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Com início em 23 de fevereiro, Educação organiza quatro calendários letivos para garantir acesso e qualidade a estudantes do Acre
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O Acre possui 596 escolas estaduais. Destas, 411 são escolas do campo e indígenas. Esse dado revela o tamanho do desafio logístico e pedagógico enfrentado pela rede pública em um estado com características amazônicas, onde rios, ramais e longas distâncias fazem parte da rotina escolar.
Estudantes da rede estadual iniciam o ano letivo no dia 23 de fevereiro. Planejamento e formação garantem um começo organizado e com foco na aprendizagem. Foto: Mardilson Gomes/SEEÉ a partir dessa realidade que a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) estruturou quatro calendários letivos para 2026. A medida garante o cumprimento dos 200 dias letivos e das 800 horas anuais previstas na legislação, respeitando as especificidades de cada território e assegurando que nenhum estudante seja prejudicado.
“O Acre tem dimensões continentais e uma realidade única. Não podemos tratar de forma igual contextos que são diferentes. Organizar quatro calendários letivos não é criar desigualdade, é garantir equidade. É assegurar que o estudante da área urbana, da escola integral, da aldeia indígena ou da comunidade mais distante do campo tenha o mesmo direito à aprendizagem, respeitando sua realidade”, destacou o secretário de Educação, Aberson Carvalho.
“Organizar quatro calendários letivos é garantir equidade”, ressaltou o secretário de Educação, Aberson Carvalho. Foto: Mardilson Gomes/SEEO secretário reforçou ainda que nenhum estudante será prejudicado. “Todos os calendários encerram no mesmo período, no fim de dezembro, com o cumprimento integral das horas letivas”.
Abertura do calendário em 23 de fevereiro
De acordo com a diretora de Ensino da SEE, Gleice Sousa, a organização diferenciada respeita as realidades das áreas urbanas, das escolas integrais, das comunidades indígenas e das regiões de difícil acesso no campo.
No dia 23 de fevereiro, começam as aulas nas escolas urbanas do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), além da Escola de Música e do Centro de Estudos de Línguas. A abertura oficial está programada para ser realizada na Escola Pedro Martinello, em Rio Branco, a partir das 9h.
Realidade do Acre exige soluções próprias. Adaptar o calendário é garantir o direito de aprender. Foto: Mardilson Gomes/SEE“Todos os professores efetivos já concluíram o processo formativo. Os novos docentes, contratados com antecedência, participaram de três semanas de formação, sendo 15 dias exclusivos para os recém-contratados, algo inédito na rede estadual”, explicou Gleice.
Escolas integrais começam em 2 de março
O segundo calendário contempla as novas escolas integrais, que iniciam as aulas em 2 de março. A data é necessária, visto que entre os dias 23 e 27 de fevereiro, professores, servidores de apoio e equipes gestoras participam de formação continuada específica sobre o modelo integral. O objetivo é garantir que toda a comunidade escolar compreenda a proposta pedagógica antes do início das atividades com os estudantes.
Educação Escolar Indígena inicia em 23 de março
O terceiro calendário atende à Educação Escolar Indígena, com início previsto para 23 de março de 2026, em virtude da conclusão do Processo Seletivo Simplificado Indígena que oferta 259 vagas para professores da Educação Infantil ao Ensino Médio. O resultado final está previsto para 23 de fevereiro, seguido da convocação dos aprovados.
Respeito à cultura, à língua e às tradições. O calendário próprio garante organização pedagógica e valorização da identidade dos povos originários. Foto: Mardilson Gomes/SEESegundo o chefe do Departamento de Educação Escolar Indígena, Charles Falcão, a modalidade é específica, bilíngue, intercultural e comunitária. “A Educação Escolar Indígena é fundamental para o resgate e a preservação das culturas originárias. O ensino da língua indígena é um direito constitucional e instrumento de resistência e valorização da diversidade cultural”, destacou.
Além do calendário próprio, os professores indígenas participam de formação específica e do curso intercultural do magistério indígena, fortalecendo a identidade e os saberes tradicionais das comunidades.
Escolas do campo multisseriadas iniciam em 1º de abril
O quarto calendário é destinado às escolas multisseriadas do Programa Caminhos da Educação do Campo, localizadas em áreas de difícil acesso. Essas unidades atendem comunidades distantes, onde o deslocamento depende de ramais, rios e condições climáticas. Cerca de 50% dessas escolas possuem menos de 10 estudantes, realidade típica da Região Amazônica.
Realidade amazônica exige planejamento diferenciado. Calendário adaptado considera acesso por rios e ramais, garantindo segurança e cumprimento dos dias letivos. Foto: Mardilson Gomes/SEEO início está previsto para 1º de abril, data passível de ajustes conforme as condições de acesso. Algumas localidades podem começar apenas em maio, caso as chuvas impeçam o transporte seguro de estudantes e professores.
“Para garantir o cumprimento da carga horária, especialmente nos anos finais e no Ensino Médio, que possuem 210 dias letivos, serão realizados até três sábados letivos por mês. Já os anos iniciais terão menos sábados”, explicou a chefe do Departamento de Ensino do Campo, Maria Clara Geraldo.
Fonte: Governo AC
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Em Brasileia, encontro binacional debate políticas migratórias e fortalece cooperação na fronteira entre Brasil e Bolívia
Com o objetivo de fortalecer a cooperação entre Brasil e Bolívia na construção de políticas públicas voltadas à população migrante, será realizado na próxima quinta-feira, 25, às 9h, o Encontro Binacional sobre Políticas de Migração, no Centro Cultural de Brasileia, localizado na Rua Vitória Salvatierra, nº 1.090, bairro Ferreira da Silva.

Promovido pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), reunirá representantes dos governos brasileiro e boliviano, das áreas de assistência social, saúde e educação dos municípios da regional do Alto Acre, instituições do Sistema de Justiça (Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Defensoria Pública) sistema de segurança (polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Gefron), conselhos tutelares, acadêmicos, organismos internacionais e entidades da sociedade civil para debater os desafios da mobilidade humana na região de fronteira, além de promover o intercâmbio de experiências e boas práticas relacionadas ao acolhimento, proteção e garantia de direitos das pessoas migrantes.
Durante a programação, serão discutidos temas como assistência humanitária, regularização migratória, proteção de grupos vulneráveis, acesso a serviços públicos, combate ao tráfico de pessoas e estratégias de cooperação internacional para o enfrentamento dos desafios relacionados à migração.
O encontro faz parte da 7ª Semana Estadual do Migrante, Refugiado e Apátrida e contempla duas importantes datas: o Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, e o Dia do Imigrante, comemorado em 25 de junho.
Programação:
24/06 – Assis Brasil
12h – Visita técnica e roda de conversa com os migrantes acolhidos na casa de passagem
25/6 – Brasileia
9h – Encontro Bifronteiriço Brasil/Bolívia
9h – Ciclo de palestras com representantes do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) e Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH)
Consulado da Bolívia
Migração Bolívia
14h – Visita técnica e roda de conversa com os migrantes acolhidos na casa de passagem de Epitaciolândia
Serviço
Evento: Encontro Binacional sobre Políticas de Migração
Data: 25 de junho (quinta-feira)
Horário: 9h
Local: Centro Cultural de Brasiléia
Endereço: Rua Vitória Salvatierra, nº 1090, Bairro Ferreira da Silva, Brasileia/AC.
Fonte: Governo AC
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