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MPAC adere a pacto nacional para proteger crianças em portos e aeroportos
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O Ministério Público do Acre (MPAC) assinou nesta terça-feira, 16, termo de adesão ao Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) — pasta federal responsável pela gestão e regulação da infraestrutura portuária, hidroviária e aeroportuária do país —, tornando-se parte de uma rede nacional de combate ao tráfico de pessoas, à exploração sexual e ao desaparecimento de crianças e adolescentes nos portos, hidrovias e aeroportos do país. A cerimônia ocorreu no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça Militar, em Brasília, no âmbito da iniciativa “Manas que Protegem”.
O procurador-geral de Justiça do Acre, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, foi representado pelo procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes. Também esteve presente o promotor de Justiça Vinícius Menandro Evangelista de Souza, membro auxiliar no gabinete da conselheira e ouvidora nacional do Ministério Público, Ivana Cei, no CNMP.
Foi a conselheira Ivana Cei quem discursou na cerimônia em nome do CNMP. Ela situou o acordo no contexto de um problema estrutural, não episódico. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública citados em seu pronunciamento, 2024 registrou mais de 2.300 mortes violentas de crianças e adolescentes no Brasil. Centenas de jovens foram identificados como vítimas de exploração sexual. O Disque 100 — principal canal nacional de denúncias — recebeu, apenas nos primeiros meses deste ano, dezenas de milhares de registros ligados à violência sexual contra esse público, e mais de cem mil denúncias de violações de direitos envolvendo crianças e adolescentes em geral.
A conselheira apontou que a maioria dessas violações ocorre nos ambientes que deveriam oferecer proteção — dentro de casa, no círculo familiar. Mas destacou que os espaços de grande circulação nacional — portos, aeroportos e hidrovias — também são explorados por organizações criminosas para o tráfico de pessoas e a exploração sexual de menores. Daí a centralidade do acordo: o instrumento prevê compartilhamento de informações entre as instituições signatárias, capacitação permanente de servidores e a adoção de protocolos comuns de identificação e resposta a situações de risco.
O procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes, ao assinar o termo em nome do MPAC, foi na mesma direção. “A proteção da infância e da adolescência não admite atuação isolada. Ela exige inteligência institucional compartilhada, protocolos comuns e compromisso permanente. A prioridade absoluta que a Constituição confere à criança e ao adolescente precisa se materializar em ações concretas — e é isso que este acordo representa”, afirmou. Barbosa Lopes destacou ainda a posição geográfica do Acre como fator que torna a adesão especialmente relevante. “O estado tem extensa fronteira internacional, depende estruturalmente das hidrovias e está inserido em rotas que organizações criminosas utilizam para recrutar e vitimizar crianças e adolescentes. Não podemos deixar esses espaços sem resposta institucional coordenada”, disse.
O promotor de Justiça Vinícius Menandro, que acompanha no CNMP iniciativas ligadas à defesa de grupos vulneráveis pelo gabinete da ouvidora nacional, também se pronunciou sobre o significado do pacto. “Cada estatística que ouvimos aqui hoje representa uma criança, uma história, um futuro interrompido. Este acordo é a resposta institucional a essa realidade. Ele nos obriga a sair do texto constitucional e a agir”, declarou. Para Menandro, o fato de o Acre integrar essa rede nacional é sinal de maturidade da instituição. “O Ministério Público acreano tem tradição de enfrentamento do crime organizado. Trazer essa experiência para a proteção da infância nos pontos estratégicos de circulação do país é uma responsabilidade que assumimos com convicção”, afirmou.
A cerimônia reuniu representantes de diferentes ramos do Ministério Público brasileiro e autoridades do MPOR. O Ministério Público Militar sediou o encontro. Integrantes das Forças Armadas e dos órgãos de segurança pública também marcaram presença, entre eles representantes da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar do Distrito Federal e de corporações de outros estados brasileiros — reforçando o caráter interinstitucional de uma iniciativa que, por sua natureza, só pode produzir resultados por meio da atuação coordenada entre diferentes esferas do Estado. A iniciativa tem como pano de fundo o artigo 227 da Constituição Federal, que estabelece como dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, todos os direitos fundamentais.
Texto: Chico Araújo
Fotos: Vinícius Menandro
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa da abertura da III Semana Nacional dos Juizados Especiais
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, nesta terça-feira, 16, da solenidade de abertura da III Semana Nacional dos Juizados Especiais, realizada na Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud), em Rio Branco. Promovida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Acre, a terceira edição da semana tem como tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”.
A iniciativa é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e tem como objetivo fortalecer o sistema dos juizados especiais, considerado uma importante porta de entrada da população ao Poder Judiciário. O evento segue até a próxima sexta-feira, 19, e a programação inclui palestra magna, oficinas, debates e diálogos sobre o aperfeiçoamento da atuação jurisdicional.
Representando o MPAC, o procurador-geral adjunto administrativo, Carlos Maia, esteve presente na cerimônia, que reuniu representantes de instituições do sistema de Justiça e autoridades locais.

Em sua fala, o procurador destacou a importância dos juizados especiais na aproximação entre o cidadão e o sistema de Justiça. “Os Juizados Especiais representam uma das mais exitosas experiências do sistema de Justiça brasileiro, aproximando o cidadão do Poder Judiciário por meio da simplicidade, da celeridade e da efetividade na solução dos conflitos”, afirmou.
A abertura do evento foi conduzida pela presidente em exercício do TJAC, desembargadora Regina Ferrari. Também participaram da solenidade o coordenador dos Juizados Especiais Cíveis do Acre, desembargador Júnior Alberto, o corregedor-geral da Justiça do Acre, desembargador Nonato Maia, além de magistradas, magistrados e representantes de instituições parceiras.
Texto: Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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