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Dia Nacional dos Profissionais da Educação reconhece a dedicação de quem faz a escola acontecer
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No dia 6 de agosto, enquanto o povo acreano relembra sua história de luta e conquista, também se celebra uma outra batalha diária e silenciosa: a dos profissionais da educação, cuja dedicação mantém em funcionamento a grande engrenagem que move milhares de estudantes em todo o país.

Instituído pela Lei nº 13.054/2014, o Dia Nacional dos Profissionais da Educação homenageia todos os servidores que atuam nas escolas além da docência, como, apoio administrativos, técnicos, cozinheiras escolares, auxiliares de serviços gerais, motoristas, vigias, agentes de portarias, entre outros. São profissionais essenciais para o funcionamento da escola pública e para o direito à aprendizagem.
Na rede estadual do Acre, mais de 2.150 profissionais de apoio administrativo atuam nos diversos setores da educação estadual, além dos mais de quatro mil colaboradores terceirizados que atuam nas áreas de cozinha, serviços gerais e vigilantes, entre outros.

É o caso da servidora Deusunina Nepomuceno, que há 39 anos trabalha como apoio administrativo na Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), em Rio Branco, hoje no Setor de Contratos Temporários.
“Passei uma vida aqui. Já trabalhei também por anos na Folha de Pagamento. Hoje, com a tecnologia, muita coisa mudou, mas sigo contribuindo. Me sinto gratificada. Foi uma vida dedicada à educação”, afirma a servidora, ao se preparar para a aposentadoria.
Antônio Saraiva é coordenador administrativo da Escola Almada Brito. Foto: Dayana Soares/SEEOutro exemplo é Antônio Saraiva, coordenador administrativo da Escola Almada Brito, também em Rio Branco, que foi aprovado para o cargo de apoio administrativo em 2015, em um concurso público. Hoje, na escola onde trabalha, é um elo essencial entre direção, setor pedagógico e comunidade.
“A escola é uma grande máquina. Se uma engrenagem falha, tudo para. O administrativo é braço direito da gestão, e temos contato direto com os alunos e com as famílias. Hoje, eles nos reconhecem, sabem quem somos. Isso mostra o quanto nosso trabalho também educa”, avalia Antônio.
Raimundo Justino da Silva trabalha há quase 40 anos na rede pública estadual. Foto: Dayana Soares/SEEHá histórias como a do agente de portaria Raimundo Justino da Silva, há quase 40 anos na rede pública, também representam esse comprometimento. Morador, desde a infância, do bairro Calafate, na capital, começou a carreira em escolas rurais, enfrentando lama, poeira e longas distâncias.
“O único trabalho que tive foi na Educação. Me orgulho disso. Trabalhei a vida toda nas escolas e sou muito bem acolhido por onde passo. Aqui, os alunos e os colegas me conhecem e me respeitam. Isso é o que importa”, celebra Raimundo.

Já Helly Sampaio comanda as panelas da cozinha da Escola Manoel Machado, na zona rural de Rio Branco. A vida da cozinheira escolar se entrelaça à história da escola. Hoje é avó da pequena Ana Beatriz, que estuda na unidade. E foi também na Manoel Machado que estudaram seus três filhos, hoje adultos, enquanto ela ali trabalhava.
“Eu agradeço a Deus todos os dias por esse trabalho; com ele pude criar meus filhos, que estudaram aqui, e por isso faço a comida com carinho. Sempre penso nos meus netos, nos meus filhos, nos filhos de outras mães. Aqui é uma grande família”, conta a cozinheira.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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