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MPAC recomenda veto ao projeto de revisão do Plano Diretor de Rio Branco

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Habitação e Urbanismo e Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural e da Promotoria Especializada de Defesa do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Baixo Acre, recomendou ao prefeito de Rio Branco o veto integral ao Projeto de Lei Complementar n.º 26/2025, que revisa o Plano Diretor do Município. O documento é assinado pelos promotores de Justiça Luis Henrique Corrêa Rolim e Alekine Lopes dos Santos.

Na recomendação, o MPAC aponta vícios formais e materiais na elaboração e tramitação da proposta. Segundo o Ministério Público, o processo de revisão não observou plenamente princípios como participação popular, transparência e ampla publicidade das informações técnicas que fundamentam as alterações previstas.

O documento tem como base relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), elaborado em cooperação com o Ministério Público. Entre as fragilidades identificadas estão a insuficiência de participação popular efetiva, a falta de estudos técnicos e a ausência de documentação que comprove a realização adequada das audiências públicas. Também é destacado que o projeto foi aprovado pela Câmara Municipal com cerca de 60 emendas, sem divulgação de seus impactos técnicos nem novo processo participativo.

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O MPAC também alerta para possíveis impactos urbanísticos e ambientais decorrentes das mudanças propostas, como aumento da impermeabilização do solo, ocupação de áreas suscetíveis a alagamentos, pressão sobre os sistemas de mobilidade e saneamento e redução de mecanismos de proteção ambiental e do patrimônio histórico-cultural. Segundo a recomendação, essas alterações não foram acompanhadas de estudos que comprovem sua compatibilidade com a infraestrutura urbana e o desenvolvimento sustentável do município.

Esta é a terceira manifestação do MPAC sobre o processo de revisão do Plano Diretor. As recomendações anteriores foram dirigidas à Câmara Municipal. Com a aprovação do projeto pelo Legislativo, o Ministério Público orienta agora o chefe do Poder Executivo a exercer o controle preventivo de constitucionalidade por meio do veto integral da proposta.

Além do veto, o MPAC requisitou que a Prefeitura de Rio Branco dê ampla publicidade ao conteúdo da recomendação em seus canais oficiais. O documento também informa que o acolhimento ou a rejeição da medida será considerado para a adoção das providências institucionais cabíveis.

Secretaria de Comunicação/MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC denuncia 13 integrantes de organização criminosa investigados na Operação Alvorada

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra 13 pessoas investigadas no âmbito da Operação Alvorada, que apura a atuação de integrantes da organização criminosa Comando Vermelho nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco.

A denúncia foi fundamentada em elementos obtidos durante as investigações, incluindo análises de dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos. Segundo o MPAC, o conjunto probatório aponta a participação dos denunciados na estrutura da organização criminosa, com atuação em diferentes funções e níveis hierárquicos.

De acordo com as investigações, foram identificados indícios de envolvimento dos denunciados em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, arrecadação de valores da facção, controle territorial e coordenação de integrantes no município de Sena Madureira.

Entre os denunciados estão integrantes que exerciam funções de liderança na organização criminosa.

O MPAC também requer o reconhecimento das causas de aumento de pena previstas para o crime de organização criminosa, diante dos elementos reunidos durante a investigação que apontam o uso de armas de fogo, a utilização de adolescentes em suas atividades e a manutenção de vínculos com outras organizações criminosas independentes.

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Na denúncia, o MPAC requer a condenação dos acusados, além da fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados pelas infrações penais e da decretação da perda dos bens apreendidos em favor do Estado.

O MPAC também requereu a manutenção das prisões preventivas de parte dos denunciados. Conforme a instituição, os investigados apresentam elevada periculosidade concreta e atuariam em favor da organização criminosa no Acre, havendo risco à instrução criminal e à integridade física de testemunhas e vítimas em caso de soltura.

A Operação Alvorada integra as ações desenvolvidas pelo Gaeco para o enfrentamento das organizações criminosas com atuação no estado.

Marcelina Freire – Secretaria de Comunicação/MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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