Acre
Barraca de lanche é retirada de terreno no AC, vendedora acusa influencer de expulsá-la, mas ela rebate: ‘foi avisada’
Autônoma disse que foi avisada por clientes que barraca foi retirada do local. Já influenciadora disse que há dois anos havia um diálogo entre o marido, que é locador do terreno, e a vendedora.
ACRE
Uma denúncia contra a influenciadora digital Juliana Vellegas movimentou a internet no final de semana. É que uma vendedora de lanche, identificada como Terezinha, acusa a influencer de tê-la expulsado com sua barraca do terreno onde funciona uma das lojas de bolo da família de Vellegas. Mesmo negando ter qualquer ligação com a empresa do marido, a influenciadora resolveu usar as redes sociais para se defender dos ataques na noite desse domingo (23).
A vendedora de lanche gravou um vídeo acusando Juliana de perseguição e covardia. Chorando, a mulher mostra que a árvore onde deixava sua barraca foi derrubada e que foi avisada por seus clientes que sua barraca tinha sido retirada do local.
“Estou muito chateada, muito magoada, porque dependo disso aqui. A Juh Vellegas não tem precisão de tirar minha barraca do canto. Eu vivo disso aqui, meu trabalho depende disso aqui. Chego aqui no meu trabalho e derrubaram a árvore, nem me chamaram para tirar a minha barraquinha do canto, eu dependo disso aqui e todo mundo sabe. Chego aqui e está tudo jogado no chão e a Juh Vellegas ainda se diz boazinha na internet em todo lugar, ainda diz que doa coisas para as pessoas, mentirosa, covarde. Você e seu esposo que são ricos, que têm dinheiro e me perseguem, parem de me perseguir”, diz a mulher.
‘Influenciadora se defende’
Com a repercussão do caso, a influenciadora rebateu as acusações e disse que o local é alugado há dois anos pela empresa do marido e que a vendedora de lanche já tinha sido avisada que precisaria procurar um outro ponto. Segundo ela, foi o próprio marido que conversou com a autônoma avisando da situação.
“A senhora fez um vídeo para dizer que eu acabei com os sonhos dela, que eu expulsei ela do terreno, que eu sou uma péssima pessoa, que finjo ser uma pessoa que eu não sou. Vamos para os fatos: primeiro, aquele terreno não é do Bolos do Cerrado, ele é alugado. Todos os meses, a empresa paga aluguel, imposto de um terreno que está lá há dois anos. […] Ela usava a frente do terreno, a calçada, ela nunca esteve dentro do terreno. […] O Bolos do Cerrado nunca tirou ela de dentro do terreno, porque ela nunca esteve dentro do terreno, ela ficava na via pública. Nesses dois anos ela foi avisada que ela precisava arrumar um lugar pra ela, porque o terreno era locado para o Bolos do Cerrado”, disse Juliana.
Em outro trecho, a influenciadora disse que a árvore do local foi tirada porque vão iniciar uma obra e será usada uma retroescavadeira para nivelar o terreno. Juliana afirmou ainda que, como a mulher não aceitava sair do local, o marido dela chegou a procurar a Secretaria de Obras para tentar resolver a situação.
“Eles foram lá e pediram também para ela sair de lá, que precisava encontrar um lugar pra ela, que iria começar a obra, ela foi avisada todas as vezes. Ela fala de um jeito como se nunca tivesse sido avisada. Não, ela sabia que precisava sair. O terreno não é meu. Gente, pelo amor de Deus, vocês querem pintar uma coisa que não existe. Queriam que eu fizesse o que? Que eu desse um terreno pra ela ir? Que eu montasse uma lanchonete pra ela? Ela foi avisada sim, ela usa meu nome para ganhar visibilidade porque ela quer que resolva o problema dela”, concluiu a influenciadora.
O g1 entrou em contato com o secretário de Infraestrutura e Mobilidade Urbana de Rio Branco, Antônio Cid Ferreira para saber se a Seinfra tem conhecimento sobre a situação, se chegou a intervir junto a vendedora e se houve liberação para derrubada da árvore em frente ao terreno e aguarda resposta até última atualização desta reportagem.
ACRE
Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom