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Acre ganha destaque nacional com projeto indígena vencedor da 26ª edição do Prêmio Arte na Escola Cidadã

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O Acre ganhou destaque no cenário nacional com o reconhecimento do projeto “A arte de bem viver na Aldeia”, desenvolvido pelo professor e artista indígena Evanildo da Silva Albuquerque Kaxinawá (Dasu Huni Kuin), da Escola Estadual Indígena Huni Kuin Tuwe, localizada na Terra Indígena Kaxinawá de Nova Olinda, no Alto Envira, município de Feijó. A cerimônia de premiação foi realizada em São Paulo, na quarta-feira, 12.

Alunos da Escola Indígena Huni Kuin Tuwe em frente à unidade, símbolo de força, identidade e protagonismo juvenil na educação. Foto: cedida

O Prêmio Arte na Escola Cidadã reconhece projetos de Arte, Educação e Cultura realizados em todo o país, bonificando os vencedores com R$ 10 mil, além da produção audiovisual e um dia de atividade cultural em São Paulo. A premiação reforça o compromisso com práticas pedagógicas inovadoras e com o acesso à arte como direito fundamental.

A iniciativa foi a vencedora da categoria Ensino Médio da 26ª edição do Prêmio Arte na Escola Cidadã, a mais importante premiação do país dedicada à arte-educação.

O projeto integra práticas artísticas às tradições do povo Huni Kuin, promovendo a valorização cultural, o fortalecimento da identidade indígena e a aproximação entre saberes ancestrais e o ambiente escolar.

Placa do Prêmio Arte na Escola Cidadã, reconhecimento nacional ao projeto desenvolvido no Alto Envira, em Feijó. Foto: cedida

Entre as atividades desenvolvidas estão pinturas, musicalidade, danças e a criação de artefatos tradicionais, mobilizando estudantes e a comunidade na preparação da festividade Katxa Nawa, celebração central para o povo Huni Kuin.

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As atividades envolvem estudantes e a comunidade na construção de narrativas visuais e expressões culturais que refletem o modo de vida e a cosmologia indígena.

O Instituto Arte na Escola produziu um documentário sobre o projeto, registrando o envolvimento dos estudantes e o impacto da iniciativa na aldeia, com o apoio do governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE). O material evidencia o protagonismo dos jovens Huni Kuin e o papel da escola como espaço de preservação e transmissão de conhecimentos tradicionais.

Estudantes apresentam grafismos tradicionais Huni Kuin, valorizando saberes ancestrais e expressões culturais da aldeia. Foto: Divulgação

Segundo o professor Dasu Huni Kuin, o ponto de partida da proposta foi compreender os impactos da colonização na quebra de práticas tradicionais e, a partir disso, aproximar os jovens de sua própria cultura.

“Poder representar o Acre e a Escola Huni Kuin Tuwe em nível nacional é motivo de orgulho e gratidão. Não é fácil ganhar um prêmio nacional, ainda mais sendo um professor indígena que vive em uma região distante. Mas nada disso foi motivo para desistir. O reconhecimento mostra que vale a pena continuar sonhando e trabalhando pela nossa cultura”, destaca.

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Ele conta ainda, que a notícia da premiação foi recebida com surpresa.“Quando recebi a ligação do Instituto Arte na Escola dizendo que eu tinha sido premiado, eu nem acreditei. Era algo que eu só via acontecer na televisão. Fiquei muito feliz, porque o projeto nasceu da intenção de fortalecer a identidade do nosso povo e incluir a comunidade na preparação do Katxa Nawa”, afirma o educador.

Professor Dasu Huni Kuin celebra a conquista da premiação, que destaca o Acre na arte-educação brasileira. Foto: cedida

“O prêmio conquistado pelo professor Dasu Huni Kuin destaca a força da educação indígena no Acre e o compromisso do Estado em valorizar projetos que fortalecem a cultura e a identidade dos nossos povos. É um orgulho ver o Acre reconhecido nacionalmente e reafirmamos nosso empenho em apoiar iniciativas que transformam vidas e preservam saberes tradicionais”, destacou, o secretário de Educação, Aberson Carvalho.

Sobre o Arte na Escola

O Instituto Arte na Escola é uma associação civil sem fins lucrativos que atua na qualificação de educadores e na valorização da arte contemporânea como ferramenta formativa. A instituição busca aproximar diferentes públicos do patrimônio cultural brasileiro, estimulando diversidade e acesso democrático à arte.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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