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Com apoio da tecnologia, Defesa Civil reforça apoio às famílias atingidas pela enchente do Rio Acre

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O governo do Estado, em articulação com os órgãos de Comando e Controle, mantém a execução de um plano de contingência com ações coordenadas para garantir a segurança das pessoas atingidas, minimizar riscos e assegurar assistência imediata às populações mais vulneráveis, considerando o elevado volume de chuvas registrado em diversos municípios e a consequente elevação dos rios.

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) deve articular-se com autoridades federais, estaduais e municipais para minimizar riscos, mobilizar recursos humanos e materiais, coordenar ações de socorro às comunidades isoladas e prestar assistência e apoio logístico aos municípios afetados.

Rio Acre segue subindo na capital e governo decreta emergência em cinco municípios. Foto: Pedro Devani/Secom

Devido à cheia dos rios no estado, a governadora em exercício do Acre, Mailza Assis, decretou situação de emergência nos municípios de Feijó, Plácido de Castro, Rio Branco, Santa Rosa do Purus e Tarauacá. O decreto foi publicado em edição do Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira, 29, e é válido por 180 dias. Na capital, o nível do Rio Acre segue em elevação e alcançou 15,38 metros na medição de 15h. As cotas de alerta e de transbordo em Rio Branco são de 13,50 metros e 14 metros, respectivamente.

Órgãos de combate e controle ajudam na retirada de famílias e fortalecem ações. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O coronel Carlos Batista explicou que todas as informações relacionadas à cheia chegam ao Centro Integrado de Operações em Segurança (Ciosp) pelo telefone 193. A partir daí, os dados são repassados ao sistema de comando de incidentes do Corpo de Bombeiros, que coordena a retirada das famílias atingidas.

“Quando se fala em Defesa Civil, estamos nos referindo a todo o sistema estadual de proteção e defesa civil. Todas as instituições estão em ação e articuladas para dar suporte aos municípios”, destacou.

O coronel acrescentou que as informações oficiais são geradas dentro da sala de situação do Sistema Estadual de Defesa Civil, que centraliza os dados sobre o cenário global da enchente. “Desde o início estamos com o monitoramento e ações para mitigar os efeitos. Agora com o decreto, podemos tomar as decisões de maneira mais precisa e assertiva”, destacou.

Bombeiro segura criança durante retirada de família no bairro Cadeia Velha. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Tecnologia a favor da população

O major Roger Santos, comandante da Operação de Desastre Hidrológico em Rio Branco, explicou que o aplicativo Família Segura foi desenvolvido em 2025 e utilizado pela primeira vez nas enchentes de março. Agora, também está sendo empregado na cheia de dezembro.

Segundo ele, o objetivo da ferramenta é agilizar os atendimentos e preservar os dados das famílias afetadas. “O líder de equipe consegue cadastrar informações completas, como nome, CPF, idade, sexo, se a pessoa é indígena ou possui necessidades especiais, além dos bens e animais retirados. Isso nos permite estimar valores preservados, identificar perfis das famílias atendidas e mapear os locais mais recorrentes de alagamentos”.

O major ressaltou que o banco de dados criado nas enchentes anteriores já permite prever pontos críticos de alagação conforme o nível do rio, o que facilita a tomada de decisão. “Com o aplicativo, conseguimos gerar estatísticas e compreender melhor a dinâmica das enchentes no estado. Ele já foi utilizado em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá, e a partir de 2026 será estendido a todos os municípios do Acre, consolidando-se como uma importante ferramenta de gestão de desastres pelo CBMAC”, afirmou.

Major Roger Santos, comandante da operação de desastre hidrológico em Rio Branco, explica como tecnologia criou banco de dados essencial. Foto: José Caminha/Secom

Mais de 40 famílias em abrigo

Ao todo, 46 famílias estão abrigadas em escolas da capital. Além de informações e orientações, o sistema integrado também atua na retirada das famílias, garantindo apoio àqueles que tiveram suas casas atingidas pela inundação.

O soldado Viktor Cavalcante, do Corpo de Bombeiros, é um dos que encabeçam essas equipes que chegam até os mais necessitados. Ele explicou que o fluxo de chamados tem sido intenso, principalmente nos bairros Cadeia Velha e Seis de Agosto, os primeiros a serem atingidos pela enchente.

“As pessoas ligam para o 193, a ocorrência é registrada na central de atendimentos do 1º Batalhão e, a partir daí, são montadas equipes com representantes do Corpo de Bombeiros e de outras secretarias. Essas equipes se deslocam até o bairro ou a rua indicada e realizam a retirada das famílias, seja para abrigos ou para casas de parentes”, detalhou.

Ele acrescentou que há diferentes reações no momento do atendimento. “Cerca de metade das famílias ainda resiste em deixar suas casas, na esperança de que o rio baixe. A outra parte, principalmente aquelas com crianças pequenas, já procura abrigo ou a residência de familiares para se proteger”, afirmou

Na capital, o nível do Rio Acre segue em elevação e alcançou 15,37 metros na medição de meio-dia. desta segunda-feira, 29. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Morando em um apartamento há cerca de um mês no bairro Cadeia Velha, na capital, Lucas de Andrade não quis esperar. Com dois filhos pequenos, o abrigo inicial foi na casa de um vizinho até a chegada da ajuda do Estado.

“Sabíamos que poderíamos enfrentar esse problema, mas, para honra e glória de Deus, não perdemos nada”, relatou.

Aplicativo criou banco de dados essencial para tomada de decisões. Foto: cedida

Andrade explicou que acionou a Defesa Civil às 22h de domingo e, na manhã desta segunda-feira, já foi atendido e encaminhado com a família para um abrigo. “Recebemos todo o apoio da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Estamos saindo para o abrigo com minha esposa e nossos dois filhos pequenos: um bebê de quatro meses e uma menina de um ano e dez meses”, disse.

Moradora há quase três anos no bairro, Maria Inês Andrade contou que nunca havia enfrentado enchentes em dezembro. “Sempre tivemos problemas em janeiro ou fevereiro, mas neste mês é a primeira vez desde que moro aqui”, relatou.

Ela explicou que sua casa é mais alta e que ainda não precisou sair, porém se seguir sem energia e as águas não descerem, deve ir para o abrigo com mais sete pessoas que moram com ela. “Minha netinha tem anemia e não pode ficar exposta ao frio. Por isso, caso não baixe logo, vamos precisar sair por causa dela, mas quero esperar mais um pouco”, disse.

O governo do Estado, em articulação com os órgãos de Comando e Controle, mantém a execução de um plano de contingência com ações coordenadas para garantir a segurança das pessoas atingidas. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Moradora há 25 anos do bairro Ayrton Sena, Maria Dorismar Ferreira contou que nunca havia enfrentado enchentes em dezembro. “Sempre esperamos que o rio suba entre fevereiro e abril, mas neste mês foi uma surpresa”, relatou.

Ela explicou que pediu apoio dos bombeiros para retirar os pertences da filha e que, por enquanto, a família permanece na casa. “Se a água continuar subindo, vamos sair todos juntos para o abrigo. Hoje estamos em seis pessoas aqui”, disse.

Com problemas de saúde, como cardiopatia e diabetes, ela reforçou a necessidade de atenção às famílias que permanecem fora dos abrigos. “É muito importante receber algum tipo de apoio. A gente agradece de coração”, concluiu.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) considera alto o risco hidrológico de permanência do processo de inundação do Rio Acre e seus afluentes na região geográfica intermediária de Rio Branco, ainda com estações em níveis críticos no município de Rio Branco.

Fonte: Governo AC

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Governo e entidades parceiras lançam projeto Pão na Estrada para ampliar qualificação e gerar renda no Acre

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), realizou, na última quinta-feira, 23, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), em Rio Branco, o lançamento oficial do projeto Pão na Estrada. A iniciativa é realizada pela instituição pública e diversas entidades parceiras para levar qualificação profissional em panificação aos municípios, com foco na geração de renda e fortalecimento de pequenos negócios.

A primeira etapa do projeto foi realizada em Senador Guiomard, onde 40 pessoas foram certificadas. O trabalho funciona por meio de uma unidade móvel do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que leva os cursos diretamente às cidades. A partir de uma articulação e levantamento das demandas nas localidades, os alunos recebem formação prática com foco tanto no mercado de trabalho quanto no incentivo ao empreendedorismo.

Projeto que qualificará e formará novos profissionais foi lançado na sede da Fieac. Foto: Assessoria/Fieac

O titular da Seict, Márcio Agiolfi, destacou que o projeto conecta qualificação profissional com desenvolvimento econômico nos municípios. Ele destacou que a iniciativa segue as diretrizes da governadora Mailza Assis para fomentar iniciativas de geração de renda à população. “Quando a gente leva esse tipo de formação para perto das pessoas, cria condições reais para que elas possam iniciar ou ampliar um negócio. Isso movimenta a economia local e fortalece cadeias que já existem nas cidades”, disse.

O presidente em exercício da Fieac, João Paulo Assis, ressaltou a união das instituições para viabilizar o trabalho e o impacto direto dele. “Essa é uma ação construída em conjunto, com participação do sindicato, do Senai, do Sebrae e apoio de emenda parlamentar, que permite levar uma qualificação de alto nível para os municípios. A experiência em Senador Guiomard mostrou que as pessoas saem preparadas para gerar renda e melhorar a qualidade do que produzem”, falou.

Márcio Agiolfi, titular da Seict, pontuou caráter desenvolvimentista do projeto. Foto: Sabrina Salomon/Seict

Aluna do projeto, Thais Silva enfatizou que a capacitação trouxe novos aprendizados para quem já atua na área. Além disso, ela afirmou que a gama de cursos ofertados pelo Pão na Estrada também trouxe novos horizontes para diversos alunos. “O curso fez a gente olhar com mais atenção para detalhes que fazem diferença no dia a dia da produção. São conhecimentos que a gente leva para dentro do negócio e que ajudam a melhorar mais a qualidade do que é oferecido”.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Acre (Sindpan), Mauro Cézar, o projeto atende uma demanda antiga do setor. Segundo ele, a profissionalização na área é importante para a economia. “A gente identificava que faltava mão de obra qualificada no interior, e essa iniciativa permite levar capacitação diretamente para onde as empresas estão. Com isso, conseguimos melhorar o padrão de produção e fortalecer os negócios locais”, explicou.

Aluna Thais Silva, atendida pela ação, destacou os novos aprendizados adquiridos na ação. Foto: Sabrina Salomon/Seict

O diretor regional do Senai, César Dotto, pontuou que a metodologia adotada garante maior eficiência na formação, já que ela está interligada com a realidade. “A gente vai até os municípios, conversa com os empresários, entende o que eles precisam e, a partir disso, leva uma formação direcionada. Isso faz com que o aluno já saia preparado para atender aquela realidade específica. Depois de Senador Guiomard, vamos executar o projeto em outras seis cidades do nosso interior”.

Autor da emenda que viabiliza a execução do projeto, o deputado federal José Adriano afirmou que a iniciativa foi pensada para ajudar a desenvolver a economia em todo o estado. “A proposta chegou com a ideia de levar capacitação para vários municípios e isso está alinhado com o que a gente defende, que é apoiar quem quer empreender no Acre. Quando você oferece formação e cria condições para essas pessoas crescerem, está ajudando a transformar realidades”, finalizou.

Fonte: Governo AC

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