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Educação do Acre entrega tablets para alunos de escolas de ensino integral
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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) realizou na manhã desta quinta-feira, dia 30, a entrega de tablets com chips para alunos de escolas de ensino integral. Neste momento, foram contempladas as escolas Humberto Soares da Costa, no bairro José Augusto, e a Escola José Ribamar Batista (Ejorb), no bairro Aeroporto Velho.
Para os alunos da primeira série do ensino médio da escola Humberto Soares foram entregues 154 tablets e para os alunos da Ejorb 239 novos tablets. Ao todo, foram investidos R$ 159,4 mil na aquisição dos equipamentos, sendo R$ 62,7 mil na Humberto Soares e R$ 96,7 mil na Ejorb.
No total, 393 tablets foram entregues nesta quinta-feira. Foto: Mardilson Gomes/SEEDe acordo com o chefe do Departamento de Tecnologias Educacionais e Informática (Detei) da SEE, José Carlos Batista de Souza Neto, a previsão é de que sejam entregues, ainda em 2026, mais de 15 mil tablets para os alunos que ingressaram esse ano no ensino médio em todos os municípios acreanos com investimentos de R$ 15,1 milhões.
“Hoje, o nosso aluno é globalizado, ele precisa de acesso à internet e a gente também precisa ensinar ele a usar essa nova ferramenta de forma benéfica e as nossas escolas precisam estar equipadas, com uma internet de qualidade para que os nossos professores possam desenvolver um bom trabalho”, afirmou.
Professora Juliana Marinho: “Vai ajudar muito os alunos”. Foto: Mardilson Gomes/SEENa Escola Humberto Soares, a diretora Juliana Marinho, agradeceu a entrega dos tablets. “É importante a entrega para esses meninos, ajuda muito na questão do ensino-aprendizagem e faz com que eles usem as mídias a favor deles, porque aqui na escola esses tablets são muito bem utilizados, ajuda eles a fazer os trabalhos e as pesquisas”, destacou.
A professora de história Larissa Dias também fez questão de destacar a importância dos equipamentos para os estudantes. “Com esses equipamentos, nós, professores, podemos preparar aulas mais interativas, como a gamificação. Eu utilizo em minhas revisões essas ferramentas de game e eles precisam desses tablets para estar interagindo e aprendendo de forma mais didática e dinâmica”, explicou.
Focados para o Enem
Mesmo sendo alunos da primeira série do ensino médio, os estudantes que estão recebendo os tablets dizem estar focados no Enem. É o caso da aluna Clayane Rolon, da primeira série da escola Humberto Soares. Para ela, o equipamento será fundamental para os estudos.
“Ele vai ser muito bom para a gente fazer o Enem, para que a gente possa focar nos estudos. Como eu sempre digo, o tablet não é somente para a gente mexer nas redes sociais, é para a gente estudar, para assistir as aulas e também ficar atento às notícias da escola”, frisou.
Alunos destacaram a importância dos tablets para os estudos. Foto: Mardilson Gomes/SEEJá o estudante Pablo Silva de Lima, também da primeira série do ensino médio da escola Humberto Soares, destaca que muitos alunos não têm condições de ter um computador. “Para mim, a internet é muito melhor para estudar do que somente com livros e cadernos. Eu, particularmente, não consigo aprender somente lendo e escrevendo e com o tablet dá para assistir as vídeos-aulas”, disse.
O aluno Luan Ribeiro, também da Escola Humberto Soares, disse estar feliz pelo tablet e com o avanço da tecnologia na educação. “Eu vejo que no tempo dos meus pais não havia essa facilidade para os estudos e, mesmo hoje, alguns alunos não têm condições de ter uma internet boa, um celular bom, então isso é bom para todos nós”, afirmou.
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Governo do Acre participa de mesa de diálogo sobre implementação da Lei do Letramento Racial
Reforçando o compromisso do governo do Acre com a promoção de políticas de igualdade racial, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) participou, nesta sexta-feira, 19, da Mesa de Diálogo para Implementação da Lei Estadual nº 4.328/2024, que institui o letramento racial e de gênero nos órgãos públicos estaduais e a assinatura de termo de compromisso.
Encontro foi marcado pela presença de instituições, entidades e organizações da sociedade civil. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDHO encontro foi realizado no plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE) e reuniu representantes de instituições públicas das áreas de saúde, educação, segurança pública, assistência social, além de entidades, associações, conselhos e movimentos sociais.
Durante a solenidade, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, destacou o compromisso da pasta com a promoção da igualdade racial e o apoio do governo à implementação da legislação.
João Paulo Silva assinou termo de compromisso, garantindo a execução da lei de letramento. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH“Em nome do governo do Estado do Acre e da governadora Mailza Assis, asseguro que as políticas afirmativas, o diálogo, a construção coletiva e o fortalecimento das ações voltadas à igualdade racial terão sempre o apoio da SEASDH. Estamos à disposição para somar forças com esta equipe técnica maravilhosa, que já realiza um trabalho tão importante”, afirmou.
A Lei nº 4.328/2024 estabelece a realização obrigatória de, no mínimo, 20 horas de letramento presencial sobre raça, gênero, etnia e diversidade para gestores públicos e ocupantes de cargos comissionados, com o objetivo de qualificar servidores e fortalecer a promoção da equidade na administração pública estadual.
Almerinda Cunha falou sobre a importância da lei e o preconceito que pessoas negras convivem no dia a dia. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDHRepresentando a Associação de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha enfatizou que o enfrentamento ao racismo passa pela educação e pelo diálogo.
“Se pararmos para pensar, todos nós fomos educados dentro de uma sociedade racista. Fomos educados para reproduzir preconceitos, discriminar o diferente e julgar o outro. Essa foi a formação social que recebemos ao longo da vida. Para desconstruir isso, são necessários momentos como este: espaços de reflexão, de escuta e de diálogo. Precisamos ouvir a dor do outro, compreender suas razões e entender que todos nós somos seres humanos, portadores dos mesmos direitos constitucionais”, relatou.
Conselheira do TCE, Naluh Gouveia, destacou a importância da lei. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDHA conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Naluh Gouveia, ressaltou que a implementação da lei representa um momento histórico para o Acre.
“Hoje é um dia de felicidade. É motivo de alegria ver que o Estado do Acre quer se capacitar, quer enxergar as pessoas, mas, acima de tudo, quer acolhê-las. A palavra ‘letramento’ é extremamente importante. O que nós precisamos é de um verdadeiro letramento”, afirmou.
As ações previstas na legislação são direcionadas aos servidores do TCE e do Ministério Público de Contas (MPC), gestores e servidores estaduais, órgãos de controle e fiscalização, conselhos de políticas públicas, movimentos sociais e à sociedade em geral.
Presidente do conselho de Promoção da Igualdade Racial. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDHJá a presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coepir), Gorete Pinto, explicou que a legislação é resultado da mobilização do movimento negro acreano.
“Ela foi construída por muitas mãos e nasceu da necessidade do movimento negro de fazer com que as autoridades e toda a sociedade acreana compreendam que o racismo é estrutural, que ele permeia toda a nossa sociedade e, consequentemente, também está presente na realidade do Acre”, concluiu.
Também firmaram compromisso com a implementação da lei representantes das secretarias de Estado da Educação (SEE), da Saúde (Sesacre), de Governo (Segov), da Mulher (Semulher), da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), além do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar do Acre.
Membros de órgãos públicos formaram compromisso para execução de políticas públicas. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDHO secretário de Governo, Luiz Calixto, pontuou que a execução da lei é plenamente viável em todas as secretarias e órgãos estaduais.
“Tenho convicção de que esta lei vai se consolidar, porque todos nós, gestores públicos, seremos cobrados pela oferta desses cursos e pela sua efetiva implementação”, destacou.
A iniciativa contribui para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 5 – Igualdade de Gênero, o ODS 10 – Redução das Desigualdades e o ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial.
Compromisso
As autoridades signatárias comprometeram-se a implementar integralmente a legislação em seus respectivos órgãos; garantir recursos e infraestrutura para a realização do letramento presencial de 20 horas; cumprir as metas e os prazos definidos para regulamentação e fiscalização da lei; inserir o letramento sobre igualdade racial, de gênero e diversidade como eixo estratégico do desenvolvimento institucional; promover ambientes de trabalho inclusivos e livres de violência; instituir o Comitê de Acompanhamento da Implementação da Lei; e manter diálogo permanente com os movimentos sociais, fortalecendo o controle social e o monitoramento das ações desenvolvidas.
Fonte: Governo AC
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Mardilson Gomes/SEE
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