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Documentário destaca força e resistência de mulheres da Transacreana em Rio Branco
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Após um ano de trabalho coletando depoimentos, ouvindo mulheres que residem na estrada Transacreana, acompanhando o cotidiano de cada uma delas e desenvolvendo sua tese de pós-doutorado, a professora e ex-reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac), Rosana Cavalcante, realizou a primeira exibição do documentário Sementes de Resistência, no auditório do Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco.
O documentário, lançado nesta quinta-feira, 26, tem como objetivo dar visibilidade à força feminina no campo e às histórias de resistência das agricultoras da região. O trabalho envolveu cerca de 400 mulheres do Movimento de Mulheres Camponesas da Transacreana, acompanhando as estratégias utilizadas por elas para a preservação das práticas agrícolas, manutenção de saberes tradicionais e fortalecimento da segurança alimentar tanto nas comunidades rurais quanto na área urbana da capital acreana.
“Achei tudo tão incrível que pensei: não é possível que só eu conheça essas histórias. Foi então que decidi produzir um documentário para que elas mesmas pudessem contá-las ao mundo.” Foto: Ingrid Kelly/SecomA idealizadora do curta-metragem explicou como surgiu a proposta e como se desenvolveu o projeto. “A ideia inicial era trabalhar com os quintais produtivos dessas mulheres da Transacreana, abordando agro biodiversidade e mudanças climáticas. Quando cheguei lá e comecei a aplicar um questionário estruturado sobre esses temas, elas passaram a contar suas histórias, tendo esse contexto como pano de fundo. Durante seis meses, suspendi o projeto inicial apenas para ouvi-las. Achei tudo tão incrível que pensei: não é possível que só eu conheça essas histórias. Foi então que decidi produzir um documentário para que elas mesmas pudessem contá-las ao mundo. Assim nasceu Sementes de Resistência, como uma homenagem a essas mulheres guerreiras do sudoeste da Amazônia, aqui do Acre, em uma região periurbana, muito próxima da cidade, mas ainda pouco conhecida”, relatou Rosana Cavalcante.
A ex-reitora do Ifac também destacou a emoção de ver as histórias ganhando visibilidade e reconhecimento. “Está lindíssimo. Elas vão se sentir homenageadas no momento em que se reconhecerem na tela, ao verem suas próprias histórias sendo contadas. É emocionante acompanhar esse processo”, finalizou.
A estrada da Transacreana abriga aproximadamente 10 mil pessoas ao longo de seu percurso, reunindo uma rica biodiversidade típica da Amazônia, com espécies que, em alguns casos, existem apenas no Acre. Por esse motivo, a pesquisa de pós-doutorado teve como base os quintais produtivos e o modo de vida das famílias que vivem na região.
“Nosso trabalho na comunidade envolve a produção de goma e farinha, a venda de banana, macaxeira e feijão, além de frutas como laranja e limão. Tudo iisso vem da roça e nos dá muito orgulho”. Foto: Ingrid Kelly/SecomPara Waldirene Oliveira Lima Bastos, 43 anos, produtora rural e presidente da Associação Amazônia Legal, no ramal do Jarinal, ver sua história e a de tantas outras mulheres sendo retratadas em um documentário tem um significado profundo. “Representa muita coisa, porque estão contando a nossa história, o nosso sofrimento e o nosso legado. Todos nós temos algo a aprender e a ensinar. O nosso trabalho na comunidade envolve a produção de goma e farinha, a venda de banana, macaxeira, efeijão, além de frutas como laranja e limão. Tudo isso vem da roça e nos dá muito orgulho”, afirmou.
Em um passado não tão distante, o papel da mulher no meio rural era restrito às atividades domésticas, como: cuidar da casa, dos filhos e da alimentação da família. Com os avanços na luta por igualdade de gênero e o reconhecimento da importância feminina no desenvolvimento econômico, muitas passaram a assumir funções de liderança, gerir associações, cooperativas e seus próprios empreendimentos.
“Antigamente, nós não tínhamos voz. Quando perguntavam nossa profissão, dizíamos que éramos donas de casa. Hoje, somos agricultoras, temos autonomia, temos nosso próprio negócio. Ver nossa história sendo mostrada para tantas pessoas é algo que não tem explicação”. Foto: Ingrid Kelly/Secom“Antigamente, nós não tínhamos voz. Quando perguntavam nossa profissão, dizíamos que éramos donas de casa. Hoje, somos agricultoras, temos autonomia e o nosso próprio negócio. Ver nossa história sendo mostrada para tantas pessoas é algo que não tem explicação. Muitas das minhas amigas criam gado, trabalham com galinheiro. Eu, por exemplo, tenho o meu próprio negócio. Produzo leite, queijo, trabalho com aves e vendo ovos. De tudo um pouco, consigo colocar alimento na minha mesa. E tudo isso aprendi com meus pais”, destacou Marines Mérces de Barros Silva, 41 anos, produtora rural e pastora.
Após a exibição do documentário, os organizadores realizaram homenagens às mulheres que participaram e contribuíram com o projeto desenvolvido por Rosana Cavalcante. Entre as homenageadas esteve a vice-governadora Mailza Assis, que também participou das gravações e destacou a importância do trabalho desenvolvido pelas mulheres da Transacreana.
“Nosso trabalho é dedicado a essas mulheres – empreendedoras, extrativistas, agricultoras familiares – que sustentam a economia do campo. Vamos buscar meios para fortalecer esse trabalho e garantir renda, dignidade e protagonismo, para que cada mulher seja autora da própria história.” Foto: Neto Lucena/Secom“Nosso trabalho é dedicado a essas mulheres – empreendedoras, extrativistas e agricultoras familiares – que sustentam a economia do campo. Vamos buscar meios de fortalecer essa atuação, garantindo renda, dignidade e protagonismo, para que cada mulher seja autora da própria história”, destacou Mailza Assis.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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