POLÍTICA NACIONAL
Piauí elege Marcelo Castro e Júlio César para o Senado
POLÍTICA NACIONAL
O estado do Piauí optou por reeleger neste domingo (4) o senador Marcelo Castro (MDB), e eleger um novo senador, Júlio César (PSD). Com 98,3% das seções eleitorais totalizadas, Castro tinha 35,6% dos votos válidos, e Júlio César, 27%.
Marcelo Castro
Marcelo Costa e Castro nasceu em São Raimundo Nonato (PI) e tem 76 anos. Foi deputado estadual entre 1983 e 1995; deputado federal entre 1999 e 2019, quando assumiu seu primeiro mandato de senador. Foi também ministro da Saúde do governo Dilma Rousseff entre 2015 e 2016.
Professor universitário, Marcelo Castro é formado em medicina pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e doutor em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Entre seus projetos no Senado estão o PL 2.526/2022, transformado na Lei 14.800, de 2025, que incluiu o ex-senador Abdias do Nascimento no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria; e o PL 2/2025 (que deu origem à Lei 15.185, de 2025) para criação de nova turma recursal na Justiça Federal no Piauí.
Suas bandeiras políticas incluem saúde pública, desenvolvimento regional, combate à seca, fortalecimento do Nordeste e do semiárido, emprego e políticas sociais. Seu primeiro suplente é Felipe Sampaio, e o segundo, Dário Castro, ambos do MDB.
Júlio César
O deputado federal Júlio César (PSD) usou na urna eletrônica o nome “Júlio César o Julim do Lula”. Nascido em Guadalupe (PI), Júlio César de Carvalho Lima tem 78 anos e é deputado federal desde 2003. É advogado, formado na Universidade Federal do Piauí (UFPI), professor e produtor rural.
Seu primeiro mandato de deputado federal foi de 1995 a 1999. Retornou à Câmara dos Deputados em 2003 e reelegeu-se quatro vezes. Antes, foi prefeito de Guadalupe (1977-1986 e 1989-1991), secretário de Agricultura do Piauí, diretor de Administração e Finanças da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e presidente da companhia de saneamento da capital Teresina.
Júlio César é autor do projeto (PL 4.416/2021) que deu origem à Lei 14.753, de 2023, que prorrogou até o final de 2028 os incentivos fiscais para empresas nas áreas de atuação da Sudene e da Sudam. Foi relator do PL 2/2025, transformado na Lei 15.185, de 2025, que criou nova turma recursal da Justiça Federal no Piauí.
O senador eleito defende o fortalecimento dos municípios, o desenvolvimento econômico do Piauí, a redistribuição dos royalties do petróleo, maior desenvolvimento da região Nordeste e ampliação da assistência social. Ele é presidente estadual do PSD no Piauí. Sua primeira suplente é Rosario Bezerra (PT), e o segundo suplente é Pedro Rocha (PT).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Em 2027, Senado terá 40 senadores novos e 14 reeleitos
A eleição deste domingo (4) definiu os ocupantes de 54 das 81 cadeiras do Senado para os próximos oito anos. Quarenta vagas serão renovadas, o equivalente a 74% das cadeiras em disputa. As demais serão ocupadas por senadores que conseguiram se reeleger.
Dos 32 atuais senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram um novo mandato, o que corresponde a 43,7%.
Antes mesmo da apuração, já se sabia que haveria mudança significativa na composição da Casa a partir de 2027. Isso porque, entre os ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 não eram candidatos e outros 9 disputaram cargos diferentes ou participaram das eleições como suplentes. Com o resultado das urnas, a renovação foi ampliada pela derrota de 18 dos 32 senadores que tentavam permanecer no cargo.

Foram reeleitos, em ordem alfabética: Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Portinho (PL-RJ), Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Plínio Valério (PSDB-AM), Rogério Carvalho (PT-SE), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).
Números
A disputa de 2026 repete um dado de 2018: nos dois pleitos, 32 titulares tentaram continuar no Senado. Em 2018, porém, apenas 8 foram reeleitos, e a renovação alcançou 46 das 54 cadeiras, ou 85,19%. Em 2026, o índice de reeleição foi maior, e a taxa de renovação, menor.
As outras 27 cadeiras do Senado não estavam em disputa neste ano porque foram preenchidas na eleição de 2022 e têm mandato até janeiro de 2031. Ainda assim, algumas terão mudança a partir do próximo ano.
Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) foram eleitos governadores, enquanto Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO) avançaram para o segundo turno nos respectivos estados. O Senado é renovado alternadamente a cada quatro anos: em uma eleição são escolhidos dois terços da Casa e, na seguinte, um terço.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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