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Educação inicia Censo Escolar 2026 na região do Juruá com formação de profissionais de seis municípios
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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) realizou nesta terça-feira, 2, no Teatro dos Náuas, em Cruzeiro do Sul, a abertura oficial do Censo Escolar 2026 para a regional do Juruá. A ação reuniu representantes das redes estadual, municipal e privada de ensino de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Rodrigues Alves, Tarauacá e Feijó.
O evento integra uma série de três aberturas regionais promovidas pela SEE. A primeira foi realizada em Rio Branco, com escolas do Baixo Acre. A terceira está prevista para contemplar demais regionais do estado.
O objetivo da iniciativa é capacitar os profissionais responsáveis pela coleta de dados e reforçar a importância do recenseamento como ferramenta de planejamento e financiamento das políticas educacionais.
O estado do Acre conta com 1.521 escolas e 251 mil alunos matriculados. Só na regional do Juruá, são 704 unidades escolares, quase metade do total estadual, e 88 mil estudantes. Em Cruzeiro do Sul, maior município da regional, funcionam 25 escolas estaduais, com 17.900 alunos matriculados, dos quais 2.400 têm alguma deficiência.
Abertura do Censo Escolar 2025 reuniu gestores e técnicos de seis municípios da regional do Juruá no Teatro dos Náuas, em Cruzeiro do Sul. Foto: Gledisson Albano/SEEO coordenador estadual do Censo Escolar, Jelsoni Calixto, destacou que a coleta precisa ser realizada com qualidade e fidedignidade, pois os dados levantados são a base para o repasse de recursos federais essenciais à educação.
“Não há recurso que chegue da educação que não passe pelo crivo do Censo Escolar”, afirmou Calixto, citando programas como o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o programa Água no Campo e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que financia o pagamento de professores e demais servidores da Educação.
O coordenador ressaltou ainda que os dados do Censo permitem identificar demandas específicas das comunidades e orientar a implementação de políticas públicas.
“Se eu identifico que uma comunidade tem professores sem formação superior, consigo implementar lá um curso de pedagogia. Isso melhora tanto a vida dos professores quanto dos alunos”, exemplificou.
Evento orientou equipes sobre a importância da coleta fidedigna de dados para o repasse de recursos educacionais. Foto: Gledisson Albano/SEEO Censo Escolar 2026 iniciou a coleta de dados em 27 de maio, com encerramento previsto para 31 de julho.
Para o chefe do Departamento de Dados e Estatísticas Educacionais da SEE, Wanderlei Rocha, o Censo vai além do levantamento de informações financeiras.
“O Censo é a estatística da educação. Ele faz um retrato completo, se os números estão crescendo, se estão diminuindo, como está a questão da evasão, a questão da aprovação. É em cima disso que são elaboradas políticas para atender as necessidades da educação”, disse.
Rocha alertou para uma tendência preocupante: após crescimento contínuo até 2021, as matrículas no estado passaram a registrar queda. No ano passado, o decréscimo ficou entre 7% e 8%, e a previsão é que a redução alcance 9% na comparação entre 2025 e 2026.
“Daí a importância de preencher os dados corretamente, para que se possa continuar tendo acesso aos recursos necessários para manter a educação funcionando”, reforçou.
A secretária de Educação de Cruzeiro do Sul, Rosa Lebre, ressaltou a importância da participação de todas as escolas no processo. “O Censo dá o norte. Todos os recursos dependem desses números que são coletados. Sem Censo, não haverá recurso”, afirmou.
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Gledisson Albano/SEE
Foto: Gledisson Albano/SEE
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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