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Deracre faz manutenção em aeródromos do interior mantendo prioridade a voos de emergência
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O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), realiza serviços de manutenção em aeródromos do interior do estado, adotando horários operacionais temporários para garantir a segurança das operações aéreas durante a execução dos trabalhos nas pistas. As intervenções incluem nivelamento das pistas, correção de pontos desgastados e recomposição da superfície de pouso.
Durante a execução dos serviços, são estabelecidas janelas operacionais específicas por meio de Notam, aviso oficial da aviação civil utilizado para informar pilotos e operadores sobre alterações temporárias nas condições de funcionamento de aeródromos.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, explica que a medida é necessária para que as equipes possam atuar diretamente na pista sem comprometer a segurança das operações aéreas. “Quando temos máquinas e equipes trabalhando na pista, precisamos organizar o horário de funcionamento do aeródromo. Essa definição permite que os serviços avancem e, ao mesmo tempo, garante segurança para as aeronaves que utilizam essas estruturas”, afirma.
Atualmente, dois aeródromos do interior operam com horários temporários definidos. Em Feijó, as operações estão autorizadas das 6h às 13h, no período de 3 a 31 de março. Já no aeródromo de Marechal Thaumaturgo, os voos podem ser efetuados das 14h às 18h, entre os dias 16 de março e 15 de maio. Fora desses horários, as pistas permanecem temporariamente fechadas para operações regulares, permitindo a execução das atividades de manutenção.
Segundo Sula Ximenes, a adoção do Notam segue normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e permite que as obras sejam realizadas sem interromper completamente o funcionamento dos aeródromos. “A gente organiza a operação para que os voos continuem acontecendo em horários definidos, enquanto as equipes realizam a manutenção necessária para manter a pista em boas condições”, destaca.

Mesmo com as restrições operacionais temporárias, voos de emergência permanecem autorizados a qualquer momento. Situações como transporte de pacientes, missões médicas, operações de segurança e resgates podem utilizar os aeródromos independentemente do horário estabelecido.
“Os voos de emergência têm prioridade absoluta. O transporte de pacientes e as operações de saúde não podem esperar. Mesmo durante a manutenção, essas operações continuam acontecendo sempre que necessário”, reforça a presidente.
A movimentação aérea nos municípios do interior demonstra a importância dessas estruturas para a população. De acordo com o Relatório de Controle Aeroportuário do Deracre, os aeródromos estaduais registraram 1.061 voos em janeiro de 2026, distribuídos em oito municípios.

Do total registrado no período, 930 foram voos normais, 121 operações de tratamento fora de domicílio (TFD) durante o dia, oito TFD noturnos e dois voos com helicóptero. As operações ocorreram nos aeródromos de Porto Walter, Feijó, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Tarauacá, Xapuri, Jordão e Santa Rosa do Purus. O aeródromo de Feijó concentrou o maior número de operações no mês, com 449 voos. Em seguida aparecem Tarauacá, com 196 operações, Marechal Thaumaturgo com 134 e Jordão com 123. Também foram registrados 82 voos em Santa Rosa do Purus, 51 em Porto Walter, 22 em Manoel Urbano e quatro em Xapuri.

Para Sula Ximenes, os números reforçam a necessidade de manter as estruturas em boas condições de operação: “Quando olhamos para mais de mil voos em apenas um mês, percebemos o quanto essas pistas são essenciais para o Acre. É paciente sendo removido, equipe de saúde chegando ao interior e suprimentos sendo transportados. Manter esses aeródromos funcionando com segurança é garantir que o interior continue conectado”.
O Deracre segue executando o cronograma de manutenção em aeródromos estratégicos do estado, priorizando estruturas com maior volume de operações e que desempenham papel fundamental no atendimento à população em regiões de difícil acesso.
Fonte: Governo AC
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Curso forma novos condutores de turismo na APA Lago do Amapá para fortalecer atividade turística local
O governo do Estado, por meio das Secretarias de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete) e de Meio Ambiente (Sema), encerrou nesta sexta-feira, 19, o curso de condutores de turismo na Área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá. A formação teve como objetivo preparar moradores locais para atuar no turismo, fortalecer a valorização da área e contribuir para a geração de renda na comunidade.
O curso iniciou com aulas teóricas no último dia 18 e foi encerrado com uma atividade prática realizada dentro da APA. Durante a trilha, os participantes receberam orientações sobre condução turística, interpretação ambiental, biodiversidade, história local e atividades que podem ser desenvolvidas com visitantes.
Durante a trilha, participantes receberam orientações sobre condução turística, interpretação ambiental e biodiversidade do local. Foto: Uêslei Araújo/SeteA capacitação foi ministrada pelo guia turístico pela Sete, Mack Willison Araújo, que destacou a importância de preparar moradores para receber turistas e apresentar os atrativos da região.
“Para quem não conhece o nosso bioma amazônico, mas principalmente o Acre, porque o Acre tem uma história muito peculiar, nós temos um potencial enorme, bastante rico, com muito conhecimento tradicional, da flora, da fauna, da cultura e a nossa história.”, afirmou.
Capacitação foi ministrada pelo guia turístico pela Sete, Mack Willison Araújo. Foto: Uêslei Araújo/SeteSegundo Mack, a formação também busca incentivar atividades ligadas ao turismo de natureza, como a observação de pássaros, e movimentar a economia da comunidade.
“É importante formar condutores para trabalhar com o turismo local e deixar receita na comunidade”, afirmou.
Moradores participam da formação
Entre os participantes esteve Manoel Freire Chaves, morador da APA Lago do Amapá há décadas e integrante mais experiente da turma. Ele contou que acompanhou as mudanças na região e destacou a importância de participar da formação.
Manoel relembrou que, quando chegou ao local, a área ainda era um seringal e passou por diversas transformações ao longo dos anos.
“Hoje o Amapá não é mais aquele Amapá que era seringal há 40 anos atrás. Hoje já tem estrada, carro, energia, posto de saúde, escola. A gente vê tudo isso acontecendo”, relatou.
Para ele, atuar como condutor é uma oportunidade de compartilhar o conhecimento sobre o território.
“Eu não esperava um dia ser guia de alguém, mas para tudo tem um momento certo. As coisas vêm no caminho da vida da gente”, disse.
Entre os participantes esteve Manoel Freire Chaves, morador da APA Lago do Amapá há décadas e integrante mais experiente da turma. Foto: Uêslei Araújo/SeteA turma também contou com a participação de Adrieli Cristini da Silva, de 18 anos, a aluna mais jovem do curso. Moradora da região, ela destacou a relação da comunidade com a APA.
“Eu nasci e me criei aqui no meio da APA. É uma importância muito grande para a comunidade capacitar os moradores para elevar essa área e fazer outros estados e países conhecerem que o Acre existe e que a APA também existe”, afirmou.
Adrieli Cristini da Silva, de 18 anos, é a aluna mais jovem do curso. Foto: Uêslei Araújo/SeteValorização da comunidade e do patrimônio natural
O turismólogo da Sete, Francismay Costa, ressaltou a importância de envolver os moradores na atividade turística, considerando o conhecimento que possuem sobre a área.
Segundo ele, a formação permite que a própria comunidade participe da apresentação do território aos visitantes.
“É importante essa formação para os próprios moradores, porque eles conhecem a história, a cultura, a flora e a fauna daqui. Esse conhecimento tradicional também contribui para o trabalho futuro”, explicou.
Turismólogo da Sete, Francismay Costa, ressaltou a importância de envolver os moradores na atividade turística. Foto: Uêslei Araújo/SeteA APA Lago do Amapá possui uma trilha de 3,5 quilômetros, onde são desenvolvidas atividades relacionadas à educação ambiental e interpretação do território. De acordo com os participantes, a região reúne elementos naturais, culturais e históricos que podem ser apresentados aos visitantes.
Formação dos novos condutores busca criar uma estrutura de apoio para o turismo dentro da unidade de conservação. Foto: Uêslei Araújo/SeteA formação dos novos condutores busca criar uma estrutura de apoio para o turismo dentro da unidade de conservação, permitindo que moradores atuem diretamente na recepção de turistas e no desenvolvimento de atividades ligadas ao local.
Fonte: Governo AC
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