AGRONEGÓCIO
BNDES aprova R$ 5,3 bilhões em crédito do Plano Safra 2025/2026 em apenas 8 dias
AGRONEGÓCIO
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 5,3 bilhões em crédito no âmbito do Plano Safra 2025/2026, em apenas oito dias desde o início da liberação dos recursos, no último 17 de julho. A maior parte do volume — R$ 3,6 bilhões — foi destinada a investimentos em instalações e máquinas agrícolas, aprovados logo no primeiro dia de abertura dessas linhas, em 24 de julho. Já as linhas de custeio, também liberadas no dia 17, consumiram R$ 1,7 bilhão.
Recursos atendem agricultura familiar e empresarial
As aprovações envolvem recursos equalizados de diversos programas agropecuários do Governo Federal, como o Pronaf, Pronamp, PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) e o Moderfrota.
Foram registradas 13,1 mil operações em mais de 20 linhas de financiamento, por meio de 21 agentes financeiros credenciados. Das operações aprovadas, 9 mil foram para custeio — 5,5 mil delas voltadas ao Pronaf, que apoia a agricultura familiar.
Essa atuação permite descentralizar o crédito, alcançando 93% dos municípios brasileiros, o que fortalece o acesso ao financiamento no campo e viabiliza a execução da política pública de apoio ao setor agropecuário.
Agricultura familiar terá nova linha aberta em breve
O BNDES informou que, na próxima quinta-feira, será aberta a linha de crédito para investimentos voltados à agricultura familiar, ampliando ainda mais a cobertura do Plano Safra 2025/2026.
Presidente do BNDES destaca agilidade e alcance do crédito rural
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel estratégico do banco no fomento ao agro:
“Este volume expressivo de recursos aprovados em poucos dias demonstra o papel estratégico do BNDES no apoio ao agro brasileiro, promovendo tanto o crescimento da agricultura familiar quanto o desenvolvimento da agricultura empresarial. A demanda está aquecida e o BNDES tem mostrado agilidade para atender os produtores com a velocidade que o país precisa.”
Mercadante também enfatizou que mais de 90% das operações — cerca de 12 mil — foram viabilizadas por bancos cooperativos e cooperativas de crédito, evidenciando a importância dessas instituições para ampliar o acesso ao crédito no país.
Maior orçamento da história do BNDES para o agro
Para o ciclo 2025/2026, o BNDES vai disponibilizar R$ 70 bilhões em crédito rural, no período entre 1º de julho de 2025 e 30 de junho de 2026. Este é o maior volume já ofertado pelo banco ao setor agropecuário, representando um aumento de 5% em relação ao Plano Safra anterior e de 180% em comparação ao Plano Safra 2022/2023.
Desse total, R$ 39,7 bilhões são recursos equalizáveis acessados por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal, com condições definidas de taxa, prazo e orçamento — um crescimento de 19% em relação ao ano anterior.
Distribuição dos recursos e programas disponíveis
- Agricultura empresarial: Serão destinados R$ 26,3 bilhões a médios e grandes produtores, com taxas de juros entre 8,5% e 14% ao ano. Os recursos estarão disponíveis por meio de nove programas, como Moderfrota, Pronamp, Renovagro, Inovagro, Proirriga, Prodecoop e PCA.
- Agricultura familiar: O Pronaf receberá R$ 13,4 bilhões, com juros entre 0,5% e 8% ao ano, valor que representa um aumento de 9% em relação ao operado no Plano Safra anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil
As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.
Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.
Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural
O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.
Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.
De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.
Agro sente impacto de forma gradual
Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.
O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.
A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.
Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.
Inflação dos alimentos pode ganhar força
O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.
Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.
Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.
Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada
Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.
As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.
Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.
Agronegócio acompanha cenário com atenção
Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.
O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.
Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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