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Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas consolida avanços em três anos de gestão
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O que começou como um anúncio histórico feito diante de lideranças indígenas de todo o Acre e de parceiros nacionais e internacionais transformou-se em uma das principais ferramentas de fortalecimento das políticas públicas para os povos originários do estado.
Em três anos de atuação, a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi) consolidou sua presença nos territórios, ampliou investimentos, fortaleceu associações indígenas e construiu uma nova relação entre governo e povos indígenas, baseada no diálogo e na participação.
Criada pelo governador Gladson Camelí, em 7 de julho de 2023, durante a abertura do 1º Fórum Indígena sobre Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais do Estado do Acre, e mantida na gestão da governadora Mailza Assis. A Sepi representou um marco para os povos indígenas acreanos, que passaram a contar com uma secretaria própria para tratar de suas demandas e formular e implementar políticas específicas para seus territórios.

Ao longo desses três anos, a secretaria consolidou uma atuação baseada na escuta ativa, na presença permanente nos territórios e na construção participativa das ações governamentais.
A secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, relembra que a criação da Sepi representou uma mudança histórica na relação entre o Estado e os povos indígenas.
“Foi um marco histórico. Quando o governador Gladson Camelí assumiu o governo do Estado, muitas pessoas acreditavam que a pauta indígena perderia espaço. No entanto, aconteceu exatamente o contrário. O governador retomou o diálogo, visitou territórios, ouviu as lideranças e demonstrou, na prática, o compromisso com os povos indígenas”, destaca.

Segundo Francisca, a criação da secretaria foi resultado de um processo de construção iniciado ainda em 2019, quando o governo passou a ampliar sua participação em debates nacionais e internacionais sobre clima, serviços ambientais e direitos indígenas.
“O anúncio da secretaria durante o primeiro Fórum Indígena foi um momento emocionante. Ali estavam representantes das 36 terras indígenas do Acre, parceiros nacionais e internacionais, e todos puderam testemunhar a criação de um espaço institucional que hoje representa a voz dos povos indígenas dentro do governo”, afirma.
Presença nos territórios e escuta ativa
Desde sua implantação, a Sepi realizou mais de 20 visitas técnicas aos territórios indígenas, seis consultas regionais e três fóruns estaduais que permitiram ouvir lideranças, associações e moradores sobre temas como educação, produção sustentável, segurança alimentar, turismo, mudanças climáticas e fortalecimento cultural.
“A principal ação foi a escuta participativa. Nós não fizemos política em gabinete. Fomos aos territórios para ouvir os povos indígenas e construir as políticas juntos. Isso fez toda a diferença nos resultados alcançados”, ressalta Francisca Arara.

O trabalho também permitiu identificar demandas prioritárias e estabelecer metas concretas para a atuação da secretaria no Plano de Desenvolvimento Socioeconômico Sustentável do Estado do Acre da Agenda Acre 10 anos.
Estruturação e fortalecimento institucional
Os primeiros meses foram dedicados à construção da estrutura administrativa da nova pasta. De uma equipe inicial composta por apenas cinco pessoas, a Sepi passou a contar com 52 profissionais entre servidores e colaboradores, além de estrutura própria, veículos, equipamentos, planejamento estratégico e orçamento alinhado ao Plano Plurianual do Estado.
O fortalecimento institucional permitiu ainda a reorganização administrativa e financeira das associações indígenas de base. Um dos avanços mais significativos foi a retirada de 31 associações da situação de inadimplência, possibilitando que elas voltassem a acessar recursos públicos e financiamentos nacionais e internacionais.

Resultados que chegaram às comunidades indígenas
Ao longo dos três anos, a atuação da Sepi chegou às 29 terras indígenas do Acre por meio de políticas voltadas à gestão territorial, à segurança alimentar, à valorização da cultura e ao desenvolvimento sustentável.
Entre os principais resultados estão:
- Inserção de 23 festivais indígenas no calendário oficial de eventos do Estado;
- Apoio financeiro e logístico para realização dos festivais;
- Execução de 31 termos de fomento;
- Desenvolvimento de 43 projetos voltados ao fortalecimento das terras indígenas;
- Apoio ao curso de formação dos Agentes Agroflorestais Indígenas;
- Regularização do pagamento de 148 Agentes Agroflorestais Indígenas;
- Atendimento específico a dez terras indígenas com presença de povos indígenas isolados;
- Mais de 12 mil entregas de alimentos;
- Benefício direto a mais de 21 mil indígenas.
- Salvaguarda socioambiental nos territórios;
- Construção de oito poços e 30 cacimbas;
Outro destaque foi o fortalecimento das ações de segurança alimentar e geração de renda, com a movimentação de aproximadamente R$ 2,6 milhões na produção indígena.
Água, clima e proteção da floresta
A agenda climática também se tornou uma das principais frentes de atuação da Sepi. Nos últimos anos, o governo estadual investiu cerca de R$ 2 milhões em ações emergenciais para minimizar os impactos dos eventos climáticos extremos nos territórios indígenas.
Entre as ações realizadas estão a construção e implantação de poços artesianos e cacimbas, ampliando o acesso à água potável para milhares de indígenas.
A secretaria também desempenhou papel importante na articulação de investimentos vinculados ao Fundo Amazônia, ao Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa/REDD+) e a outros mecanismos internacionais voltados à conservação ambiental e à proteção dos territórios indígenas.
Captação internacional amplia investimentos
Uma das marcas da gestão foi a capacidade de articulação junto a parceiros nacionais e internacionais. Segundo a secretária Francisca Arara, mais de R$ 5 milhões em recursos internacionais foram captados pela Sepi, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), para apoiar consultas indígenas, fóruns estaduais, fortalecimento institucional e políticas de preservação da floresta.
Mais de R$ 5 milhões em recursos internacionais foram captados pelas pastas ambientais para apoiar as consultas aos povos indígenas. Foto: Pedro Devani/Secom“Conseguimos mostrar ao mundo que o Acre tem credibilidade e capacidade de construir políticas públicas junto aos povos indígenas. Esses recursos permitiram realizar fóruns, consultas e fortalecer organizações indígenas em todo o estado”, explica.
Cultura, identidade e geração de renda
A valorização da cultura indígena tornou-se uma das prioridades da Sepi. Ao inserir os festivais indígenas no calendário oficial do Estado, a secretaria fortaleceu tradições ancestrais e criou oportunidades de geração de renda para as aldeias.
Os eventos passaram a receber apoio financeiro e logístico, ampliando sua capacidade de atrair visitantes, divulgar a cultura dos povos originários e movimentar as economias locais.

Um legado construído coletivamente
Com três anos de atuação, a Sepi já projeta novos avanços. Entre as prioridades estão a realização do 4º Fórum Indígena, previsto para novembro deste ano com recursos captados por meio da cooperação internacional, a criação do Conselho Estadual dos Povos Indígenas, a implantação de uma plataforma de dados territoriais, o fortalecimento das associações indígenas e novos editais voltados ao protagonismo feminino e à gestão territorial.
Também estão entre as metas futuras a realização de concurso público indígena voltado à educação intercultural, a criação de um fundo indígena estadual e a ampliação das ações de adaptação às mudanças climáticas.

Ao completar três anos, a Sepi celebra não apenas a criação de uma estrutura administrativa, mas a consolidação de um espaço permanente de diálogo entre governo e povos indígenas na preservação da cultura e na construção de um futuro sustentável para o Acre.
“Hoje temos uma secretaria estruturada, com equipe técnica, planejamento e capacidade de execução. Ainda há muitos desafios, mas demonstramos que, quando os povos indígenas participam das decisões, os resultados chegam aos territórios. Essa é uma conquista de todos nós”, conclui Francisca Arara.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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