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Educação do Acre realiza investimentos na Escola Agrícola Jean Pierre Mingan

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Localizada no km 6 do Ramal Progresso, no município de Acrelândia, a Escola Família Agrícola Jean Pierre Mingan, que este ano passará a ser integral, está recebendo do governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), uma série de investimentos, sobretudo de manutenção predial.

Escola Jean Pierre Mingan passará a ser integral a partir de 2026. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Criada no dia 20 de dezembro de 2010, a instituição tem, além de 105 alunos, seis professores provisórios e um efetivo, lotado no último concurso realizado pela Educação. Possui três turmas de ensino médio, uma da 1ª série, outra da 2ª e uma outra da 3ª.

Os alunos estudam as disciplinas do eixo comum e mais disciplinas específicas à formação técnica agrícola. De acordo com o gestor da escola, Ricardo Barros, trabalha-se a pedagogia da alternância, em que os alunos ficam duas semanas na escola e outras duas com a família.

“Temos 9h de aulas diariamente e também atividades práticas do meio agrícola, com plantação de café, horta, urucum, macaxeira e banana. Essa manutenção está sendo muito importante, pois vamos ganhar uma cozinha nova, além da pintura e outras intervenções”, relata.

A maioria dos alunos da instituição são provenientes de Acrelândia, Plácido de Castro, Rio Branco, Senador Guiomard, Vila Campinas e Ramal Nabor Júnior, além de localidades do Amazonas (Boca do Acre e Lábrea) e Rondônia (Nova Califórnia, Extrema e Vista Alegre do Abunã).

“Graças à secretaria temos feito um bom trabalho desde o ano passado. Temos alunos de três estados e agora ganhamos uma nova identidade: somos uma escola de ensino integral e nossos profissionais sempre trabalham bastante, visando à melhor educação para os nossos alunos, com o curso técnico em agropecuária”, explica.

Professor Ricardo Barros; “Importância da parceria com a Secretaria de Educação”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Durante o ano letivo, as aulas são divididas em dez sessões escolares e outras sessões familiares. “Tudo isso para que o aluno possa aprender, não somente a parte cognitiva, mas também a parte pedagógica, conviver em sociedade com todos os colegas e, ao fim da 3ª série, sair como um profissional apto a trabalhar como técnico agropecuário”, detalha.

Aluna de Lábrea, no Amazonas

Entre os alunos matriculados na escola está Joérica Zanateli. Acompanhada da sua mãe, Jéssica, e do pai, Silvano, a estudante é moradora do Projeto de Assentamento Monte, cujo acesso se dá pelo município de Boca do Acre (AM).

Como na cidade amazonense não há escola técnico-agrícola, Joérica resolveu se matricular na Jean Pierre Mingan. “Eu não quis ficar estudando lá; aqui a gente já sai com um diploma e gostei muito do espaço e do atendimento. As minhas expectativas são muito boas”, ressalta.

Aluna Joérica Zanateli com a família: opção pelo estudo técnico-agrícola. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Silvano Gomes tem a mesma explicação. “Achamos essa opção melhor, porque ela tem como fazer o ensino médio e sair formada em técnica agrícola”, explica.

Além da matrícula, a família foi fazer o reconhecimento da escola: “Gostamos, gostei muito da infraestrutura e achamos o lugar ideal para ela. Então resolvemos fazer a matrícula. Ela está muito interessada, porque é uma área que ela gosta muito”, conta.

Novos profissionais

A Escola Família Agrícola Jean Pierre Mingan ganhou dois novos profissionais efetivos no último concurso da Educação. Além de um professor efetivo, também foi lotado Fernando Alves, aprovado como apoio administrativo, contribuindo no processo de matrícula.

Aprovado no concurso da Educação, Fernando Alves já está trabalhando na escola e auxiliando no processo das matrículas. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Morador de Acrelândia, o servidor já realizou outros processos seletivos, mas para a Educação foi o primeiro. “Fui aprovado em alguns processos, mas como efetivo é o primeiro e é também o meu primeiro trabalho no serviço público”, diz.

Para Fernando, ser aprovado no concurso e estar lotado na escola traz uma sensação especial e boas perspectivas: “É um sonho que está sendo realizado, porque não é para qualquer um passar em um concurso público efetivo. A minha expectativa aqui é somar com a Educação do Estado, fazer um bom trabalho aqui na escola e somar com os novos parceiros”.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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