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MPAC obtém na Justiça bloqueio de bens de empresa responsável por ponte que desabou em Sena Madureira

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) obteve decisão favorável da Vara Cível de Sena Madureira em ação cautelar ajuizada após o desabamento da Ponte Padre Paolino Baldassari. A Justiça determinou o arresto de bens da Construtora Cidade Ltda, responsável pela obra, até o limite de R$ 36 milhões.

A ação foi proposta para garantir recursos que possam ser utilizados na reparação dos danos causados pelo desabamento da estrutura, ocorrido no dia 5 de junho. Na decisão, a Justiça determinou que a constrição recaia sobre bens móveis, imóveis e participações societárias da empresa.

A decisão também manteve a suspensão de contratos e pagamentos públicos estaduais destinados à construtora, medida que já havia sido adotada pelo Estado.

Além das medidas patrimoniais, a Justiça acolheu pedidos do MPAC voltados à preservação de provas e à apuração das causas do desabamento. O Estado do Acre deverá manter preservados todos os documentos relacionados à obra, como projetos, relatórios de fiscalização, medições e demais registros técnicos.

O Estado também deverá apresentar, em até 15 dias, as apólices dos seguros contratados para a obra, acompanhadas dos comprovantes de pagamento e das informações sobre eventual comunicação do sinistro à seguradora.

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Outra determinação prevê a apresentação, no prazo de 30 dias, do laudo oficial da perícia técnica sobre as causas do desabamento e do laudo de constatação de dano ambiental elaborado pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

A decisão ainda estabelece que o Estado disponibilize, em até 15 dias, uma balsa gratuita para a travessia de pessoas e veículos entre o Centro e o Segundo Distrito de Sena Madureira, além de apresentar um cronograma de ações emergenciais para manutenção da Estrada Mário Lobão.

Também foi determinado que a construtora e o Estado apresentem, no prazo de 30 dias, um plano de trabalho com cronograma para a desobstrução da área e a reconstrução da ponte.

Na ação cautelar, o MPAC destacou a necessidade de medidas urgentes para garantir a futura reparação dos danos, a responsabilização dos envolvidos e a proteção do patrimônio público e dos interesses da população afetada pelo desabamento.

Foto: Pedro Devani / Secom Acre

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC participa de audiência pública sobre políticas públicas para pessoas com lúpus

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência (CAOP Saúde), participou, nesta sexta-feira, 11, de uma audiência pública realizada no plenário da Câmara Municipal de Rio Branco para discutir o tratamento, os desafios e as dificuldades enfrentadas por pessoas com lúpus.

A audiência teve como objetivo discutir melhorias nas políticas públicas de atendimento, o cumprimento dos direitos assegurados em lei e a ampliação da conscientização sobre a doença. Durante o encontro, pacientes e profissionais de saúde relataram dificuldades no acesso a consultas, exames, medicamentos e acompanhamento especializado.

Representando o MPAC, a procuradora de Justiça e coordenadora do CAOP Saúde, Gilcely Evangelista, destacou o papel da instituição na defesa dos direitos fundamentais e na garantia de acesso aos serviços públicos de saúde.

“O Ministério Público reconhece a importância do fortalecimento das políticas de saúde e da garantia de acesso integral e adequado aos serviços públicos por aqueles que deles necessitam. É importante que as demandas apresentadas nesta audiência se transformem em ações capazes de produzir resultados concretos”, afirmou.

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Entre os encaminhamentos, o MPAC propôs a realização de uma reunião com a participação da Defensoria Pública do Acre, dos órgãos responsáveis pela saúde estadual e municipal e da Fundacre. A iniciativa busca discutir as demandas apresentadas e estabelecer um fluxo de atendimento que torne mais ágil o acesso a consultas e exames.

Durante a audiência, também foi apresentada a proposta de criação de um centro municipal de referência para pessoas com doenças autoimunes e crônicas, com atendimento integrado de diferentes especialidades. Outro encaminhamento discutido foi a criação da Associação dos Portadores de Lúpus no Acre, para representar as demandas dos pacientes.

Fotos: Jean Oliveira

Fonte: Ministério Publico – AC

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