A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta semana a primeira fase de implantação do rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste molecular para detecção do DNA-HPV oncogênico na Rede Municipal de Saúde.
A nova tecnologia começou a ser utilizada na Unidade de Referência de Atenção Primária (URAP) Augusto Hidalgo de Lima, que funciona como unidade-piloto nesta primeira etapa. Posteriormente, o serviço será ampliado para a Unidade de Saúde da Família (USF) Manoel Alves Bezerra e, de forma gradual, para as demais unidades da rede.
Nova tecnologia começou a ser utilizada na URAP Augusto Hidalgo e será ampliada gradualmente para outras unidades da rede. (Foto: Átilas Moura/Secom)
A iniciativa reforça as ações de prevenção desenvolvidas pelo Município diante de um cenário que exige atenção. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Rio Branco deverá registrar 60 novos casos de câncer do colo do útero em 2026. No Acre, a estimativa é de 90 casos.
O novo exame permite identificar a presença de tipos de HPV considerados oncogênicos, ou seja, associados a um maior risco de desenvolvimento do câncer do colo do útero, antes mesmo do surgimento de lesões. A tecnologia integra as novas diretrizes nacionais de rastreamento e, em caso de resultado negativo, permite que o exame seja repetido em um intervalo de cinco anos, conforme protocolo.
“Esse exame é muito importante, pois antes não estava disponível na rede pública e tinha alto custo na rede particular”, destacou Carla. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Segundo a enfermeira Carla Costa, a chegada do teste representa um avanço para a saúde pública municipal. “Esse exame é importantíssimo. Nós não o tínhamos na rede pública. Era um exame somente no particular, de alto custo e extremamente necessário”, destacou.
A enfermeira explica que uma das principais mudanças está justamente na possibilidade de identificar o vírus antes do aparecimento de alterações no colo do útero.
“Antes, nós caçávamos a lesão já ativa no colo. O DNA-HPV permite que nós possamos identificar o vírus antes da lesão”, explicou.
Nesta primeira fase de implantação, o público prioritário é formado por pessoas com colo do útero de 30 a 49 anos que nunca realizaram o rastreamento ou que estão há mais de 36 meses sem fazer o exame.
“Rio Branco dá um passo importante na prevenção do câncer do colo do útero com o novo teste de DNA-HPV”, afirmou Katiana. (Foto: Átilas Moura/Secom)
As equipes da URAP Augusto Hidalgo de Lima estão realizando busca ativa para identificar e convocar as pessoas que atendem aos critérios estabelecidos nesta etapa.
Para Katiana Pacífico, chefe da Divisão de Rastreamento e Prevenção do Câncer da Secretaria Municipal de Saúde, a incorporação da nova tecnologia representa um avanço significativo na prevenção da doença. Além de apresentar maior sensibilidade, o teste permite ampliar o intervalo de rastreamento para cinco anos quando o resultado é negativo.
“Rio Branco hoje dá um passo muito importante na prevenção do câncer do colo do útero. É a incorporação da nova tecnologia de rastreamento com DNA-HPV oncogênico”, afirmou.
“Esse exame é caro e agora estou tendo a oportunidade de fazê-lo gratuitamente pelo SUS”, relatou Maria. (Foto: Átilas Mouras/Secom)
Entre as primeiras pacientes a realizar o novo exame está Maria Raimunda Pereira, de 43 anos. Diagnosticada com câncer do colo do útero em 2017, ela realizou tratamento na rede particular e, após anos de acompanhamento, voltou a fazer os exames de rastreamento. Agora, teve acesso gratuitamente ao teste molecular pela Rede Municipal de Saúde.
“Cinco anos depois eu repeti e, graças a Deus, não deu nada. Agora, em 2026, estou fazendo esse exame para ver como está a situação. Esse exame não é barato e eu estou fazendo pelo SUS, grátis”, relatou.
A implantação da nova tecnologia ocorre de forma gradual e organizada, permitindo que a Secretaria Municipal de Saúde acompanhe e avalie os fluxos de atendimento, coleta, processamento laboratorial e logística antes da expansão do serviço para outras unidades da Rede Municipal de Saúde.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, encerrou nesta terça-feira (1º), a Campanha Nacional de Multivacinação, realizada entre os dias 3 de agosto e 1º de setembro. A iniciativa teve como objetivo ampliar o acesso aos imunizantes, atualizar as cadernetas de vacinação e identificar crianças e adolescentes com esquemas vacinais incompletos ou em atraso.
Durante campanha, foram aplicadas 13.667 doses de vacinas, beneficiando 6.687 pessoas em Rio Branco. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Durante o período da campanha, foram aplicadas 13.667 doses de vacinas, beneficiando 6.687 pessoas em toda a capital. O resultado é fruto da atuação integrada das equipes da rede municipal de saúde, que adotaram estratégias para ampliar a oferta dos imunizantes e facilitar o acesso da população aos serviços de vacinação.
Mobilização priorizou menores de 15 anos e reuniu equipes da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária para ampliar o acesso à vacinação. (Foto: Átilas Moura/Secom)
A mobilização teve como público prioritário crianças e adolescentes menores de 15 anos e contou com a participação da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária à Saúde, responsáveis pelo planejamento das ações, organização das equipes, definição das estratégias e ampliação das oportunidades de vacinação.
Um dos principais momentos da campanha foi o Dia D de Vacinação, realizado no dia 22 de agosto. Durante a ação, foram aplicadas 806 doses de vacinas em diferentes pontos de atendimento distribuídos pela capital, fortalecendo o trabalho de atualização da cobertura vacinal.
A campanha também buscou identificar doses pendentes e atualizar a vacinação de crianças e adolescentes. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Além da aplicação dos imunizantes, a campanha teve como foco o resgate vacinal, permitindo que os profissionais identificassem doses pendentes, orientassem pais e responsáveis e garantissem a atualização dos esquemas conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Socorro Martins, os resultados refletem o esforço conjunto das equipes e a participação das famílias no cuidado com a saúde das crianças e adolescentes.
“Ampliamos o acesso, atualizamos cadernetas e identificamos doses em atraso. A vacinação continua nas unidades de saúde”, destacou Socorro. (Foto: Átilas Moura/Secom)
“Esse resultado é fruto do trabalho integrado das nossas equipes de saúde e da mobilização das famílias durante todo o período da campanha. Conseguimos ampliar o acesso à vacinação, atualizar muitas cadernetas e identificar pessoas que estavam com alguma dose em atraso. Mesmo com o encerramento da campanha, reforçamos que a vacinação continua nas unidades de saúde. É fundamental que pais e responsáveis procurem uma unidade com a caderneta em mãos para que a equipe possa verificar a situação vacinal e garantir a proteção das nossas crianças e adolescentes”, destacou.
Mesmo com fim da campanha, a vacinação continua disponível nas unidades de saúde, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. (Foto: Átilas Moura/Secom)
O encerramento da campanha não representa o fim das ações de vacinação. As unidades de saúde da capital continuam disponibilizando os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, conforme a faixa etária, histórico vacinal e as indicações específicas para cada pessoa.
Saúde orienta pais e responsáveis a levarem a caderneta às unidades para identificar doses em atraso e atualizar a vacinação. (Foto: Átilas Moura/Secom)
A Saúde de Rio Branco orienta pais e responsáveis a levarem a caderneta de vacinação às unidades para avaliação dos profissionais, que poderão identificar possíveis doses em atraso e orientar sobre a atualização do esquema vacinal.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.