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Aulas da rede estadual de ensino começam dia 23, mas alunos protagonistas já estão em atividade em escolas integrais

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As aulas da rede estadual de ensino do Acre têm início na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro. No entanto, em algumas escolas de tempo integral, as atividades já começaram para um grupo especial de estudantes: os chamados alunos protagonistas.

Alunos protagonistas da Escola Estadual Sebastião Pedrosa retomam as atividades antes do início oficial das aulas, para planejar o acolhimento dos novos estudantes do ensino médio. Foto: Cássia Veras/SEE

Antes da chegada oficial dos colegas, esses jovens participam de momentos de formação, planejamento e organização das ações de acolhimento que serão realizadas ao longo da primeira semana letiva. A proposta é recepcionar, orientar e integrar especialmente os estudantes do 1º ano do ensino médio, que chegam a uma nova etapa da vida escolar.

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), o conceito de jovem protagonista adotado pela rede envolve estudantes que atuam de forma responsável e colaborativa na identificação e solução de demandas da escola. Trata-se de alunos que desenvolvem habilidades como liderança, empatia, autoestima e autonomia, além de participarem ativamente da vida escolar e comunitária.

Durante momento de formação, estudantes organizam a recepção dos colegas do 1º ano, fortalecendo o protagonismo juvenil nas escolas integrais da rede estadual. Foto: Cássia Veras/SEE

O protagonismo estudantil também contribui para o fortalecimento do projeto de vida dos alunos, impactando positivamente os resultados acadêmicos e a formação integral.

Rotina de planejamento e acolhimento

Na Escola Estadual Sebastião Pedrosa, os alunos protagonistas já estão mobilizados. A estudante Maria Eduarda de Oliveira, do 2º ano do ensino médio, explica que o trabalho começa antes mesmo da chegada dos novos colegas.

“Primeiro temos o dia de formação e planejamento. Organizamos como vamos trabalhar com os alunos do 1º ano, ensaiamos o que vamos falar, planejamos como organizar a sala e como apresentar a escola”, conta.

Maria Eduarda, do 2º ano, destaca que o protagonismo estudantil contribui para o desenvolvimento pessoal, melhora o desempenho escolar e a construção do projeto de vida. Foto: Cássia Veras/SEE

A estudante destaca que, quando ingressou na escola, também precisou superar desafios pessoais. “Quando cheguei, eu tinha muita vergonha. Aqui fui me desenvolvendo, aprendendo a tirar notas boas e a ser exemplo para os outros. O protagonismo incentiva a gente a crescer, a querer um futuro melhor e a ajudar o próximo”, afirma.

No dia da recepção, os estudantes apresentam a estrutura da escola, explicam como funcionam as áreas do conhecimento — linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática —, além de orientar sobre regras, horários e espaços como quadras, áreas de lazer e demais ambientes escolares.

“Vamos acolher os alunos, explicar como funciona a escola e fazer um dia dinâmico, com muita informação e integração”, completa Maria Eduarda.

Jovem para jovem

Para Marcos Maciel de Araújo, também do 2º ano, o acolhimento feito por outros estudantes faz toda a diferença. “Os alunos chegam num ambiente novo, muitas vezes inseguros. Quando são recebidos por alguém que já passou por isso, eles se sentem mais à vontade. A gente mostra as regras, como a escola funciona durante a semana, os horários e os espaços. Isso ajuda muito”, explica.

Com planejamento e ensaios prévios, alunos protagonistas apresentam regras, espaços e organização pedagógica da escola aos novos estudantes. Foto: Cássia Veras/SEE

Marcos acredita que a escola vai além do aprendizado formal. “A escola é um lugar muito bom. Aqui a gente faz amigos e até pode encontrar o rumo da nossa vida profissional”, ressalta.

Pertencimento e projeto de vida

A gestora da unidade, Sandi Guedes, reforça que o acolhimento realizado pelos jovens protagonistas ganha ainda mais importância no contexto atual.

“Esses estudantes do 1º ano chegam com medos e ansiedades. Eles passaram muitos anos em outra escola e estão iniciando o ensino médio. Quando o acolhimento é feito por jovens protagonistas, competentes, autônomos e solidários, a linguagem é de jovem para jovem. Isso deixa os novos alunos mais à vontade”, afirma.

De acordo com a gestora da unidade, Sandi Guedes, o método torna os estudantes mais competentes, autônomos e solidários. Foto: Cássia Veras/SEE

Segundo Sandi, durante as atividades são abordados temas como a Base Nacional Comum Curricular, os itinerários formativos, o estudo orientado, as disciplinas eletivas e, principalmente, o estudante como centro da escola, protagonista do próprio projeto de vida.

“Quando acolhemos, cuidamos e amparamos, fortalecemos o sentimento de pertencimento. A escola passa a ser um espaço onde o aluno se reconhece e entende que pode fazer boas escolhas para transformar a própria vida e a sociedade”, destaca.

Fonte: Governo AC

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No Juruá, Nota Premiada Acreana bonifica cidadãos cadastrados e beneficia entidades sociais

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Todos os meses, cerca de dez mil fraldas são utilizadas pelos idosos acolhidos na Fundação Dom José Hascher, mais conhecida como “Lar dos Vicentinos”, em Cruzeiro do Sul. Manter esse cuidado exige recursos constantes, e uma parte importante dessa ajuda vem de uma ação simples realizada diariamente por milhares de acreanos: pedir o CPF na nota fiscal no momento da compra.

Esse gesto impulsiona o programa Nota Premiada Acreana, iniciativa criada há dois anos pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), como ferramenta de incentivo à cidadania fiscal, que, além de premiar os cidadãos cadastrados, propicia o fortalecimento de instituições sociais em todo o estado. Entre elas está o Lar dos Vicentinos, que já recebeu mais de R$311,6 mil em repasses desde a criação do programa.

Acolhimento a idosos

Fundada em 1980, a instituição surgiu da necessidade de oferecer amparo a idosos em situação de vulnerabilidade social, muitas vezes desassistidos ou abandonados pela família. Idealizada pelo bispo Dom Henrique Ruth, a fundação é referência no acolhimento de idosos no Vale do Juruá.

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De acordo com a coordenadora da fundação, irmã Mônica Xavier, o programa tem sido fundamental para o custeio das atividades da instituição. “Divulgo e indico, porque é uma forma simples de ganhar dinheiro honestamente, ao mesmo tempo em que ajudamos instituições que realizam um trabalho tão importante para a sociedade”, destaca, informando que os recursos contribuem para a compra de itens essenciais e auxiliam na manutenção das atividades desenvolvidas pela casa.

Coordenadora do Lar dos Vicentinos, irmã Mônica Xavier diz que o Nota Premiada Acreana tem sido fundamental para o custeio de atividades da instituição. Foto: Jose Henrique Nascimento/ Sefaz

A assistente social Ályfe Cristina Souza, que atua na entidade, reforça que o benefício recebido tem impacto direto no bem-estar do público atendido. “Também utilizamos os recursos nas festas comemorativas. Compramos lembrancinhas para os idosos, bombons, confeccionamos cestas e oferecemos alimentos diferenciados. Além disso, celebramos os aniversários dos residentes”, afirma.

Ações comemorativas e de cuidado com os idosos também são viabilizadas com os recursos recebidos pela instituição, diz assistente social Ályfe Souza. Foto: José Henrique Nascimento

Transformando vidas

Outras entidades do estado também estão sendo beneficiadas pelo programa. Entre as que mais receberam recursos estão a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Rio Branco, com mais de R$318,5 mil, e a Diocese de Rio Branco, que acumulou R$ 207,7 mil em repasses.

Além de fortalecer instituições sociais, o programa também transforma a vida dos participantes. Em Cruzeiro do Sul, a pedagoga Sammyla Maia foi contemplada com um prêmio de R$ 20 mil e utilizou o valor para comprar uma motocicleta. A notícia chegou em um momento oportuno, já que Sammyla  havia vendido sua antiga moto para arcar com algumas despesas.

Sorteada com R$ 20 mil no Nota Premiada Acreana, Sammyla utilizou o valor para comprar uma motocicleta, facilitando o deslocamento da família. Foto: Arquivo pessoal

A contemplada informa que conheceu o Nota Premiada Acreana por meio das redes sociais do governo do Acre e da Sefaz.  E confessa que, no início, desconfiou da iniciativa, mudando de opinião após ser sorteada. Desde então, passou a acompanhar o programa com ainda mais entusiasmo, sempre solicita a inclusão do CPF na nota fiscal e incentiva familiares e colegas de trabalho a fazerem o mesmo.

“Comprei minha moto porque a situação estava complicada para mim e para o meu esposo, já que utilizávamos apenas um carro para nós dois. Também indiquei a Fundação Dom José Hascher, porque eles realizam um trabalho incrível com os idosos”, relata.

Fonte: Governo AC

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