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TJAC participa de Encontro Nacional do Programa Novos Caminhos e amplia articulação para atendimento a adolescentes

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Representantes do Tribunal de Justiça do Acre participam, em Brasília, de debates sobre a política nacional e Coinj fortalece parceria com o Sest Senat para oferta de saúde e qualificação profissional

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participa, nesta quarta e quinta-feira, 5 e 6 de agosto, em Brasília (DF), do 2º Encontro Nacional do Programa Novos Caminhos (PNC), iniciativa promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para fortalecer a política judiciária voltada a crianças e adolescentes em situação de acolhimento, egressos de unidades de acolhimento e integrantes do sistema socioeducativo.

Representam o TJAC no encontro o juiz de direito Bruno Perrota, representando a coordenadora da Coordenadoria da Infância e Juventude (COINJ), desembargadora Regina Ferrari, e a servidora Kariny Costa Gonçalves.

O evento ocorre nas dependências do CNJ e do Conselho da Justiça Federal (CJF) e marca o segundo ano de nacionalização do Programa Novos Caminhos. A programação reúne magistrados, servidores, representantes dos tribunais e parceiros nacionais para o compartilhamento de experiências e o fortalecimento das ações desenvolvidas em diferentes estados.

De acordo com o CNJ, o encontro foi estruturado para valorizar a atuação dos Tribunais de Justiça e dos parceiros nacionais na execução do programa. A abertura oficial ocorreu na manhã desta quarta-feira, no auditório do CNJ, seguida, no período da tarde, por painel expositivo e salas temáticas no CJF. As atividades continuam ao longo desta quinta-feira.

Instituído como política judiciária nacional pela Resolução CNJ nº 543/2024, o Programa Novos Caminhos busca fortalecer a integração da rede de proteção e ampliar oportunidades para adolescentes e jovens, especialmente por meio de ações de saúde e qualificação profissional.

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Articulação com o Sest Senat

Como parte das ações de fortalecimento do programa no Acre, o TJAC realizou, na segunda-feira, 3 de agosto, uma reunião virtual com representantes do Sest Senat, Instituto Socioeducativo do Acre (ISE), casas de acolhimento, Divisão de Atendimento Socioeducativo (Diase) e magistrados com competência na área da infância e juventude.

O encontro teve como pauta o alinhamento do Programa Novos Caminhos no estado, com foco na integração de serviços de saúde e capacitação profissional para adolescentes em situação de vulnerabilidade. Participaram da reunião a vice-presidente do TJAC e coordenadora da COINJ, desembargadora Regina Ferrari, magistrados e servidores da área da infância e juventude, além de representantes do Sest Senat, ISE, Diase e casas de acolhimento de Rio Branco, Tarauacá e Sena Madureira.

Durante a reunião, foram apresentados os serviços disponibilizados pelo Sest Senat, que incluem atendimentos de odontologia, psicologia, fisioterapia e nutrição. Também foram detalhadas as possibilidades de qualificação profissional, com cursos gratuitos nas modalidades de educação a distância (EAD) e aulas remotas ao vivo, abrangendo áreas como administração, logística, gestão financeira, informática e atendimento ao cliente.

A iniciativa é resultado do Acordo de Cooperação Técnica nº 020/2025, firmado entre o Sest Senat e o CNJ, com a finalidade de oferecer suporte permanente a crianças e adolescentes acolhidos, egressos de unidades de acolhimento e integrantes do sistema socioeducativo, por meio de serviços de saúde e cursos profissionalizantes.

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Para a desembargadora Regina Ferrari, a articulação entre o Judiciário e a rede de proteção é fundamental para que as oportunidades previstas pelo programa efetivamente cheguem aos adolescentes.

“O Programa Novos Caminhos representa uma oportunidade concreta de ampliar a rede de proteção e oferecer aos adolescentes não apenas atendimento, mas também perspectivas para o futuro. Ao aproximarmos o Judiciário, o Sest Senat, as casas de acolhimento e o sistema socioeducativo, conseguimos construir caminhos mais efetivos para a saúde, a formação profissional e a autonomia desses jovens.”

Fluxo de atendimento

Durante a reunião, também foi definido o fluxo para encaminhamento dos adolescentes aos serviços. O Tribunal de Justiça identifica o público-alvo, reúne a documentação necessária e encaminha as informações ao Departamento Executivo do Sest Senat. Após análise e aprovação, o caso é direcionado à unidade operacional responsável pelo atendimento, em Rio Branco ou Cruzeiro do Sul. O encaminhamento formal deverá ser realizado por ofício assinado pelo juiz da Vara da Infância e da Juventude de cada comarca.

A desembargadora Regina Ferrari também informou que será expedido ofício circular aos magistrados com competência na área da infância e juventude, comunicando a possibilidade de inclusão dos cursos profissionalizantes e dos atendimentos de saúde nas medidas judiciais, inclusive no âmbito da liberdade assistida. A medida busca ampliar o alcance do programa e facilitar o acesso dos adolescentes aos serviços disponíveis.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Comissão de Soluções Fundiárias do TJAC avança na conciliação em Brasiléia

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Audiência de mediação foi marcada pelo bom andamento nas tratativas rumo ao acordo entre os interessados, assim, ficou estabelecido um prazo para a formalização das ações propostas, e uma nova audiência para a assinatura formal e o prosseguimento das etapas necessárias

A Comissão de Soluções Fundiárias (COMSF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou nesta terça-feira, 4, na sala do Tribunal do Júri da Comarca de Brasiléia, audiência de mediação com as partes do processo, representantes do sistema de justiça, e do Poder Executivo estadual e municipal.

Com a participação do Juiz de Direito Titular da Vara Cível da Comarca de Brasiléia, Robson Shelton, e conduzida pelo juiz Marcelo Coelho, membro titular da COMSF, a audiência foi marcada pelo avanço nas tratativas rumo ao acordo entre os interessados. Foi debatido uma proposta de regularização fundiária com pagamento dividido em parcelas com gestão por meio das associações locais. Outro ponto dialogado foram definições jurídicas e geográficas, bem como uma estrutura de garantias operacionais prevendo contratos individuais.

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O juiz Marcelo Coelho avaliou a audiência de forma otimista e os avanços nas ações de conciliação. “Nós ficamos bastante satisfeitos porque nosso trabalho de mediação é entre os envolvidos na situação fundiária. Estamos cumprindo as etapas e pelo que nós conversamos hoje, a situação fica bem encaminhada para um acordo onde as partes chegarão ao entendimento e ficamos felizes em levar essa pacificação, levar as pessoas a conversarem e chegarem a uma solução. O Poder Judiciário busca ter essa pacificação social para que a gente tenha uma vida em comunidade mais tranquila e mais ordeira”.

As próximas etapas avançam com a criação de associações de moradores das Comunidades 30 de Julho e Nova Esperança e a formalização os contratos individuais com os moradores, bem como a realização do georreferenciamento das referidas áreas, incluindo os confrontantes e destacando a área do loteamento Francisco Peixoto. Também será providenciado um levantamento sobre o estágio atual da regularização do referido loteamento.

Ao final, ficou estabelecido um prazo de 60 dias para a formalização das ações propostas, e uma nova audiência foi agendada para outubro, para a assinatura formal do acordo e o prosseguimento das tratativas necessárias.

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Participaram da audiência a Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC), Ministério Público do Acre (MPAC), Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE-AC), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), além de representantes do Poder Executivo municipal.

Comissão de Soluções Fundiárias

A Comissão de Soluções Fundiárias atende ao propósito da Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos Fundiários Coletivos. O objetivo é que esse tipo de demanda não seja tratado apenas como questão de posse ou propriedade, mas como um problema complexo, de impacto social, econômico e humano, que exige diálogo e soluções equilibradas.

O Brasil tem compromissos internacionais relacionados ao direito à moradia adequada e à proteção contra despejos forçados (como diretrizes da ONU). Então, o trabalho da comissão também contribui para que o Judiciário esteja alinhado a esses parâmetros.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC 

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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