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Escola Indígena Nova Moema, em Santa Rosa do Purus, recebe poço para abastecimento de água

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A Escola Indígena Nova Moema, localizada na terra indígena da Aldeia Nova Moema, zona rural de Santa Rosa do Purus, recebeu um importante reforço para a melhoria das condições de ensino e aprendizagem.

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), entregou à unidade um poço novinho, garantindo o abastecimento de água potável para toda a comunidade escolar. A escola atende cerca de 35 estudantes do ensino fundamental, anos iniciais e do ensino médio.

Comunidade escolar da Aldeia Nova Moema celebra a chegada do poço que garante água potável à escola. Foto: cedida

Comprometida com a valorização da cultura e o fortalecimento da identidade dos estudantes, a Escola Nova Moema é um exemplo de educação indígena que alia saberes tradicionais ao ensino formal.

Atualmente, a unidade também passa por manutenção em sua estrutura física, com a construção de banheiros e outras melhorias que tornam o ambiente escolar mais acolhedor e funcional.

Água que transforma a rotina e a aprendizagem

A chegada do poço representa mais do que uma melhoria estrutural: é um avanço em dignidade e qualidade de vida.

Em regiões amazônicas como o município de Santa Rosa do Purus, escolas rurais e indígenas enfrentam desafios constantes decorrentes das condições climáticas, especialmente durante os períodos de seca, quando o acesso à água potável se torna escasso.

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Obras garantem água nas torneiras e mais dignidade a estudantes e professores da zona rural e indígena. Foto: cedida

Além das longas distâncias e do difícil acesso, essas comunidades convivem com as particularidades da Amazônia, o que torna ações como a instalação de poços e a reestruturação dos espaços escolares essenciais para garantir o direito à educação em condições mais adequadas.

“Antes, não havia água nas torneiras e era preciso buscar em vertentes distantes da escola. Hoje, com a chegada da água, tudo muda: a rotina fica mais fácil, o ambiente mais saudável e a aprendizagem dos alunos melhora. É uma conquista que representa dignidade e cuidado com todos”, destacou Jekson Alencar, coordenador da Representação da SEE em Santa Rosa do Purus.

Mais investimentos nas unidades indígenas

Além da Escola Nova Moema, outras duas escolas indígenas do município passam por manutenção em suas estruturas físicas, e mais três unidades estão recebendo poços, totalizando quatro escolas abastecidas com água nas torneiras.

Estrutura da Escola Indígena Nova Moema passa por melhorias para oferecer mais conforto aos estudantes. Foto: cedida

De acordo com o Plano de Contratação Anual (PCA 2026), está prevista para o próximo ano a construção de uma Escola Polo no local, fortalecendo ainda mais o atendimento à comunidade indígena da região.

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As obras integram o conjunto de ações do governo estadual voltadas à melhoria da infraestrutura das escolas públicas situadas em áreas rurais e indígenas do Acre.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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