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No GovCast, Francisca Arara reforça protagonismo indígena nas políticas públicas

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“Fazer com eles, e não para eles.” A diretriz que orienta a atuação da secretária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, reflete a proposta de uma gestão construída com a participação dos povos indígenas. Em entrevista ao GovCast desta terça-feira, 2, a gestora apresentou os avanços da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi) desde sua criação, em 2023, detalhou investimentos em segurança hídrica e analisou os desafios enfrentados pelos territórios.

Entre os temas abordados, esteve a Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI), mecanismo assegurado pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante aos povos indígenas o direito de serem consultados antes da implementação de empreendimentos ou intervenções em seus territórios. Durante a entrevista, a titular da Sepi relembrou sua participação nos debates sobre o tema e ressaltou a elaboração de uma cartilha que orienta a aplicação desse instrumento nas comunidades indígenas.

A participação ativa dos povos indígenas nos processos de consulta é apontada como fundamental para que as comunidades possam avaliar, de forma transparente, os benefícios, impactos e riscos de cada iniciativa. O processo também deve ser conduzido com boa-fé por todas as partes envolvidas, garantindo o respeito aos direitos indígenas e evitando que decisões externas comprometam modos de vida e formas de existência historicamente construídas pelos povos.

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Em entrevista ao jornalista Jefson Dourado no GovCast, Francisca Arara defendeu a participação dos povos indígenas nas decisões que impactam seus territórios. Foto: Danna Anute/Sepi

Ao tratar da preparação dos territórios para situações de emergência, Arara destacou a necessidade de fortalecer o diálogo entre instituições parceiras e os povos originários diante de eventos extremos. Considerando as particularidades e demandas específicas das comunidades indígenas, a Sepi elaborou um plano de contingência próprio para ampliar a capacidade de resposta nesses cenários.

Foi nesse contexto que o governo do Acre estruturou um projeto de abastecimento de água voltado às aldeias indígenas. “As obras já estão sendo executadas e entregues às comunidades, garantindo melhores condições de acesso à água potável e fortalecendo a segurança hídrica das aldeias, especialmente durante os períodos de seca”, afirmou Francisca Arara.

O acesso à água potável tem sido tratado pelo governo do Acre como uma política estrutural para a melhoria da qualidade de vida nos territórios indígenas. Por meio da Sepi, está em execução um projeto voltado à ampliação da segurança hídrica nas aldeias, com investimento de R$ 2 milhões viabilizado pela cooperação internacional com o banco alemão KfW, no âmbito do Programa REM Fase II.

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A iniciativa prevê a perfuração de poços e a construção de cacimbas em nove terras indígenas, alcançando 38 aldeias localizadas em cinco municípios acreanos. Quando concluído, o projeto beneficiará cerca de 1.255 famílias e mais de 5 mil indígenas, fortalecendo o acesso à água de qualidade e reduzindo a vulnerabilidade das comunidades, especialmente durante os períodos de estiagem.

Fonte: Governo AC

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Por determinação do governo federal, Acre passa a exigir exame toxicológico para primeira habilitação

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O Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran) informa que, a partir do dia 8 de junho de 2026, será obrigatória a realização do exame toxicológico para candidatos à obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A (motocicletas) e B (automóveis).

Além dos exames médico e psicológico, o candidato também terá que realizar o exame toxicológico. Foto: Kelvisson Monteiro/Detran

A medida atende à determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), conforme as alterações promovidas pela Lei nº 15.153/2025 e regulamentadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A nova exigência passa a valer em todo o território nacional para os processos de primeira habilitação iniciados a partir da data estabelecida.

Os candidatos poderão dar entrada normalmente no processo de habilitação sem a apresentação imediata do exame toxicológico. No entanto, o resultado negativo deverá ser apresentado e registrado no sistema antes da emissão da Permissão para Dirigir (PPD), documento concedido ao condutor recém-habilitado.

“Os processos de primeira habilitação abertos antes de 8 de junho de 2026 continuarão seguindo as regras vigentes na data de sua abertura, sem a obrigatoriedade do exame toxicológico. Esse procedimento garante segurança jurídica aos candidatos que já iniciaram o processo de formação de condutores”, disse o Diretor de Operações do Detran, Argos Ryan Maia.

Antes apenas os condutores com categorias C, D e E eram obrigados a realizar o exame toxicológico. Foto: Foto: Arquivo Detran

O exame deverá ser realizado em laboratórios credenciados pela Senatran e pode identificar o uso de substâncias psicoativas por meio de uma análise retrospectiva, contribuindo para o fortalecimento das políticas de segurança viária e para a formação de condutores mais conscientes e responsáveis.

O Detran orienta os candidatos, autoescolas e demais profissionais envolvidos no processo de habilitação a buscarem informações junto ao órgão para garantir o cumprimento da nova exigência e evitar transtornos durante a emissão da primeira CNH.

A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à promoção de um trânsito mais seguro, reforçando o compromisso com a preservação da vida e a redução dos riscos nas vias públicas.

Fonte: Governo AC

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