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Dólar deve oscilar com tensão no Oriente Médio e indicadores econômicos dos EUA, aponta análise da StoneX

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O mercado de câmbio deve permanecer volátil nos próximos dias, com o dólar influenciado por dois fatores principais: a instabilidade geopolítica no Oriente Médio e a divulgação de novos indicadores econômicos nos Estados Unidos. A avaliação é da consultoria StoneX, que destaca um cenário externo ainda incerto e com impacto direto sobre o apetite global ao risco.

As oscilações recentes refletem a combinação de notícias divergentes sobre as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Enquanto parte do mercado observa sinais de possível avanço nas conversas, outro segmento acompanha com cautela a persistência das tensões na região, o que mantém a volatilidade elevada nos mercados financeiros internacionais.

Tensão geopolítica sustenta volatilidade e influencia busca por ativos seguros

A instabilidade no Oriente Médio continua sendo um dos principais vetores de influência sobre o comportamento dos investidores. Em momentos de maior tensão, cresce a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar norte-americano, o que tende a fortalecer a moeda no cenário global.

Por outro lado, eventuais avanços diplomáticos podem reduzir a aversão ao risco e abrir espaço para ajustes nas cotações cambiais, com reflexos diretos sobre moedas emergentes e mercados de commodities.

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Inflação nos EUA segue acima da meta do Federal Reserve

Nos Estados Unidos, a atenção do mercado também está voltada para os indicadores de inflação. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), métrica de referência para o Federal Reserve, registrou alta de 3,3% no acumulado de 12 meses.

O resultado permanece significativamente acima da meta de 2% perseguida pela autoridade monetária norte-americana, reforçando a percepção de cautela em relação aos próximos passos da política de juros.

Dados econômicos reforçam expectativa sobre juros americanos

Além da inflação, o mercado acompanha de perto os indicadores de emprego e atividade econômica nos Estados Unidos. Dados mais fortes podem sustentar a expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo, o que tende a favorecer o dólar.

Em contrapartida, sinais de desaceleração econômica poderiam aumentar as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve, reduzindo a pressão de valorização da moeda norte-americana e ampliando a volatilidade no mercado cambial global.

O cenário segue, portanto, dependente da evolução simultânea dos riscos geopolíticos e dos fundamentos econômicos dos Estados Unidos, que continuam ditando o ritmo do dólar no mercado internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 preocupa setor suinícola e pode elevar custos de produção, alerta presidente da ACCS

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A proposta de substituição da escala de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2 continua gerando debates entre representantes do setor produtivo brasileiro. No agronegócio, especialmente nas cadeias ligadas à produção animal, a medida é vista com preocupação devido à necessidade de operações contínuas ao longo de todo o ano.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, avalia que a alteração poderá gerar impactos significativos nos custos operacionais das empresas, afetando diretamente a competitividade da produção nacional.

Segundo o dirigente, atividades como a suinocultura, que exigem monitoramento permanente dos animais, manejo diário e funcionamento ininterrupto das estruturas produtivas, enfrentariam desafios adicionais para adequar suas equipes ao novo regime de trabalho.

Produção animal exige operação contínua

A preocupação do setor está relacionada à necessidade de manter a mesma capacidade operacional em atividades que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana.

Na avaliação da ACCS, a redução da jornada exigiria a contratação de novos trabalhadores para suprir a demanda de horas produtivas, elevando despesas com salários, encargos trabalhistas e gestão de pessoal.

Para os produtores, especialmente os de menor porte, o aumento dos custos poderá representar uma pressão adicional em um cenário já marcado por margens reduzidas e elevada volatilidade dos custos de produção.

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Possível impacto nos preços ao consumidor

De acordo com Losivanio, parte dos custos adicionais gerados pela nova configuração trabalhista tende a ser incorporada ao preço final dos produtos.

O dirigente argumenta que o aumento das despesas operacionais poderá atingir diversos segmentos da economia, incluindo a cadeia de proteínas animais, influenciando os preços pagos pelos consumidores.

A avaliação do setor é que qualquer alteração estrutural no mercado de trabalho precisa considerar os impactos sobre a competitividade das empresas e sobre a sustentabilidade financeira das atividades produtivas.

Mercado de trabalho também está no centro do debate

Outro ponto destacado pelo presidente da ACCS refere-se aos possíveis reflexos da medida sobre o mercado de trabalho.

Segundo ele, embora a redução da jornada possa ampliar o tempo livre dos trabalhadores, eventuais aumentos no custo de vida decorrentes do encarecimento dos produtos poderiam reduzir o poder de compra das famílias.

O dirigente também avalia que empresas poderão buscar novas formas de adequar suas estruturas de custos, o que poderá influenciar futuras contratações e políticas salariais em alguns setores.

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Competitividade internacional preocupa setor produtivo

A ACCS também demonstra preocupação com a competitividade do Brasil diante de países vizinhos que vêm implementando políticas voltadas à atração de investimentos.

Na visão da entidade, fatores como carga tributária, legislação trabalhista, custos operacionais e segurança jurídica influenciam diretamente as decisões empresariais sobre expansão, investimentos e geração de empregos.

Para o setor produtivo, a manutenção de um ambiente competitivo é considerada fundamental para preservar a capacidade de crescimento da indústria e do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Debate sobre jornada segue em pauta

A discussão sobre mudanças na jornada de trabalho envolve diferentes setores da sociedade e reúne argumentos relacionados à qualidade de vida dos trabalhadores, produtividade, geração de empregos e competitividade econômica.

No agronegócio, entidades representativas defendem que qualquer alteração nas regras trabalhistas considere as particularidades das atividades rurais e das cadeias de produção animal, que demandam operação contínua e planejamento de longo prazo.

Enquanto o debate avança no cenário político e econômico, produtores, indústrias e trabalhadores acompanham atentamente os possíveis desdobramentos da proposta e seus impactos sobre a economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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