaí na logística aquaviária nacional”, afirmou.
Estrutura fortalece Santa Catarina como polo logístico do agronegócio
Atualmente, o terminal opera com uma estrutura considerada estratégica para o comércio exterior brasileiro.
O Porto de Itajaí conta com 180 mil metros quadrados de área operacional, 1.030 metros de cais, quatro berços com profundidade de 14 metros, além de 1.705 tomadas para contêineres refrigerados e oito gates reversíveis.
A estrutura reforça a competitividade de Santa Catarina nas exportações de proteínas animais, alimentos refrigerados e produtos do agronegócio, segmentos que dependem de eficiência logística e agilidade no fluxo internacional de cargas.
Com a ampliação das rotas e os novos investimentos, a expectativa do setor é de fortalecimento ainda maior da posição do Porto de Itajaí como um dos principais corredores logísticos do Sul do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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