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Arte que renasce da madeira reciclada leva a identidade acreana à Vila Natalina
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Na Vila Natalina, promovida pelo governo do Acre por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), que é realizada de 7 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026, das 17h às 22h, em frente ao Palácio Rio Branco, na capital, há uma casinha que transforma madeira em arte e que vem atraindo o olhar de muitos visitantes.
Trabalhando exclusivamente com madeira reciclada ou proveniente de demolição, a Acreziste, empresa familiar criada há apenas quatro meses pelos artesãos Robison Dias e seu filho, Daniel Dias, transforma peças que iriam para o descarte em verdadeiras obras de arte que exaltam a identidade amazônica acreana.

Catraias, cocares indígenas, capivaras, seringueiras e miniaturas de monumentos históricos ganham forma nas mãos dos artesãos, despertando encantamento em quem passa pela feira. A autenticidade das peças já ultrapassou fronteiras: o trabalho da família foi adquirido por consumidores de vários estados do Brasil e chegou também ao Peru e à Bolívia. Uma das obras, inclusive, foi entregue como presente ao presidente da Unesco.

Daniel conta que o projeto nasceu pequeno, mas rapidamente tomou proporções que surpreenderam até mesmo a família. Antes de relatar a trajetória, ele explica que a Acreziste foi criada com o propósito de unir sustentabilidade, memória amazônica e tradição artesanal.
“Nós começamos aproximadamente há quatro meses, e a nossa proposta é trabalhar com arte baseada em material reciclado, madeira de reaproveitamento ou de demolição; ou seja, madeiras que seriam descartadas ou queimadas e que nós transformamos em arte. É uma empresa familiar. Na verdade, o grande artesão é o meu pai. Eu sou assistente dele na produção e no design das peças, e juntos iniciamos esse projeto que está dando um ótimo resultado. Já exportamos para outros países, como Peru e Bolívia”, destacou Daniel.

De acordo com o artesão, em pouco tempo de atividade a aceitação do público foi surpreendente. “Começamos de forma tímida, divulgando apenas em grupos de WhatsApp, e chegamos a interromper as vendas, porque a produção não acompanhava a demanda. Ainda estamos crescendo aos poucos, mas já planejando expandir, melhorar a produção e aumentar a oferta para nossos clientes”, ressaltou.
Para o secretário de Estado de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, o trabalho de Robison e Daniel mostra que a arte regional também pode ser um ato de preservação ambiental.
“Cada peça de artesanato traz um novo significado para aquilo que seria descartado e, ao mesmo tempo, expressa o orgulho, a técnica e a força da cultura acreana. E, neste Fim de Ano da Família, o sucesso dos empreendedores leva esse sentimento à Feira e à Vila Natalina: um sentimento que celebra tradições, fomenta a economia e valoriza talentos que transformam a identidade do Acre em arte viva”, afirmou.

A Acreziste não possui loja física. Para conhecer mais sobre o trabalho da família, acesse o Instagram @acreziste ou entre em contato pelo WhatsApp: (68) 9 8402-2701.
Feira Natalina é realizada das 17h às 22h, em frente ao Palácio Rio Branco. Foto: Bruno Moraes/SeteA programação do Fim de Ano da Família conta com os empreendedores da Vila Natalina, casinhas construídas pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), com opções de presentes, além de diversas opções de gastronomia, artesanato, jardinagem, brinquedos e outros produtos na Feira e Vila Natalina, organizadas pela Sete, em parceria com a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa).
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Andréia Nobre/Secom
Foto: Andréia Nobre/Secom
Foto: Andréia Nobre/Secom
Foto: Andréia Nobre/Secom
Foto: Andréia Nobre/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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