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Capacitação une teoria e prática sobre gestão de recursos hídricos e recuperação de áreas de proteção

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Por Ana Campos

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rio Branco (Semeia), promoveu o curso de Gestão de Recursos Hídricos e Recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

A formação, realizada na terça, 30, e quarta, 1º, reuniu especialistas, gestores e técnicos, além de acadêmicos e docentes do ensino superior que atuam em áreas relacionadas ao manejo de água, solo e floresta.

O curso reúne especialistas, gestores e técnicos, além de acadêmicos e docentes do ensino superior que atuam em áreas relacionadas ao manejo de água, solo e floresta. Foto: Emanoel Farias/Sema

O objetivo é fortalecer a capacidade técnica de instituições públicas e formar multiplicadores de conhecimento para atuarem no enfrentamento aos desafios da conservação e da segurança hídrica no Acre.

A programação uniu teoria e prática. No primeiro dia, os participantes tiveram aulas sobre gestão integrada da água, impactos do desmatamento nas bacias hidrográficas e legislação ambiental. No segundo, foi realizada uma atividade de campo na Área de Proteção Ambiental (APA) do Amapá, que contou ainda com vivências e elaboração de projeto de recuperação.

Para Maria Antonia Zabala, chefe da Divisão de Recursos Hídricos da Sema, a capacitação representa um passo importante para a proteção dos recursos hídricos.

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A chefe da Divisão de Recursos Hídricos da Sema, Maria Antonia Zabala, considera a capacitação como um passo importante para a proteção dos recursos hídricos. Foto: Emanoel Farias/Sema

“Esse curso tem por objetivo sensibilizar a comunidade técnica das diversas instituições, tanto do poder público estadual, como do poder público municipal, para agir, para trabalhar junto com comunidades rurais, principalmente relacionando isso com a preservação das áreas de nascente e mata ciliar. Tudo isso visando a conservação dos recursos hídricos, que tem por objetivo a segurança hídrica de toda a população do estado”.

A gestora destacou, ainda, a importância da conservação das APPs, uma vez que essas áreas desempenham papel importante no equilíbrio ecológico das bacias hidrográficas, atuando como barreiras naturais contra erosão, regulando o ciclo hidrológico e assegurando a qualidade da água.

A presidente da Associação de Moradores e Produtores Rurais da Estrada do Amapá (Ampréia) e dona da propriedade onde ocorreu a atividade prática, Alieth Maria Gabriel Gadelha, ressaltou a relevância do curso para a comunidade.

A presidente da Associação de Moradores e Produtores Rurais da Estrada do Amapá (Ampréia), Alieth Maria Gabriel Gadelha, afirma que o curso é de grande importância para a comunidade. Foto: Emanoel Farias/Sema

“É muito importante esse olhar técnico chegar até nós. O governo do Estado e a prefeitura de Rio Branco estão de parabéns por trazerem essa iniciativa para a comunidade. Isso deixa frutos para o conhecimento, para a recuperação da área e para toda a cidade de Rio Branco”.

A técnica da Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Rio Branco, responsável pelo Programa Vigiágua, Janaira Souza, falou do impacto da capacitação em sua trajetória profissional.

A técnica da Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Rio Branco, responsável pelo Programa Vigiágua, Janaira Souza, afirma que a capacitação causou grande impacto em sua trajetória profissional. Foto: Emanoel Farias/Sema

“Foi um divisor de águas, literalmente. É um dos meus primeiros contatos, porque eu sou recente nesse setor, então tudo pra mim é bem novo, mas bem gratificante também. Nessa pesquisa de campo a gente pôde sentir de perto a realidade da preservação, do que a gente precisa fazer também em relação a esse cuidado, não só com a água, mas com o meio ambiente como um todo’.’

A chefe de Regulação do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação e Serviços Ambientais (IMC), Fabiana Costa, destacou o compromisso com ao fortalecimento das políticas públicas ambientais.

A chefe de Regulação do IMC, Fabiana Costa, destaca a importância do curso para o fortalecimento das políticas públicas ambientais. Foto: Emanoel Farias/Sema

“Essa capacitação reforça o compromisso do governo do Acre em unir conhecimento técnico, ciência e participação comunitária para proteção de nossos rios e florestas. É um passo concreto na construção da segurança hídrica e da sustentabilidade, garantindo qualidade de vida para a população e fortalecendo as ações ambientais do estado”.

Com a iniciativa, Estado e Município reafirmam o compromisso em integrar conhecimento técnico e prática em campo, fortalecendo a preservação dos recursos hídricos e das áreas de preservação permanente, essenciais para o equilíbrio ecológico das bacias hidrográficas, que contribuem como barreiras naturais contra erosão, regulando o ciclo hidrológico e assegurando a qualidade da água.

Fonte: Governo AC

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Samu já registra cerca de mil trotes em 2026, o que compromete socorro e salvamento de vidas

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem registrado um aumento preocupante no número de trotes realizados para o número 192, da Central de Regulação no Acre. Somente entre janeiro e junho deste ano, mais de 40 mil ligações foram recebidas pelo serviço, sendo cerca de mil delas identificadas como trotes.

Além de prejudicar o atendimento à população, o trote é crime previsto na legislação brasileira e pode resultar na responsabilização dos autores. A prática mobiliza equipes, ambulâncias e recursos públicos para ocorrências inexistentes, comprometendo a capacidade de resposta do serviço em situações reais de urgência e emergência.

De acordo com o médico regulador do Samu, Junior Pereira, a situação tem preocupado a equipe devido ao grau de veracidade apresentado em algumas ligações falsas. “Recebemos chamadas com relatos muito convincentes, o que leva ao envio dos nossos melhores recursos para locais onde não há nenhuma ocorrência. Enquanto isso, uma pessoa em situação real de emergência pode ficar aguardando atendimento”, explica.

Médico regulador do Samu, Junior Pereira: “Uma pessoa em situação real de emergência pode ficar aguardando atendimento”. Foto: Susana Bonfanti/Sesacre

O profissional também faz um apelo aos pais e responsáveis, para que orientem e acompanhem seus filhos, especialmente durante o período de férias escolares, quando costuma haver aumento desse tipo de ocorrência. Segundo o médico, muitas dessas ligações são feitas como brincadeira, sem que os autores tenham dimensão dos prejuízos causados ao serviço e à população.

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O médico reforça ainda que todas as ligações ficam registradas no sistema, o que auxilia na identificação de chamadas indevidas. “Pedimos responsabilidade no uso desse recurso público. O Samu trabalha com vidas, e a vida que pode estar precisando de atendimento amanhã pode ser a sua ou a de um familiar”, enfatiza.

Fonte: Governo AC

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