RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Crédito rural: PGPAF atualiza bônus do Pronaf em fevereiro com novos percentuais para agricultores familiares

Publicados

AGRONEGÓCIO

Governo atualiza bônus do PGPAF para fevereiro e amplia desconto no Pronaf

Produtores familiares que possuem financiamentos contratados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) terão, em fevereiro, novos percentuais de redução nas parcelas de crédito, conforme atualização do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). A medida visa proteger a renda dos agricultores rurais diante da discrepância entre os preços praticados no mercado e os valores de garantia estabelecidos pelo programa.

Mecanismo de proteção à renda do produtor familiar

O bônus do PGPAF é calculado a partir da diferença observada entre o preço médio de comercialização de um produto e o preço mínimo de garantia definido pelo governo — quanto maior a diferença, maior o percentual de desconto que o produtor pode utilizar para amortizar ou quitar parcelas do financiamento rural pelo Pronaf.

Esse mecanismo de proteção, previsto no Manual de Crédito Rural do Banco Central do Brasil, está vinculado às normas de crédito rural e é operacionalizado pelas instituições financeiras que atuam com o Pronaf, desde que os critérios de adimplência e elegibilidade sejam atendidos.

Leia Também:  Redução da jornada para 40 horas pode elevar em até R$ 4 bilhões os gastos públicos, aponta CNI
Levantamento de preços e percentuais de desconto

Com base nos preços registrados no mês de janeiro de 2026, a Companhia Nacional de Abastecimento identificou variações significativas entre o valor de mercado e os preços mínimos garantidos, resultando em percentuais expressivos de bônus.

Entre os destaques do relatório estão:

Manga no Rio de Janeiro: 80,40% de diferença entre preço de mercado e preço de garantia.

  • Manga em São Paulo: 63,11%.
  • Batata no Paraná: 59,51%.
  • Cebola no Rio Grande do Sul: 58,57%.
  • Feijão-caupi no Amapá: 57,90%.

Esses percentuais refletem os produtos que mais tiveram seus preços de mercado abaixo dos valores de referência, garantindo um bônus mais relevante para os agricultores familiares nas regiões mencionadas.

Alterações na lista de produtos beneficiados

Em relação ao mês anterior, a lista de produtos e as unidades federativas contempladas pelo bônus do PGPAF sofreu ajustes. Entre as principais mudanças estão:

Inclusão do milho na Bahia com bônus de 0,11%.

Retirada de produtos como tomate, cará/inhame, juta/malva, abacaxi e açaí da lista de descontos.

Leia Também:  Gasolina e etanol registram menor preço desde janeiro, aponta Edenred Ticket Log

Esses ajustes refletem a evolução dos preços de mercado e a necessidade de recalibrar os benefícios de acordo com a realidade de cada cultura e região.

Validade do bônus e publicação oficial

As informações completas sobre os percentuais de bônus do PGPAF constam na Portaria SAF/MDA nº 354, publicada no Diário Oficial da União em 6 de fevereiro de 2026.

Os percentuais valem a partir de 10 de fevereiro e permanecem em vigor até 9 de março de 2026, conforme previsto na portaria ministerial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026

Publicados

em

Por

O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.

De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.

Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto

No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.

O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.

Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.

Leia Também:  Açúcar recua nas bolsas internacionais com projeção de safra recorde no Brasil e oferta global elevada
Menor produção pode aumentar dependência de importações

A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.

As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.

No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.

No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.

Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais

Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.

Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.

Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.

Leia Também:  Redução da jornada para 40 horas pode elevar em até R$ 4 bilhões os gastos públicos, aponta CNI
Paraná enfrenta resistência para novas altas

No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.

Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.

O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.

Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.

Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses

Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.

A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA