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Com serviços perto de casa, Juntos Pelo Acre garante cidadania e dignidade à população do São Francisco em Rio Branco

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Identificação, recreação, autocuidado e cidadania marcaram este sábado, 7, na Escola Estadual Doutor Pimentel Gomes. Moradores da regional do São Francisco tiveram acesso, perto de casa, a uma série de serviços públicos que facilitaram a resolução de demandas documentais, ampliaram oportunidades e garantiram momentos de lazer para toda a família.

Polícia Civil atende o aposentado Sebastião Rodrigues com a emissão da segunda via da identidade. Foto: Dharcules Pinheiro/Secom

O aposentado Sebastião Rodrigues da Silva, de 77 anos, foi um dos beneficiados. Ele contou que conseguiu solicitar gratuitamente a segunda via da identidade, por meio da Polícia Civil do Acre (PCAC), sem precisar se deslocar até Porto Velho, onde havia emitido o primeiro documento, posteriormente perdido.

“Isso é uma bênção. Hoje estou um pouco melhor, mas, graças a Deus, fui abençoado. A mulher me ajudou. Aonde eu for, tenho ajuda. Agradecer primeiramente ao senhor, depois ao servidor público”, destacou.

Esta é a primeira edição do programa em 2026, que já percorreu outras regionais em 2025. Segundo a vice-governadora Mailza Assis, que também é secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, o programa foi pensado para estar mais perto das pessoas.

Vice-governadora destaca que o programa foi feito para o governo estar mais perto das pessoas. Foto: Ingrid Kelly/Secom

“Pensado para que a gente pudesse levar o serviço e amenizar toda a necessidade das pessoas. O Juntos Pelo Acre chegou para isso: para estar perto das pessoas nas diversas comunidades, com muitos serviços. Aqui nós temos atendimento em saúde, assistência social, oferecimento de oportunidades de emprego, cursos e brincadeiras. É a dignidade, é a cidadania, é o respeito com as pessoas. Isso valoriza a nossa gestão, mas valoriza, acima de tudo, as pessoas que querem o bem, que querem trabalhar para o desenvolvimento do ser humano. Esse é o propósito do Juntos Pelo Acre”, destacou.

Para quem buscava qualificação profissional e oportunidades de emprego, o curso de drinks capacitou participantes para o mercado de trabalho e entregou certificação com carga horária de quatro horas. Já o Feirão de Empregos possibilitou a inclusão de pessoas em busca de vagas do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e em futuras qualificações.

João Vitor saiu qualificado e concorrendo à vagas de emprego. Foto: Dharcules Pinheiro/Secom

Aluno do curso, João Vitor Barros da Silva destacou a importância da iniciativa. “Eu fiz esse curso e amei, porque já abre uma oportunidade para o mercado de trabalho. Soube que o Feirão dos Empregos também tem vagas para barman, e isso já é uma chance de me inscrever e buscar uma colocação”, relatou.

A cidadania também marcou presença com os serviços da Justiça Eleitoral, por meio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O representante da Secretaria Judiciária do TRE, Cláudio Paes, explicou que a ação antecipa atendimentos importantes à população. “A gente antecipa para o cidadão a oferta dos serviços, seja do alistamento eleitoral, primeiro título, seja da revisão, da regularização de alguma situação do eleitor e da transferência do eleitor.”

Cidadãos puderam se regularizar com a Justiça Eleitoral. Foto: Dharcules Pinheiro/Secom

Cláudio frisou que a iniciativa é ainda mais relevante por se tratar de um ano eleitoral. “É importante destacar iniciativas como esta por parte do Estado e da Justiça Eleitoral, porque estamos em um ano de eleição. O cadastro se encerra no início do mês de maio, então a gente deixa um convite e um incentivo para que os cidadãos procurem o quanto antes o atendimento eleitoral”, reforçou.

Luisa (ao meio) buscou o Guarda-roupa Social e garantiu que as roupas são de qualidade. Foto: Dharcules Pinheiro/Secom

Para quem buscava roupas novas e de qualidade, o Guarda-Roupa Social foi o ponto de encontro de mulheres que saíram da ação com um kit contendo seis peças. A aposentada Luísa Félix Ximendes, moradora do bairro Vitória, expressou animação com as novas aquisições. “Estou muito agradecida, porque é uma coisa chique, né? Roupa chique. Com certeza, a roupa nova. Ah, é tudo de bom”, declarou.

O programa Acre Pela Vida, parceiro essencial do Juntos Pelo Acre, animou o dia de várias crianças que participaram da ação junto com seus pais. A diretora de Administração e Finanças da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Marilena Moreira, destacou que a iniciativa aproxima a segurança pública da população.

Acre Pela Vida levou animação para as crianças. Foto: Dharcules Pinheiro/Secom

“Nós temos o nosso programa Acre Pela Vida, que desenvolve uma série de ações, e hoje trouxemos brincadeiras para as crianças, além de uma equipe do Gefron fazendo uma exposição, com bonecos para que as crianças possam tirar fotos, e o nosso mascote, aproximando a segurança pública da comunidade”, explicou.

Serviços

Na Escola Dr. Pimentel Gomes, a população teve acesso a uma ampla oferta de serviços e atividades. Foram realizadas atividades recreativas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Acre, ações de educação no trânsito com a mini cidade do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran) e atividades culturais por meio da Biblioteca Itinerante Multiarte, da Secretaria de Estado de Educação (SEE). O espaço também contou com recreação infantil coordenada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), além de serviços de barbearia, Guarda-Roupa Social e oficina de drinks.

Escola Doutor Pimentel Gomes e Clicia Gadelha receberam diversos serviços neste sábado. Foto: Dharcules Pinheiro/Secom

No local, também foram disponibilizados serviços essenciais como emissão de carteira de identidade, registro civil, atendimento jurídico da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB), atendimento do programa Bolsa Família, negociação de dívidas pelo Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), balcão de empregos, organização e impressão de currículos, atividade educativa Cidade em Lápis, da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), emissão da carteira de transporte intermunicipal pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac), atividade Interbairros de Games, da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), além de atendimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA), da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE).

Fonte: Governo AC

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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

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Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

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Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

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Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

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