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Acre aprova o primeiro Plano Estadual de Cultura de sua história
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O Acre alcançou um marco histórico na consolidação de suas políticas públicas culturais. O Conselho Estadual de Cultura do Acre (Concultura) aprovou, nesta terça-feira, 16, o Plano Estadual de Cultura (PEC), instrumento estratégico de longo prazo que estabelece diretrizes, metas, ações e estratégias para o desenvolvimento da cultura no estado, em consonância com o Plano Nacional de Cultura (PNC).
É a primeira vez que o Acre passa a contar formalmente com um PEC, conforme previsto na Lei Estadual nº 2.312, de 25 de outubro de 2010, que instituiu o Sistema Estadual de Cultura (SEC). A aprovação do documento representa o amadurecimento institucional da política cultural acreana e evidencia o papel da participação social, dos setores culturais e da atuação articulada entre a sociedade civil, o Concultura e a Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).
Presidente da FEM e conselheiros do Concultura, que representam vários segmentos do setor cultural, celebram aprovação do PEC. Foto: Lucas Dutra/FEMAs diretrizes e estratégias do Plano foram construídas e aprovadas durante a 4ª Conferência Estadual de Cultura, realizada em 2023, instância máxima de deliberação da política cultural, conforme estabelece a legislação estadual. Coube à FEM e ao Concultura a consolidação técnica e o detalhamento do documento, culminando na aprovação final na reunião deliberativa do Conselho. Com a aprovação, o Plano segue agora para publicação por meio de decreto do Poder Executivo, passando a orientar oficialmente as políticas culturais do Estado.
Política de Estado, não de governo
Para o presidente do Concultura, Manoel Saboia, a aprovação representa um avanço estrutural para a cultura acreana.
“Estamos vivendo um momento muito especial. O Plano Estadual de Cultura estabelece uma perspectiva de dez anos, o que ultrapassa os ciclos de governos, que se alternam a cada quatro anos. Isso significa que deixamos de trabalhar com políticas de governo e passamos a consolidar políticas de Estado, com continuidade, estabilidade e previsibilidade. A cada mudança de gestão, não se começa mais do zero, como historicamente reclamam os segmentos culturais”, destacou.
Atualmente, apenas 11 estados brasileiros possuem um Plano Estadual de Cultura formalmente instituído. Com a aprovação do PEC, o Acre passa a integrar esse grupo, fortalecendo sua base legal e institucional e oferecendo à sociedade um instrumento permanente de planejamento, monitoramento e cobrança das políticas públicas culturais, que deverá ser revisado periodicamente por meio das conferências estaduais, com escuta dos segmentos culturais dos 22 municípios acreanos, conforme prevê a Lei nº 2.312/2010.
PEC foi aprovado em reunião deliberativa do Concultura, com a presença do presidente da FEM, Minoru Kinpara. Foto: Lucas Dutra/FEMMarco histórico para a cultura acreana
O presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, Minoru Kinpara, destacou o caráter histórico do momento e a importância do Plano como instrumento estruturante da política cultural.
“Pela primeira vez em sua história, o Acre tem um Plano Estadual de Cultura construído de forma coletiva, fruto de muitos debates e da participação social. O PEC é um guia fundamental para orientar as ações do Estado na promoção da arte, da diversidade cultural, do patrimônio, da formação e do acesso à cultura. A equipe da FEM trabalhou com afinco para entregar um documento que será de grande valor para todos os fazedores de cultura do Acre”, afirmou.
Previsto expressamente no Sistema Estadual de Cultura, o Plano Estadual de Cultura se consolida como uma plataforma de sustentação da política cultural, orientando a atuação do poder público e garantindo à sociedade civil um referencial claro para a formulação de demandas, acompanhamento de metas e avaliação das ações culturais.
O que é o Conselho Estadual de Cultura do Acre
O Conselho Estadual de Cultura do Acre (Concultura) é um órgão colegiado de caráter deliberativo, consultivo e fiscalizador, integrante do Sistema Estadual de Cultura, conforme dispõe a Lei nº 2.312/2010. O Conselho é composto por representantes do poder público e da sociedade civil, assegurando a diversidade das expressões culturais no Estado.
O principal objetivo do Concultura é democratizar o debate cultural, contribuir com a FEM no planejamento, na normatização e na avaliação das políticas públicas de cultura, além de garantir a participação social na tomada de decisões estratégicas.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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