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Comitiva acreana debate sobre cadeias produtivas sustentáveis e apresenta plataforma Selo Verde Acre, na Colômbia

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O governo do Acre, por meio das Secretarias de Estado do Meio Ambiente (Sema) e de Agricultura (Seagri), participou do workshop da #CONEXIÓNVerde+, evento anual do Programa AL-INVEST Verde, realizado nesta quinta, 9, e sexta-feira,10, na cidade de Medellín, na Colômbia.

O workshop teve como tema central o fortalecimento de cadeias sustentáveis, além de debater os desafios e oportunidades do novo Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Comitiva acreana debate sobre cadeias produtivas sustentáveis e apresenta plataforma Selo Verde Acre, na Colômbia. Foto: cedida

A comitiva acreana, representada pelo secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho; o secretário adjunto de Agricultura, Edivan Azevedo; e o diretor de Pesquisa, Tecnologia e Inovação do Agronegócio, Thiago de Almeida, debateram com gestores de diversos países latino-americanos sobre a necessidade de adaptação das cadeias produtivas às novas exigências europeias.

“Precisamos estar alinhados e focados em abrir cada vez mais mercado para a nossa produção rural. Estar em conformidade com esses padrões internacionais é fundamental para apoiar e fomentar a cadeia produtiva do cacau e do café no nosso estado”, destaca o secretário adjunto de Agricultura, Edivan Azevedo.

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Representantes de diversos países debateram sobre a necessidade de adaptação das cadeias produtivas às novas exigências europeias. Foto: cedida 

Na ocasião, o Acre apresentou as ações estaduais de incentivo e apoio às cadeias produtivas sustentáveis do cacau e café, além de destacar a implementação da plataforma digital Selo Verde, uma ferramenta desenvolvida pelo governo estadual em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Programa AL-INVEST Verde.

A plataforma, pública, gratuita e totalmente digital, integra dados ambientais, fundiários e socioeconômicos, além de mapeamentos em alta resolução e imagens de satélite. O objetivo é monitorar, de forma transparente e baseada em dados oficiais, as condições ambientais dos imóveis rurais no estado.

Na ocasião, o Acre apresentou as ações de incentivo às cadeias produtivas sustentáveis do cacau e café, além de destacar a implementação da plataforma digital Selo Verde. Foto: cedida

Com lançamento previsto para o final de outubro, o Selo Verde permitirá que produtores rurais consultem a conformidade ambiental de suas propriedades a partir das informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A iniciativa visa facilitar o cumprimento de protocolos internacionais de sustentabilidade e ampliar o acesso dos produtores acreanos aos mercados externos.

“Apresentamos a plataforma Selo Verde um importante avanço na integração de dados para garantir a conformidade ambiental, a rastreabilidade das cadeias produtivas e a transparência das informações. Saímos do encontro ainda mais comprometidos com a necessidade de ampliação dos investimentos na bioeconomia e de abertura de novos mercados para os produtos sustentáveis do Acre e da Amazônia.”, destaca o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho.

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Fonte: Governo AC

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Governo do Acre participa de mesa de diálogo sobre implementação da Lei do Letramento Racial

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Reforçando o compromisso do governo do Acre com a promoção de políticas de igualdade racial, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) participou, nesta sexta-feira, 19, da Mesa de Diálogo para Implementação da Lei Estadual nº 4.328/2024, que institui o letramento racial e de gênero nos órgãos públicos estaduais e a assinatura de termo de compromisso.

Encontro foi marcado pela presença de instituições, entidades e organizações da sociedade civil. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O encontro foi realizado no plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE) e reuniu representantes de instituições públicas das áreas de saúde, educação, segurança pública, assistência social, além de entidades, associações, conselhos e movimentos sociais.

Durante a solenidade, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, destacou o compromisso da pasta com a promoção da igualdade racial e o apoio do governo à implementação da legislação.

João Paulo Silva assinou termo de compromisso, garantindo a execução da lei de letramento. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

“Em nome do governo do Estado do Acre e da governadora Mailza Assis, asseguro que as políticas afirmativas, o diálogo, a construção coletiva e o fortalecimento das ações voltadas à igualdade racial terão sempre o apoio da SEASDH. Estamos à disposição para somar forças com esta equipe técnica maravilhosa, que já realiza um trabalho tão importante”, afirmou.

A Lei nº 4.328/2024 estabelece a realização obrigatória de, no mínimo, 20 horas de letramento presencial sobre raça, gênero, etnia e diversidade para gestores públicos e ocupantes de cargos comissionados, com o objetivo de qualificar servidores e fortalecer a promoção da equidade na administração pública estadual.

Almerinda Cunha falou sobre a importância da lei e o preconceito que pessoas negras convivem no dia a dia. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Representando a Associação de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha enfatizou que o enfrentamento ao racismo passa pela educação e pelo diálogo.

“Se pararmos para pensar, todos nós fomos educados dentro de uma sociedade racista. Fomos educados para reproduzir preconceitos, discriminar o diferente e julgar o outro. Essa foi a formação social que recebemos ao longo da vida. Para desconstruir isso, são necessários momentos como este: espaços de reflexão, de escuta e de diálogo. Precisamos ouvir a dor do outro, compreender suas razões e entender que todos nós somos seres humanos, portadores dos mesmos direitos constitucionais”, relatou.

Conselheira do TCE, Naluh Gouveia, destacou a importância da lei. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

A conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Naluh Gouveia, ressaltou que a implementação da lei representa um momento histórico para o Acre.

“Hoje é um dia de felicidade. É motivo de alegria ver que o Estado do Acre quer se capacitar, quer enxergar as pessoas, mas, acima de tudo, quer acolhê-las. A palavra ‘letramento’ é extremamente importante. O que nós precisamos é de um verdadeiro letramento”, afirmou.

As ações previstas na legislação são direcionadas aos servidores do TCE e do Ministério Público de Contas (MPC), gestores e servidores estaduais, órgãos de controle e fiscalização, conselhos de políticas públicas, movimentos sociais e à sociedade em geral.

Presidente do conselho de Promoção da Igualdade Racial. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Já a presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coepir), Gorete Pinto, explicou que a legislação é resultado da mobilização do movimento negro acreano.

“Ela foi construída por muitas mãos e nasceu da necessidade do movimento negro de fazer com que as autoridades e toda a sociedade acreana compreendam que o racismo é estrutural, que ele permeia toda a nossa sociedade e, consequentemente, também está presente na realidade do Acre”, concluiu.

Também firmaram compromisso com a implementação da lei representantes das secretarias de Estado da Educação (SEE), da Saúde (Sesacre), de Governo (Segov), da Mulher (Semulher), da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), além do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar do Acre.

Membros de órgãos públicos formaram compromisso para execução de políticas públicas. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O secretário de Governo, Luiz Calixto, pontuou que a execução da lei é plenamente viável em todas as secretarias e órgãos estaduais.

“Tenho convicção de que esta lei vai se consolidar, porque todos nós, gestores públicos, seremos cobrados pela oferta desses cursos e pela sua efetiva implementação”, destacou.

A iniciativa contribui para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 5 – Igualdade de Gênero, o ODS 10 – Redução das Desigualdades e o ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial.

Compromisso

As autoridades signatárias comprometeram-se a implementar integralmente a legislação em seus respectivos órgãos; garantir recursos e infraestrutura para a realização do letramento presencial de 20 horas; cumprir as metas e os prazos definidos para regulamentação e fiscalização da lei; inserir o letramento sobre igualdade racial, de gênero e diversidade como eixo estratégico do desenvolvimento institucional; promover ambientes de trabalho inclusivos e livres de violência; instituir o Comitê de Acompanhamento da Implementação da Lei; e manter diálogo permanente com os movimentos sociais, fortalecendo o controle social e o monitoramento das ações desenvolvidas.

Fonte: Governo AC

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