RIO BRANCO
Search
Close this search box.

ACRE

Formação reforça integração entre Saúde e Justiça no cuidado em saúde mental

Publicados

ACRE

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), participa da formação sobre a Política Antimanicomial do Poder Judiciário, que ocorre de 29 a 31 de outubro, na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC), em Rio Branco.

Desembargador Laudivon Nogueira salientou a importância da formação como instrumento para a consolidação de uma política pública humanizada e efetiva. Foto: Gleilson Miranda/TJAC

A capacitação tem como objetivo fortalecer a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade (PNAISP) e substituir o modelo tradicional de tratamento psiquiátrico, baseado em longas internações, por serviços comunitários e abertos, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A proposta prioriza um cuidado humanizado, centrado na liberdade, autonomia e reinserção social.

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, o encontro representa um importante espaço de alinhamento entre os setores envolvidos no cuidado em saúde mental. “Hoje estamos discutindo a política antimanicomial, voltada à saúde mental dos nossos pacientes, seja em razão de transtornos ou do uso abusivo de álcool e outras drogas. O nosso objetivo é alinhar o entendimento sobre a reforma psiquiátrica, compreendendo os pontos de atenção e o papel do Poder Judiciário na desinstitucionalização, na retirada de pacientes das unidades penitenciárias e na reinserção social por meio de práticas comunitárias”, destacou.

Leia Também:  Aprovados no concurso público do Detran são convocados para posse
Secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, destacou o importante espaço de troca entre as instituições. Foto: Gleilson Miranda/TJAC

A iniciativa está alinhada com a Resolução nº 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), a Lei nº 10.216/2001 (Lei da Reforma Psiquiátrica) e o Plano Pena Justa Estadual, que estabelecem parâmetros de direitos humanos para o atendimento de pessoas com transtornos mentais ou deficiência psicossocial em conflito com a lei.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, salientou a importância da formação como instrumento para a consolidação de uma política pública humanizada e efetiva. “A política antimanicomial deve se traduzir em uma prática efetiva. Para que isso aconteça, é fundamental a formação dos profissionais e de todos os operadores envolvidos nessa área, de modo que possamos oferecer ao jurisdicionado uma atuação verdadeiramente alinhada aos princípios de humanidade, respeito e dignidade da pessoa”, afirmou.

Com duração de três dias, a programação inclui painéis, mesas-redondas e simulações de casos práticos sobre o marco legal da política antimanicomial, fluxos intersetoriais de atendimento, projetos terapêuticos singulares e monitoramento institucional.

Programação inclui painéis, mesas-redondas e simulações de casos práticos sobre o marco legal da política antimanicomial. Foto: Gleilson Miranda/TJAC

O juiz Robson Aleixo, coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e do Comitê Estadual Interinstitucional de Monitoramento da Política Antimanicomial (Ceimpa), ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições na consolidação da política.

Leia Também:  Deracre participa do lançamento do Geobras, sistema de monitoramento de obras públicas do TCE

“A implementação da política antimanicomial não pode ser realizada de forma isolada. Ela depende da integração entre todos os órgãos de saúde, o Ministério Público, a Defensoria e o Poder Judiciário. Este evento é fundamental justamente por reunir essas instituições para debater, alinhar estratégias e compartilhar experiências. A presença de profissionais e representantes de outros estados, trazendo boas práticas e iniciativas exitosas, torna essa troca de saberes ainda mais valiosa para o fortalecimento da política aqui no Acre”, afirmou o magistrado.

Fonte: Governo AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ACRE

Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus

Publicados

em

Por

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

Sejusp intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus. Foto: Cedida

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

Projeto Pequeno Brilhante realizou a formatura dos alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município. Foto: Cedida

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

Leia Também:  Parceria entre Secretaria de Saúde e Fundação Hospitalar garante procedimento de alta complexidade a paciente do Acre
Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania. Foto: Ascom Sejusp

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Agenda integrou atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas. Foto: Cedida

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos. Foto: Cedida

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

Coordenadora do Acre pela Vida, Francisca de Fátima, destaca o caráter preventivo das ações. Fpto: Ascom Sejusp

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

Leia Também:  Procuradoria-Geral do Estado participa de painéis na COP30 que destacam políticas ambientais do Acre
Assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, ressaltou a importância da atuação integrada. Foto: Cedida

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.

Fonte: Governo AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA