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Educação lança guia com estratégias de acolhimento e segurança para o retorno às aulas na rede estadual

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) lançou o guia Estratégias Pedagógicas de Retorno à Escola, documento que reúne orientações de acolhimento emocional, fortalecimento da segurança escolar e apoio às equipes gestoras no retorno às aulas da rede estadual. O material foi elaborado de forma integrada pelo Departamento de Segurança Escolar, Divisão de Psicologia, Departamento de Educação Especial e demais áreas técnicas da SEE.

Dentre os principais pontos, o material destaca a necessidade de acolhimento emocional no retorno às atividades, com atenção especial aos sinais de sofrimento psicológico em crianças, adolescentes e servidores. O guia orienta escolas e famílias a observarem comportamentos como crises de ansiedade, dificuldades de concentração e alterações no sono.

Segundo o secretário de Educação e Cultura, Reginaldo Prates, o documento representa um esforço conjunto para garantir um retorno seguro e humanizado às atividades escolares.

Secretário de Educação, Reginaldo Prates, destaca o esforço conjunto para garantir um retorno às aulas acolhedor e seguro. Foto: Mardilson Gomes/ Ascom SEE

“A escola precisa continuar sendo um espaço de acolhimento, proteção e construção da cultura de paz. Este guia foi elaborado para apoiar nossas equipes gestoras, professores, estudantes e famílias neste momento delicado, fortalecendo a escuta, o cuidado emocional e a atuação integrada da rede de proteção”, destacou o secretário.

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A recomendação é que as escolas priorizem, nos primeiros dias de aula, atividades voltadas ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como empatia, cooperação, autocuidado, resiliência e cultura de paz.

O guia também apresenta um cronograma de acolhimento dividido em três etapas. No primeiro dia, as ações são voltadas ao fortalecimento das equipes escolares. No segundo dia, o foco estará no acolhimento das famílias, por meio de reuniões de esclarecimento sobre os protocolos de segurança, canais de apoio e orientações sobre possíveis reações emocionais dos estudantes.

“A escola precisa continuar sendo um espaço de acolhimento, proteção e construção da cultura de paz”, afirma o secretário. Foto: Mardilson Gomes/Ascom SEE

Por fim, no terceiro dia, as ações serão direcionadas aos estudantes, por meio de rodas de conversa, aplicação de sequências didáticas e atividades pedagógicas sobre bullying, preconceito, racismo, segurança e convivência escolar. O material também dedica uma seção específica ao público da Educação Especial.

Além das orientações pedagógicas, o guia traz um protocolo de segurança escolar com fluxos de atendimento para situações de ameaça, incluindo registro formal de ocorrências, acionamento da rede de proteção, acompanhamento psicológico e articulação com órgãos como Conselho Tutelar, Ministério Público, Cras, Creas e forças de segurança.

“Nossa intenção é que esse guia seja utilizado pelas escolas da rede estadual como referência para o desenvolvimento das ações de acolhimento e fortalecimento da convivência escolar nas próximas semanas”, relatou o secretário. Ele informou, ainda, que haverá atuação integrada das forças de segurança, com reforço do policiamento ostensivo e visitas às unidades escolares em parceria com a Polícia Militar do Acre (MPAC), Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) e Departamento Estadual de Trãnsito do Acre (Detran).

Clique aqui e acesse o guia Estratégias Pedagógicas de Retorno à Escola.

Fonte: Governo AC

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Sepi reúne instituições para fortalecer plano de contingência voltado aos povos indígenas

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Com ênfase nas ações preventivas e emergenciais voltadas às populações originárias do Acre, o governo do Estado, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), reuniu, na última sexta-feira, 29, representantes de órgãos estaduais e instituições parceiras para debater o plano de contingência elaborado pela pasta.

Realizado de forma presencial e virtual, o encontro ampliou a participação dos órgãos envolvidos na definição de estratégias integradas. O plano em questão orienta ações antecipadas para reduzir riscos e fortalecer a proteção dos povos indígenas diante de possíveis emergências.

Instituições alinham estratégias para enfrentar eventos climáticos extremos em territórios indígenas. Foto: Danna Anute/Sepi

Diante dos alertas para um novo período de eventos climáticos extremos, as instituições intensificaram o planejamento conjunto, com atenção especial aos territórios indígenas. A titular da Sepi, Francisca Arara, destacou que o Estado tem se preparado de forma antecipada para enfrentar cenários recorrentes. “Já vínhamos nos preparando para situações como a seca, as enchentes e os problemas respiratórios provocados pela fumaça, que têm se repetido nos últimos anos. Por isso, a pedido da governadora Mailza, cada instituição iniciou a elaboração de ações dentro do eixo de eventos climáticos, coordenado pelo Gabinete de Crise, que reúne diversos órgãos, para antecipar respostas e fortalecer a capacidade de atuação do Estado”, afirmou.

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Plano de contingência incorpora análises sobre os impactos do El Niño e os riscos climáticos no Acre. Foto: Danna Anute/Sepi

“Nesse processo, a Sema apresentou um panorama sobre a chegada do El Niño e os impactos que o fenômeno pode causar, enquanto a Defesa Civil detalhou a situação local, considerada delicada. No caso da Sepi, elaboramos um plano específico, voltado à nossa atuação nos territórios indígenas e à coordenação do Grupo de Trabalho de Eventos Extremos”, concluiu.

A seca tem provocado reflexos na produção de alimentos e na manutenção de práticas culturais dos povos indígenas, ampliando a necessidade de ações voltadas aos territórios.

Para Dinah Borges, consultora de Agricultura Familiar do Programa REM Acre, da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), a estiagem compromete a produção de alimentos, dificulta o acesso a programas como o PNAE e o PAA e afeta o modo de vida das comunidades. Por isso, ações como a construção de poços artesianos no Purus e de cacimbas no Alto Acre são fundamentais para garantir o acesso à água e fortalecer a produção nas aldeias.

Cooperação institucional

A cooperação institucional prevista neste Plano está alinhada ao Decreto nº 11.504, de 25 de junho de 2024, que instituiu o Gabinete de Crise para monitorar e coordenar ações diante da redução das chuvas, da diminuição dos cursos hídricos e do risco de incêndios florestais. Nesse contexto, as medidas serão executadas de forma integrada por órgãos do governo estadual e instituições parceiras.

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Participam da iniciativa a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPD), as secretarias de Estado de Governo (Segov), Casa Civil (Secc), Meio Ambiente (Sema), Comunicação (Secom), Planejamento (Seplan), Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Obras Públicas (Seop), Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Educação, Cultura e Esportes (SEE), Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), além de Imac, Iteracre, Idaf, Funtac, Deracre, Saneacre, Sesacre, Seagri, PGE, CGE, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar.

Também colaboram a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI/AC), a Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC) e o Programa REM Acre.

Fonte: Governo AC

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