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Educação do Acre inicia entrega de tablets para as escolas de ensino integral

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) iniciou na manhã desta segunda-feira, 2, a entrega de tablets para estabelecimentos de ensino integral em Rio Branco. As escolas Jovem Boa União, localizada na região da Baixada da Sobral, e Glória Perez, no Xavier Maia, foram as primeiras a receber os equipamentos.

Neste ano, a previsão da Educação é entregar mais de 15 mil tablets e mais 31 mil chips de internet, cujos investimentos podem ultrapassar os R$ 17 milhões, sendo R$ 11,8 em tablets e mais R$ 5,8 em chips. Nesta etapa foram entregues 121 tablets para a Escola Jovem Boa União e outros 143 para a Escola Glória Perez.

Para a diretora da Jovem Boa União, Samyle Vieira, os tablets são de fundamental importância para os alunos: “Ajudam no dia a dia e no aprendizado também; eles fazem uso de novas tecnologias e estamos avançando muito”.

Entrega dos tablets começou pelas escolas integrais. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Com os tablets, os professores planejam, se organizam, tiram o dia para aquela aula, passam atividades para os alunos levarem para casa através dos tablets e podem aprimorar o seu conhecimento”, explica a diretora.

Utilizando os tablets, os professores organizam o conteúdo, planejam, fazem a sequência didática e levam para sala de aula. É o caso da professora de matemática Ana Karoline Camurça, que ministra aulas para a 2ª e 3ª série do ensino médio na Escola Boa União.

Diretora Samyle Vieira: “Ajudam no dia a dia da escola”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo Ana Karoline, os tablets têm sido fundamentais como ferramenta para auxiliar dentro de sala de aula. “Estamos em uma geração que usa a tecnologia a todo momento, usa internet, então temos que usar ao nosso favor em sala de aula, já que é uma ferramenta que, se o professor souber usar, é de grande valia”, declara.

Previsão é entregar 15 mil tablets aos estudantes somente este ano. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Os tablets entregues nesta segunda-feira, 2, são para os alunos novos, da 1ª série do ensino médio, mas os antigos também já fazem uso da ferramenta. É o caso de Waldemar Israel da Silva, da 3ª série. “Os tablets tem ajudado muito, a todos os alunos, tanto na escola quanto em casa”, afirma.

Segundo o estudante, os tablets tem ajudado em algumas disciplinas: “Principalmente práticas laboratoriais, nessas questões que a gente tem dúvidas, a gente vai lá e pesquisa no tablet”.

Fonte: Governo AC

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Operação Caminhos Seguros combate crimes contra crianças e adolescentes no Acre, com mais de 900 pessoas alcançadas

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A Polícia Civil do Acre (PCAC) apresentou o balanço final da Operação Caminhos Seguros 2026, realizada entre os dias 4 e 18 de maio. A ação, que faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), teve como foco o enfrentamento de todas as formas de violência e exploração contra crianças e adolescentes.

Durante os 15 dias de mobilização, a PCAC atuou de forma intensificada em todo o território acreano, com atenção especial e reforço de equipes nos municípios de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Foram 15 dias de ações intensificadas em todo o estado, com foco absoluto no combate à violência contra crianças e adolescentes. Foto: cedida

Para cobrir a vasta extensão do estado, o planejamento estratégico mobilizou um expressivo efetivo policial, apoiado por 33 viaturas. A estratégia dividiu-se em três frentes principais: prevenção educativa, diligências de apuração e repressão qualificada.

Reforçando a informação como primeira barreira de defesa, a operação realizou 14 ações educativas, visitando 6 escolas e alcançando diretamente 905 pessoas, entre estudantes, pais e educadores. Além disso, 7 locais foram rigorosamente fiscalizados para coibir a presença ou exploração de menores.

Foram realizadas 14 ações educativas, que conscientizaram 905 pessoas Foto: cedida

No campo das diligências, o disque-denúncia foi um forte aliado. A Polícia Civil recebeu 56 denúncias, das quais 47 já foram totalmente apuradas, resultando na identificação de 49 suspeitos e no mapeamento de 7 locais críticos. Ao todo, 230 vítimas receberam atendimento e acolhimento especializado.

A resposta repressiva contou com 12 prisões efetuadas (5 em flagrante delito e 7 em cumprimento de mandados de prisão), 2 mandados de busca e apreensão (MBA) cumpridos e uma apreensão de material pornográfico exibindo o público infantojuvenil.

Aa atividade cartorária trabalhou em ritmo de plantão e alcançou números expressivos de produtividade:

  • Boletins de Ocorrência (BO) registrados: 148
  • Inquéritos Policiais (IPL) instaurados: 99
  • IPLs concluídos: 94
  • Medidas cautelares representadas: 11
  • Medidas protetivas de urgência solicitadas: 13
  • Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO): 1
Trabalhos foram intensificados em municípios estratégicos, como Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. Foto: cedida

“O balanço da Operação Caminhos Seguros demonstra o compromisso inabalável da nossa instituição em proteger o futuro do Acre. Unir forças com o Ministério da Justiça nos permitiu coibir a atuação de criminosos que cruzaram a linha da integridade das nossas crianças. Conseguimos dar uma resposta rápida tanto na capital quanto nos municípios mais isolados, mostrando que a Polícia Civil está presente em cada canto do estado”, destacou o delegado-geral da PCAC, Pedro Buzolin.

De acordo com a coordenadora de Proteção aos Grupos Vulnerabilizados e do Programa Bem-Me-Quer, Juliana De Angelis, o fim da operação nacional não cessará os trabalhos no estado. As investigações, o monitoramento de áreas de risco e o atendimento especializado às vítimas prosseguem de forma contínua em todas as delegacias do Acre. Denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque 100 ou diretamente nas unidades policiais.

Durante Operação Caminhos Seguros 2026, Polícia Civil do Acre não atuou apenas na repressão, mas também levou informação às salas de aula. Foto: cedida

“Mais do que os números de prisões, o que nos move nesta operação é o alcance social e o acolhimento. Conseguimos atender mais de 230 vítimas e levar palestras preventivas para quase mil pessoas nas escolas. O combate à violência contra o público infantojuvenil começa na quebra do silêncio. Quando a população denuncia e nós conseguimos tirar o agressor de circulação e solicitar medidas protetivas, salvamos vidas. O Programa Bem-Me-Quer e toda a coordenação seguem firmes para garantir que esses caminhos continuem seguros e que as nossas crianças possam crescer protegidas”, disse Juliana De Angelis.

Fonte: Governo AC

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