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Da zona rural para a sala de aula, professor do Estado relata história de superação
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Entre os aprovados do concurso da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), o maior da história com 3 mil vagas, está o professor Edimar do Santos Passamani. Ele foi aprovado para lecionar a disciplina de física e já foi devidamente lotado no Instituto de Educação Lourenço Filho (IELF).
A história do professor Edimar dos Santos é de superação. Nascido na zona rural do município de Plácido de Castro, ele iniciou os estudos na Escola Santa Rita de Cássia, localizada no km 65 da rodovia AC-040, km 13 do ramal Eletra. Quando finalizou a 3ª série do ensino fundamental, anos iniciais, foi o único a avançar para a etapa seguinte.
“Quando comecei a estudar, em 1998, não tinha energia elétrica e sempre foi difícil, até para ter professor na zona rural, tanto que fiquei dois anos sem estudar porque não havia professor”, faz questão de lembrar.
Professor Edimar dos Santos superou muitos obstáculos até ser aprovado no concurso da educação. Foto: Douglas Bocardi/SEENesse período, ele acabou ajudando o pai na roça. O tempo passou e ele conheceu um programa de aprendizagem rural que hoje é o Caminho da Educação do Campo. “Foi uma experiência diferente de tudo o que havíamos vivenciado, a metodologia era inovadora”, recordou.
Já adulto, ele realizou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e na primeira vez não obteve êxito. Em 2012 fez novamente a prova e, em 2013, ingressou no curso de licenciatura em física na Universidade Federal do Acre (Ufac). Já na instituição, ele decidiu novamente fazer o Enem, dessa vez para Direito, momento em que conseguiu 940 pontos na redação.
Por toda esta trajetória, ao assumir o cargo de professor efetivo diz que o sentimento é de muita alegria. “Era o meu sonho quando estava no ensino médio, porque a vida na roça era muito pesada e eu acabei me inspirando nos meus ex-professores e todo o dia, quando acordo, eu penso que realizei um sonho. Então é muito gratificante”, enfatiza.
Amor pela educação
O professor Edimar faz questão de dizer que ama estar em sala de aula. Ele leciona desde 2017. “Lecionar não é simplesmente ensinar o que aprendi, o que está lá no currículo, mas poder transformar vidas e influenciar outros estudantes a buscarem o melhor para suas vidas”, afirma.
Ele foi incentivado por um ex-professor de matemática a fazer a licenciatura em física. Por um tempo ele lecionou matemática. “Me sentia um peixe fora d’água, porque eu não sabia muito de física, mas aos poucos eu fui estudando, me superando, me dedicando”, explicou.
Professor Edimar dos Santos: “Lecionar é transformar vidas”. Foto: Douglas Bocardi/SEEAlgumas vezes ele foi reprovado em concursos até ser aprovado em um processo seletivo. Lotado no IELF, onde já foi professor provisório. “Após sete anos atuando como professor temporário, agora em 2026 tomei posse como professor efetivo”, destacou.
“Foram 14 anos desde a conclusão do ensino médio até a efetivação no serviço público. Sair da zona rural com apenas algumas mudas de roupa e enfrentar o desconhecido em busca de um sonho foi uma verdadeira caminhada marcada por desafios, lutas e muita perseverança”, afirmou.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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