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Caminhada marca encerramento da programação alusiva ao Dia Mundial da Água

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Com colaboração de Evander Freitas

Como destaque da programação da Semana da Água, o governo do Acre, em parceria com a Prefeitura de Rio Branco, o Serviço Social da Indústria (Sesi), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizou, nesta sexta-feira, 27, a Caminhada pelas Águas, na capital acreana.

O evento, organizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), reuniu estudantes, professores, servidores públicos e a população em geral em um grande ato de mobilização social no centro de Rio Branco.

Caminhada marca encerramento da programação em alusão ao Dia Mundial da Água. Foto: João Loureiro/Sema

A concentração se deu em frente ao Palácio Rio Branco, de onde os participantes seguiram pela Avenida Getúlio Vargas até o Museu dos Povos Acreanos, retornando pela Avenida Benjamin Constant. Ao longo do trajeto, a mobilização chamou a atenção da população para a importância da preservação da água e do meio ambiente.

A secretária adjunta da Sema, Renata Souza, destacou a ação do governo no fortalecimento da sustentabilidade em políticas estaduais, com foco na gestão dos recursos hídricos, como é o caso do Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) do Igarapé São Francisco e Lago do Amapá.

Secretária adjunta da Sema, Renata Souza, destacou a ação do governo no fortalecimento das políticas hídricas. Foto: João Loureiro/Sema

“As ações integram um conjunto de políticas públicas voltadas à gestão dos recursos hídricos e ao fortalecimento da sustentabilidade no estado, como o Projeto de Resiliência Socioambiental, que conta com investimento de cerca de R$ 15 milhões para a realização de estudos e ações voltadas à proteção e recuperação de nascentes”, ressaltou.

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O projeto é fruto da parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Fundo Brasil ONU, com o Consórcio da Amazônia Legal (CAL) e executado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) com doação do governo do Canadá.

Mobilização chamou a atenção da população para a importância da preservação da água e do meio ambiente. Foto: João Loureiro/Sema

Durante o percurso, os participantes levaram mensagens, cartazes e orientações ambientais, reforçando a necessidade de adoção de práticas sustentáveis no cotidiano e o uso consciente dos recursos hídricos.

A atividade marcou o encerramento da Semana da Água, que contou com um ciclo de palestras realizado ao longo da semana, com o tema “Onde a água flui, a igualdade cresce – Amazônia por elas”. A iniciativa buscou promover reflexões sobre os desafios relacionados ao acesso equitativo à água.

Atividade marcou o encerramento da Semana da Água, que contou com um ciclo de palestras realizado ao longo da semana. Foto: João Loureiro/Sema

A programação também evidenciou a importância de garantir esse acesso de forma justa, ao mesmo tempo em que reforçou a urgência do uso sustentável dos recursos naturais. No contexto amazônico, a ação ganha ainda mais relevância, uma vez que a abundância hídrica da região convive com desafios ligados à gestão, à conservação e à qualidade desse recurso essencial.

Para a professora Luciana Cristina Oliveira, as ações desenvolvidas no ambiente escolar são essenciais para a formação de cidadãos mais conscientes.

Professora Luciana Cristina Oliveira destacou que as ações desenvolvidas no ambiente escolar são essenciais para a formação de cidadãos mais conscientes. Foto: Samuel Moura/Sema

“É de fundamental importância trabalhar a educação ambiental com crianças e jovens, porque a água é um bem essencial para todos nós. Se não houver cuidado e conscientização, corremos o risco de comprometer a qualidade da água no futuro. Por isso, iniciativas como essa ajudam a despertar a responsabilidade desde cedo”, destacou.

Para o estudante Christopher Guimarães, as ações foram fundamentais para ampliar a conscientização nas escolas. “Eu achei a palestra e a caminhada muito boas, incríveis mesmo, porque ajudam os estudantes a entender a importância da água e para que ela serve. Além disso, os discursos incentivam as pessoas a não desperdiçarem e a usarem a água da forma correta”.

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Para o estudante Christopher Guimarães, as ações foram fundamentais para ampliar a conscientização nas escolas. Foto: Samuel Moura/Sema

A iniciativa é fruto de uma ampla articulação institucional, envolvendo a Sema e as secretarias de Estado de Saúde (Sesacre), de Educação e Cultura (SEE), de Planejamento (Seplan), dos Povos Indígenas (Sepi) e de Empreendedorismo e Turismo (Sete), além dos institutos de Meio Ambiente do Acre (Imac), de Mudanças Climáticas e de Regulação de Serviços Ambientais (IMC), bem como a Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac), a Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), o Corpo de Bombeiros Militar do Acre e o Serviço de Água e Esgoto do Acre (Saneacre).

Outras instituições parceiras são o Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Secretaria Municipal de Educação (Seme), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) 

Fonte: Governo AC

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Samu já registra cerca de mil trotes em 2026, o que compromete socorro e salvamento de vidas

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem registrado um aumento preocupante no número de trotes realizados para o número 192, da Central de Regulação no Acre. Somente entre janeiro e junho deste ano, mais de 40 mil ligações foram recebidas pelo serviço, sendo cerca de mil delas identificadas como trotes.

Além de prejudicar o atendimento à população, o trote é crime previsto na legislação brasileira e pode resultar na responsabilização dos autores. A prática mobiliza equipes, ambulâncias e recursos públicos para ocorrências inexistentes, comprometendo a capacidade de resposta do serviço em situações reais de urgência e emergência.

De acordo com o médico regulador do Samu, Junior Pereira, a situação tem preocupado a equipe devido ao grau de veracidade apresentado em algumas ligações falsas. “Recebemos chamadas com relatos muito convincentes, o que leva ao envio dos nossos melhores recursos para locais onde não há nenhuma ocorrência. Enquanto isso, uma pessoa em situação real de emergência pode ficar aguardando atendimento”, explica.

Médico regulador do Samu, Junior Pereira: “Uma pessoa em situação real de emergência pode ficar aguardando atendimento”. Foto: Susana Bonfanti/Sesacre

O profissional também faz um apelo aos pais e responsáveis, para que orientem e acompanhem seus filhos, especialmente durante o período de férias escolares, quando costuma haver aumento desse tipo de ocorrência. Segundo o médico, muitas dessas ligações são feitas como brincadeira, sem que os autores tenham dimensão dos prejuízos causados ao serviço e à população.

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O médico reforça ainda que todas as ligações ficam registradas no sistema, o que auxilia na identificação de chamadas indevidas. “Pedimos responsabilidade no uso desse recurso público. O Samu trabalha com vidas, e a vida que pode estar precisando de atendimento amanhã pode ser a sua ou a de um familiar”, enfatiza.

Fonte: Governo AC

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