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Mercado do Trigo no Sul segue cauteloso e Chicago recua em meio à volatilidade global e foco na safra 2026

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Mercado interno mantém cautela e negócios seletivos no Sul do Brasil

O mercado de trigo no Sul do país segue operando de forma pontual, com agentes adotando postura cautelosa diante das incertezas da próxima safra. Segundo análises da TF Agroeconômica, compradores e vendedores mantêm ritmo reduzido de negociações, priorizando lotes de melhor qualidade e evitando alongar posições.

No Rio Grande do Sul, os moinhos ainda buscam o restante do trigo de boa qualidade disponível, com o objetivo de reduzir a necessidade de importações. As indicações de preços variam entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada entregue nos moinhos, enquanto o trigo melhorador chega a cerca de R$ 1.500 por tonelada. Também foram registrados negócios FOB em menor volume a R$ 1.350, com embarque em julho e pagamento previsto para o início de agosto.

Com julho praticamente coberto, parte dos compradores já direciona atenção para agosto, mantendo o mercado travado e com baixa liquidez.

Perspectivas da próxima safra elevam incertezas no campo

A expectativa para a próxima safra de trigo no Sul preocupa produtores, especialmente no Rio Grande do Sul. O cenário envolve custos elevados de produção, preços pressionados e riscos climáticos associados a fenômenos como o El Niño, além de preocupações fitossanitárias ligadas ao teor de DON.

Cooperativas do centro e noroeste do estado já indicam possibilidade de redução de até 40% na área plantada, embora ainda sem confirmação oficial. A Emater-RS projeta uma produção próxima de 2,2 milhões de toneladas, volume significativamente inferior ao registrado na safra anterior, estimada entre 3,8 e 4 milhões de toneladas.

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Em Panambi, o preço de balcão permanece em torno de R$ 69 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue pressionado pela dificuldade de escoamento da farinha, com negócios pontuais de trigo-pão a R$ 1.360 FOB e trigo melhorador a R$ 1.400 FOB. No balcão, as cotações permanecem estáveis, com ajustes pontuais e ausência de movimentos de alta.

No Paraná, o foco dos negócios está na liberação de espaço para a safrinha de milho. As referências variam entre R$ 1.450 e R$ 1.500 CIF moinho, enquanto ofertas FOB partem de R$ 1.400. Nos Campos Gerais, as indicações ficam em torno de R$ 1.420 CIF, e no norte do estado os preços oscilam entre R$ 1.450 e R$ 1.480 CIF. No sudoeste, há registros entre R$ 1.350 e R$ 1.370 FOB.

Trigo recua em Chicago após sessão volátil e ajuste técnico

Os contratos futuros de trigo iniciaram a quinta-feira (25) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo continuidade do movimento de ajuste após uma sessão marcada por volatilidade no mercado internacional de grãos.

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No início do pregão, os contratos apresentavam as seguintes cotações:

  • Julho/26: US$ 5,81/bushel (-4,2 pontos)
  • Setembro/26: US$ 5,91/bushel (-4,4 pontos)
  • Dezembro/26: US$ 6,08/bushel (-4,4 pontos)

Na sessão anterior, os grãos já haviam encerrado em baixa, pressionados por movimentos técnicos e pela reavaliação das perspectivas de oferta global. O trigo segue no radar dos investidores, especialmente diante do avanço das colheitas no Hemisfério Norte e das condições das lavouras nos principais países produtores.

Mercado global observa oferta e Brasil foca na safra de inverno

Além da dinâmica internacional, o mercado brasileiro segue atento ao desenvolvimento da safra de inverno. O avanço do plantio e as condições climáticas nas regiões produtoras do Sul são determinantes para o potencial produtivo da temporada.

O setor também acompanha o cenário de possível redução de área em parte das regiões produtoras e a dependência estrutural de importações para complementar o abastecimento interno.

Com Chicago reagindo aos sinais de oferta global e o Brasil ajustando expectativas para a safra 2026, o mercado de trigo segue em ambiente de volatilidade e decisões estratégicas mais cautelosas ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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SIAVS 2026 lança Experience Biosseguridade para reforçar prevenção sanitária na produção animal

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O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), promovido pela ABPA entre os dias 4 e 6 de agosto, contará com uma novidade voltada à conscientização sanitária: o Experience Biosseguridade, espaço interativo criado para aproximar o público dos desafios e soluções relacionados à prevenção de doenças na produção animal.

A proposta é transformar conceitos técnicos em experiências práticas, permitindo que visitantes compreendam, de forma imersiva, como as rotinas de biosseguridade são aplicadas no dia a dia das granjas e qual seu impacto direto na sanidade dos plantéis e na segurança dos alimentos.

Espaço interativo simula rotina de granjas e reforça boas práticas sanitárias

Durante os três dias de evento, o ambiente contará com estações interativas, demonstrações práticas e recursos audiovisuais. Entre os temas abordados estão:

  • Controle de acesso às granjas
  • Higienização de instalações e equipamentos
  • Troca de vestimentas e protocolos de entrada
  • Manejo de riscos sanitários
  • Controle do trânsito de pessoas e veículos

O objetivo é demonstrar como cada etapa operacional contribui para reduzir riscos sanitários e evitar a introdução de agentes infecciosos nos sistemas produtivos.

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ABPA destaca biosseguridade como cultura essencial da produção animal

Segundo a gerente de Marketing e Promoção Comercial da ABPA, Isis Sardella, a iniciativa busca aproximar o público da realidade do campo e reforçar que a prevenção está presente em todas as etapas da cadeia produtiva.

“A proposta é mostrar que a prevenção está presente em cada etapa da produção animal. Queremos que os visitantes vivenciem situações do cotidiano das granjas e entendam como pequenas atitudes fazem grande diferença na sanidade animal, na segurança dos alimentos e na sustentabilidade da atividade”, afirmou.

O espaço também apresentará cenários que simulam como enfermidades podem ser introduzidas em uma propriedade e quais medidas são necessárias para mitigar riscos sanitários.

Prevenção sanitária como pilar da competitividade do setor

De acordo com a ABPA, a biosseguridade vai além de protocolos isolados e deve ser entendida como uma cultura permanente dentro da produção animal.

“A biosseguridade não é um conjunto de regras isoladas, mas uma cultura de prevenção construída diariamente. Prevenir continua sendo a ferramenta mais eficiente para proteger os animais, os produtores e toda a cadeia produtiva”, destacou Isis Sardella.

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A entidade reforça que a adoção de boas práticas sanitárias é determinante para a competitividade do Brasil no mercado internacional de proteínas animais.

SIAVS reforça papel de difusão de conhecimento e inovação no agro

A expectativa da organização é que o Experience Biosseguridade se consolide como um dos principais espaços de aprendizado do SIAVS, reunindo produtores, agroindústrias, técnicos, pesquisadores, estudantes e lideranças internacionais.

A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre biosseguridade como fator estratégico para a sustentabilidade da produção animal, além de reforçar a confiança dos mercados na proteína brasileira.

“O SIAVS reúne diferentes elos da cadeia produtiva e amplia o alcance dessa mensagem. Queremos que o Experience seja um espaço de aprendizado, conscientização e inspiração para todos os participantes”, concluiu a representante da ABPA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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