A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, orienta a população sobre as medidas de prevenção à criptococose, doença causada por fungos presentes no ambiente e que pode estar associada a locais com acúmulo de fezes de pombos.
A transmissão ocorre pela inalação de partículas do fungo suspensas no ar, principalmente quando as fezes contaminadas estão secas e são removidas de maneira inadequada. A Secretaria Municipal de Saúde esclarece, no entanto, que o pombo não transmite a doença diretamente às pessoas.
O coordenador da Área Técnica de Criptococose e Histoplasmose, Daniel Souza, explicou que essa é uma das principais dúvidas da população.
“Essa é uma dúvida muito comum. A criptococose é uma doença causada por um fungo que pode estar presente nas fezes de pombos acumuladas e ressecadas. Mas é importante esclarecer que o pombo não transmite a doença diretamente para as pessoas. O que acontece é que, quando as fezes secam e são varridas, elas podem liberar partículas no ar”, explicou.
“A criptococose não é transmitida diretamente pelo pombo. O risco ocorre quando fezes ressecadas liberam partículas no ar durante a limpeza”, explicou o Daniel. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Para reduzir os riscos durante a limpeza de locais com acúmulo de fezes de aves, a orientação é umedecer previamente o ambiente, utilizando água e água sanitária, além de equipamentos de proteção individual, como luvas e máscara. A varrição a seco deve ser evitada, pois pode espalhar as partículas pelo ar.
“Esses cuidados ajudam a evitar a dispersão das partículas e protegem a saúde de quem realiza a limpeza”, orientou Daniel.
Outra recomendação é não alimentar pombos em locais públicos. Segundo o coordenador, essa prática favorece a concentração das aves e, consequentemente, o acúmulo de fezes em determinados espaços.
“Não alimentar os pombos em locais públicos é uma medida importante, porque isso acaba aumentando a concentração das aves e, consequentemente, o acúmulo de fezes nesses locais”, destacou.
A criptococose pode provocar sintomas como febre, dor de cabeça, cansaço e outros sinais, além de evoluir para quadros mais graves, especialmente em pessoas com baixa imunidade. Por isso, diante de sintomas persistentes, a orientação é procurar atendimento em uma unidade de saúde para avaliação adequada.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, dá continuidade às ações de prevenção e controle da raiva no município com a vacinação antirrábica casa a casa. Neste sábado (5), as equipes de Agentes de Zoonoses estarão no bairro 6 de Agosto, das 8h às 12h, levando a vacina diretamente às residências.
A imunização é destinada a cães e gatos a partir de três meses de idade. A orientação é que os tutores mantenham os animais disponíveis para que sejam avaliados e vacinados pelas equipes durante a passagem pelo bairro.
A ação faz parte da estratégia da Saúde para ampliar a cobertura vacinal e manter cães e gatos protegidos contra a raiva, doença viral grave e de elevada letalidade. A vacinação dos animais é uma das principais medidas para evitar a circulação do vírus e proteger também a população.
A ação amplia a cobertura vacinal e protege cães, gatos e a população contra a raiva. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Vacinação mantém conquista histórica contra a raiva
O avanço das campanhas de vacinação de cães e gatos, associado à vigilância epidemiológica e às medidas de controle de focos, foi fundamental para reduzir drasticamente a circulação das variantes do vírus da raiva típicas de cães no Brasil.
O país completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes caninas AgV1 e AgV2. O resultado é considerado uma importante conquista de saúde pública e está diretamente relacionado às estratégias de vacinação e controle da doença.
Além da vacinação, as equipes orientam sobre a prevenção da raiva e os cuidados em casos de contato de risco com animais. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Apesar desse avanço, a raiva não foi completamente erradicada no Brasil. O vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, e casos de transmissão para seres humanos ainda podem ocorrer. Por isso, manter cães e gatos vacinados é fundamental para impedir que o vírus volte a se estabelecer no ambiente urbano.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação anual de cães e gatos é eficaz na prevenção da raiva nesses animais e, consequentemente, contribui para a prevenção da doença em seres humanos.
Na semana passada, as equipes de Zoonoses estiveram nos bairros 15 e Triângulo Novo, onde 609 animais, entre cães e gatos, foram vacinados.
Além da vacinação, os profissionais também orientam os moradores sobre os cuidados necessários para prevenir a raiva e sobre a importância de procurar imediatamente uma unidade de saúde em caso de mordidas, arranhaduras ou outros contatos de risco com animais.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.