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Agropec começa sábado com negócios, tecnologia e pecuária

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Começa neste sábado (08.08), em Paragominas (300 km da capital, Belém), no Pará, a 59ª Feira Agropecuária de Paragominas (Agropec). Considerado o maior evento do setor na Região Norte, o encontro seguirá até 16 de agosto, com entrada gratuita.

Promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Paragominas (SPRP), a feira reunirá produtores, empresas, cooperativas, instituições financeiras e pesquisadores no Parque de Exposições Amílcar Tocantins. A programação inclui exposição de animais, leilões, palestras, provas equestres e apresentação de máquinas e tecnologias.

Uma das novidades é o IAgro, espaço dedicado à agricultura de precisão, mecanização, conectividade, gestão e transformação digital. A AquaAgropec concentrará atividades relacionadas à piscicultura e à aquicultura, com soluções em genética, nutrição, manejo e equipamentos.

A pecuária terá exposição de animais, leilões e rodeio durante cinco dias. A feira também contará com rodadas de relacionamento entre produtores e empresas interessadas em ampliar negócios na região.

Segundo o SPRP, a edição anterior recebeu 148 mil visitantes. A presidente da entidade, Maxiely Scaramussa Bergamin, afirma que o evento ajuda a movimentar o comércio, a hotelaria e os serviços de Paragominas, além de atrair investimentos para as cadeias produtivas locais.

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No dia 14, o Encontro Rural Delas discutirá liderança, inovação e participação feminina no agronegócio. A programação terá o professor e escritor José Luiz Tejon e Caroline Corrêa, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A Agropec também realizará um leilão beneficente para apoiar o tratamento de pacientes com câncer e premiará estudantes participantes do projeto Sementes do Futuro. A iniciativa envolveu mais de 1,3 mil alunos da rede municipal em um concurso de redação sobre o agronegócio.

A programação será completada por rodeio, corrida de rua e apresentações musicais.

Serviço

59ª Feira Agropecuária de Paragominas
Data: 8 a 16 de agosto
Local: Parque de Exposições Amílcar Tocantins, em Paragominas

Fonte: Pensar Agro

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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