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MPAC promove palestra sobre justiça de gênero e raça para estudantes do Colégio Meta
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 7ª Promotoria de Justiça Criminal, que atua junto à 2ª Vara de Proteção à Mulher da Comarca de Rio Branco, realizou, nesta sexta-feira, 4, palestra sobre justiça de gênero e raça para estudantes do segundo ano do ensino médio do Colégio Meta.
A atividade foi conduzida pela promotora de Justiça Diana Soraia Tabalipa Pimentel. Durante o encontro, a promotora abordou questões relacionadas ao racismo estrutural, à desigualdade racial e de gênero e à importância da participação da população negra nos espaços de poder e decisão.
“Essa luta é nossa, para que as pessoas possam ter lugar, possam ter presença. Essa invisibilidade, que os negros tiveram durante muito tempo e que ainda existe na nossa sociedade, pode ser percebida quando olhamos para os cargos de poder e vemos que a quantidade de negros é muito pequena. Se os negros e pardos são maioria no Brasil, alguma coisa está errada”, destacou.

A promotora também explicou que o enfrentamento ao racismo não deve se limitar aos casos de discriminação explícita, mas considerar as estruturas sociais, que contribuem para a manutenção das desigualdades.
Com base no poema “Navio Negreiro”, de Castro Alves, foram realizadas reflexões sobre a captura de africanos e o transporte desumano no interior de navios, para o Brasil. Acorrentados, sob calor intenso e umidade, no escuro, sob trabalhos forçados, parca alimentação, eles eram transportados, havendo alta taxa de mortalidade. Ao chegarem ao Brasil, eram comercializados nos cais. O Brasil foi o último pais das Américas a abolir a escravidão.
O evento contou ainda com a participação de Almerinda Cunha, presidente da Associação de Mulheres Negras do Estado do Acre, que falou sobre os diferentes tipos de racismo e os impactos do racismo estrutural, especialmente na vida das mulheres negras. Ela também destacou a importância de discutir esses temas no ambiente escolar.

“É elogiável essa iniciativa da Drª Diana Soraia de trabalhar gênero e raça, mostrar as consequências do feminicídio e do estupro e apresentar como podemos nos contrapor ao racismo e ao machismo, fortalecendo o nosso lugar de fala”, ressaltou.
Durante a participação, Almerinda apresentou materiais didáticos sobre questões raciais e de gênero e falou sobre a atuação da Associação de Mulheres Negras do Estado do Acre na defesa de direitos e no fortalecimento do espaço de fala das mulheres negras.
A iniciativa integra as ações de conscientização e educação para o enfrentamento à violência e às desigualdades de gênero e raça, aproximando o Ministério Público da comunidade escolar e promovendo espaços de diálogo com adolescentes sobre direitos, cidadania e respeito à diversidade.
Fotos: Jean Oliveira
Secretaria de Comunicação/MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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Setembro Amarelo: MPAC promove ação de conscientização sobre saúde mental no Horto Florestal
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência (CAOP Saúde-DI), participou, nos dias 12 e 13 de setembro, de uma ação de conscientização sobre saúde mental durante a Feirinha do Coletivo Giro Cultural, realizada no Horto Florestal, em Rio Branco.

A atividade foi articulada pelo CAOP Saúde-DI a partir de convite feito pelo coordenador da Feirinha do Coletivo Giro Cultural, Luiz Fernando, e integrou a programação relacionada ao Setembro Amarelo.
Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos com orientações sobre saúde mental, sinais que podem indicar que uma pessoa não está bem, fatores de proteção e formas de abordar alguém em situação de sofrimento. A equipe do MPAC também realizou acolhimento, escuta ativa e orientações sobre onde buscar ajuda.
O material destaca que nem todo sofrimento é visível e que mudanças importantes de comportamento, isolamento, desesperança, sofrimento intenso, alterações na rotina e afastamento de pessoas e atividades podem merecer atenção.
As orientações também ressaltam a importância de uma abordagem cuidadosa, em ambiente reservado e sem julgamentos, com escuta atenta e valorização do sofrimento apresentado. Entre os fatores de proteção estão vínculos significativos, espaços para falar sobre o sofrimento sem julgamento, acesso a acompanhamento profissional, rotina e ambientes seguros.
O folder disponibilizado pelo MPAC divulga ainda canais para busca de apoio, como o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações de urgência e emergência, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo 192.
Fonte: Ministério Publico – AC
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