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Com participação do Embaixador da França, Comunicação do Acre é destaque na COP30 em painel sobre Desinformação Climática

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A secretária de estado de comunicação do Acre e coordenadora da Câmara Temática de Comunicação do Consórcio da Amazônia Legal, jornalista Nayara Lessa, foi uma das painelistas, na tarde desta quinta-feira, 13, do debate intitulado “Desinformação sobre clima: o papel e a sustentabilidade do jornalismo”, na COP30, em Belém do Pará.

Gestora, coordenadora da Câmara Temática de Comunicação do Consórcio da Amazônia Legal, foi painelista durante a COP30. Foto: Pedro Devani/Secom

O painel, que teve como moderador Stefano Wrobleski, contou também com a participação do embaixador da França no Brasil, Emmanuel Lenain, e dos debatedores Bia Barbosa, coordenadora de Incidência da Repórteres Sem Fronteiras na América Latina; Samanta do Carmo, da Associação de Jornalismo Digital; Ângela Martins, jornalista da Consonante (Colômbia), Nina Santos (Secom/PR) e Letícia Capone, diretora de Pesquisa do Instituto Democracia em Xeque.

Embaixador da França no Brasil frisou a importância de combater as mudanças climáticas em todo o globo. Foto: Pedro Devani/Secom

O embaixador da França no Brasil abriu o diálogo sobre comunicação destacando o tema como fundamental para diplomacia francesa, salientando que a COP30 trata-se de um evento emblemático por acontecer dez anos após o Acordo de Paris e por ser sediada na floresta amazônica. Segundo ele, a liberdade de expressão precisa ser defendida agora mais do que nunca, sendo a luta contra a desinformação e o combate às mudanças climáticas realidades incontestáveis.

“Mentiras são produzidas. Acreditamos que o jornalismo desempenha um papel essencial para proteger os dados científicos, dando voz às populações que menos ocupam espaços de poder, e o Brasil e França reafirmam esses compromissos entre os seus presidentes no combate às mudanças climáticas. A ciência precisa ser livre e independente, pois as mudanças climáticas se apoiam em fatos e não em manipulações”, disse ele.

Nayara abriu sua fala agradecendo o convite do Consórcio da Amazônia Legal e parabenizando a abordagem do tema acerca da desinformação, frisando que a frase “O Acre existe?”, comumente divulgada na internet é um dos exemplos de narrativas que questionam um fato, que é a existência de um território, sua gente e suas culturas diversas.

Secretária Nayara Lessa ressaltou a importância do rádio como veículo de comunicação para as massas no Acre. Foto: Pedro Devani/Secom

O desafio de alcançar as comunidades através de meios de comunicação social foi um dos pontos altos da fala da secretária, que destacou o rádio como um dos principais instrumentos para levar informação de forma justa e coletiva para a população.

“A internet tem seu papel fundamental para informar as comunidades, mas o rádio ainda é o principal meio de comunicação nas mais de 700 comunidades existentes no Acre. Temos como exemplo o período da pandemia de covid-19 quando as pessoas afirmavam tomar conhecimento das notícias através das nove rádios públicas que temos no estado”, disse Nayara.

Participantes debateram sobre o combate à desinformação na Amazônia. Foto: Pedro Devani/Secom

Ao discorrer sobre a necessidade de não apenas combater a desinformação climática, mas também divulgar a informação correta, a secretária recitou uma frase do governador Gladson Camelí: “Aonde existe comunicação, existe democracia”, e encerrou dizendo que todos os desafios acerca da desinformação vem sendo superado com muito trabalho e compromisso com o jornalismo e a sociedade.

A palestra de Bia Barbosa, coordenadora de Incidência da Repórteres Sem Fronteiras na América Latina chamou atenção para a liberdade de imprensa e sobre os desafios que os jornalistas enfrentam no Brasil uma vez que o país atualmente ocupa o 63º lugar entre os 100 apontados no último relatório da RSF.

Ela também apontou dados relacionados ao uso da inteligência artificial e a necessidade de regulação desse mecanismo. “Isso é necessário para que a população tenha acesso à informação de qualidade e a informação em massa não se torne uma arma de destruição das nossas democracias”, finalizou.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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