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Com 80,2 milhões de dólares em movimentações, exportações do Acre crescem 12% e registram maior saldo comercial dos últimos anos
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Impulsionado pelas exportações de carne bovina, suína e soja, o Acre registrou crescimento de 12% nas vendas externas entre janeiro e outubro deste ano, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O desempenho garantiu ao estado um superávit comercial de US$ 80,2 milhões no período. Já as importações recuaram 7,1%, somando US$ 3,9 milhões, fortalecendo sua posição comercial.
Exportações de carne bovina e suína puxaram saldo da balança comercial. Foto: Neto Lucena/SecomA balança comercial é o indicador que revela a diferença entre o que um estado exporta e o que importa em determinado período. Quando as exportações superam as importações, há superávit comercial; no caso contrário, quando se compra mais do que se vende ao exterior, resulta em déficit. Esse saldo funciona como um termômetro da saúde econômica, da competitividade internacional e da capacidade produtiva de um estado ou país.
Com o desempenho atual, o Acre já se aproxima do patamar de superar o volume total de exportações registrado em 2024, que foi de US$ 87,3 milhões. No acumulado entre janeiro e outubro, esse é o maior valor movimentado dos últimos nove anos. O saldo da balança comercial também bateu recorde para o período, reforçando o avanço do estado no comércio exterior.

Os dados apontam que o principal destino das exportações acreanas entre janeiro e outubro foi o Peru, responsável por 27,5% das operações, com movimentações que somaram US$ 23,1 milhões. Na sequência, destacam-se os Emirados Árabes Unidos, com 9,9% e US$ 8,4 milhões em compras, e as Filipinas, que adquiriram US$ 5,6 milhões em produtos do Acre, representando 6,7% do total exportado.
Os principais produtos responsáveis pelas exportações acreanas foram a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, a soja e a carne suína, que responderam, respectivamente, por 25,7%, 24,2% e 16,5% do total comercializado no período.
Já nas importações, o Acre adquiriu principalmente aeronaves e outros equipamentos, que representaram cerca de 50% do total comprado no período. Também foram importadas máquinas e dispositivos especializados voltados para setores industriais específicos, incluindo peças e componentes.
Balança comercial no Acre registra o maior saldo desde 2016, aponta levantamento. Imagem: reproduçãoDados de outubro
Considerando apenas o mês de outubro, as exportações do Acre somaram US$ 8,9 milhões, registrando uma alta de 48,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações totalizaram US$ 850 mil, resultando em um superávit comercial de US$ 8 milhões no mês. O pico das exportações ocorreu em abril, quando o estado alcançou US$ 16,9 milhões em vendas ao exterior. No último mês, os Emirados Árabes Unidos lideraram como principal destino, com 30,4% das movimentações, seguidos por Peru (16,8%) e Egito (13,2%). Os produtos mais vendidos continuaram sendo carne bovina e suína, que representaram 51,2% das negociações.
Peru liderou compras entre janeiro e outubro de 2025. Imagem: reproduçãoO governador Gladson Camelí destaca que o resultado da balança comercial mostra que o Acre está avançando com responsabilidade e visão de futuro.
“O crescimento das exportações, especialmente de produtos como carne e soja, reflete o esforço conjunto entre governo, setor produtivo e parceiros internacionais. O superávit histórico na balança comercial é mais do que um número, é o sinal de que estamos gerando oportunidades, fortalecendo nossa economia e colocando o Acre no mapa do comércio global. Seguiremos trabalhando para atrair investimentos, abrir novos mercados e garantir que esse desenvolvimento chegue a todas as regiões do estado, sempre com respeito ao meio ambiente e às nossas comunidades”, afirma.
Diferença entre exportação e importação segundo o MDIC
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, os conceitos de exportação e importação são definidos da seguinte forma:
– Exportação: é o envio de bens ou serviços produzidos no Brasil para serem comercializados em outros países. Representa uma entrada de recursos na economia nacional, pois gera receita em moeda estrangeira.
– Importação: é a aquisição de bens ou serviços estrangeiros para consumo ou produção dentro do Brasil. Representa uma saída de recursos, já que envolve pagamento a fornecedores externos.
Essas operações são registradas com base no valor FOB (Free on Board), que considera o custo da mercadoria até o ponto de embarque, excluindo frete e seguro internacional.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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