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Governo do Acre inicia oficina de implementação do orçamento sensível ao gênero
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O governo do Acre, por meio das secretarias de estado da Mulher (Semulher) e Planejamento (Seplan), deu início na manhã desta quinta-feira, 11, à oficina de formação para continuidade da implementação do Orçamento Sensível ao Gênero no Estado Acre. O encontro foi realizado no auditório da Semulher, em Rio Branco, e contou com a presença de representantes de diversos órgãos.
A oficina acontece no auditório da Secretária Estadual da Mulher, em Rio Branco. Foto: Franklin Lima/SemulherA oficina conta com a presença da consultora de orçamentos, fiscalização e controle do Senado Federal, Rita de Cássia dos Santos.
Coordenador do Programa Planejamento e Orçamento da Fundação Tide Setubal, Tiago Marin, destacou a metodologia robusta do OSG acreano. Foto: Franklin Lima/SemulherDurante a abertura, o coordenador do Programa Planejamento e Orçamento da Fundação Tide Setubal, Tiago Marin, destacou a relevância da parceria com o governo do Acre, que chega ao seu segundo ano. “O Acre avançou de forma significativa nesse processo, com uma metodologia robusta que já serve de referência para outros estados e municípios. Essa parceria é estratégica não apenas para o estado, mas também porque inspira outras regiões a promoverem iniciativas comprometidas com o fim das desigualdades de gênero”, afirmou. Tiago aproveitou o momento para homenagear a colega Roseli Faria, que faleceu recentemente, pedindo um minuto de silêncio em sua memória.
Secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, recordou em sua fala de abertura que o Estado do Acre foi pioneiro na criação de um OSG. Foto: Franklin Lima/SemulherA secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, destacou o pioneirismo do Acre na implementação do Orçamento Sensível ao Gênero e ressaltou a importância da parceria com especialistas que vêm fortalecendo o trabalho no estado. Ela lembrou os avanços já alcançados, mencionou os desafios cotidianos enfrentados pelo comitê e reforçou que o compromisso do governo é dar continuidade a esse processo, garantindo que o orçamento reflita as necessidades das mulheres e da sociedade como um todo.
“As dúvidas e debates fazem parte da caminhada, mas estamos avançando e servindo de referência para outros estados e até mesmo países. O Acre é o primeiro estado a ter um orçamento sensível ao gênero e isso demonstra nosso compromisso em transformar o modo como as políticas públicas são planejadas e executadas”, afirmou a secretária.
Juliana de Oliveira afirmou que o OSG é mais que uma ferramenta técnica, é um instrumento de transformação social. Foto: Franklin Lima/SemulherRepresentando o gabinete da vice-governadora do Acre, Juliana de Oliveira reforçou que a implementação do Orçamento Sensível ao Gênero é um passo fundamental para tornar as políticas públicas mais justas e igualitárias. Ela destacou que, historicamente, as decisões sobre a aplicação dos recursos públicos não consideravam as diferenças de gênero e seus impactos diretos na vida das mulheres, que ainda acumulam jornadas de trabalho, enfrentam desigualdade salarial e diversas formas de violência.
“O orçamento público deixa de ser apenas uma ferramenta técnica e passa a ser um instrumento de transformação social. Ao direcionar os recursos com esse olhar, conseguimos investir melhor em áreas como saúde, educação e segurança, garantindo que as políticas públicas respondam de forma efetiva às necessidades das mulheres e da sociedade como um todo”, afirmou Juliana.
A representante também parabenizou a equipe da Secretaria da Mulher e os consultores envolvidos pela dedicação e pelo compromisso em fortalecer a pauta da equidade de gênero no estado, destacando que o relatório apresentado é resultado de um esforço coletivo alinhado com a visão do governador Gladson Camelí.
Consultora de orçamentos do Senado Federal, Rita de Cássia dos Santos, reiterou que o OSG é uma agenda transversal, que envolve todos os órgãos públicos. Foto: Franklin Lima/SemulherA consultora de orçamentos, fiscalização e controle do Senado Federal, Rita de Cássia dos Santos, destacou os desafios ainda existentes na compreensão das políticas de gênero e a importância de consolidar a pauta como compromisso de todo o governo, e não apenas de uma secretaria específica.
Segundo ela, muitas vezes ainda se comete o equívoco de restringir a pauta de gênero às secretarias da Mulher ou de enxergá-la apenas como um mecanismo político, quando, na realidade, trata-se de uma agenda transversal, que precisa mobilizar todos os órgãos públicos. “O Orçamento Sensível a Gênero é muito mais do que uma tarefa instrumental para gerar um relatório. É um processo de transformação institucional, que provoca reflexão em cada secretaria e ajuda a consolidar a consciência de que estamos falando de uma questão sistêmica, que impacta todas as políticas públicas”, ressaltou.
Rita enfatizou ainda que a adoção dessa metodologia fortalece o combate a problemas crônicos da sociedade, como a baixa produtividade relacionada à educação, as deficiências de saneamento e, sobretudo, a violência contra a mulher em suas múltiplas dimensões. Para a consultora, o esforço do Acre em avançar nesse debate tem efeito multiplicador e se torna uma referência para outros estados e municípios.
A oficina segue até sexta-feira, 12, com uma programação extensa que inclui trabalhos em grupos, socialização de experiências e construção coletiva.
Fonte: Governo AC
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Acre garante transferência de recém-nascido para cirurgia em São Paulo e reforça papel do TFD na assistência de alta complexidade
Em meio à rotina intensa das unidades de saúde, onde cada decisão pode significar a diferença entre o tempo e a vida, uma operação delicada mobilizou a rede estadual para garantir a um recém-nascido acreano a chance de receber tratamento especializado fora do estado. Com apenas 11 dias de vida, o pequeno Teodoro Costa precisou ser inserido em uma complexa logística de transferência para um centro de referência nacional em cirurgia cardíaca, evidenciando, na prática, o papel estratégico do sistema público de saúde.

A solicitação de transferência foi acolhida pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Complexo Regulador Estadual e da Central de Urgência e Emergência, que prontamente articulou vaga no Hospital de Base de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, referência em procedimentos de alta complexidade. A resposta rápida ao caso reflete um dos pilares da assistência pública no estado: garantir acesso ao cuidado mesmo quando ele ultrapassa fronteiras geográficas.
“O Tratamento Fora de Domicílio é uma ferramenta essencial para garantir que nenhum acreano fique sem assistência, mesmo quando o procedimento necessário ultrapassa a capacidade instalada local. Nosso compromisso é assegurar que o paciente chegue ao destino com segurança, no menor tempo possível, e com toda a assistência necessária”, destacou o secretário de Estado de Saúde, José Bestene.

Em um estado com dimensões territoriais desafiadoras e limitações naturais à oferta de determinados serviços de alta complexidade, o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) se consolida como uma política pública indispensável. Mais do que viabilizar deslocamentos, o programa representa a ponte entre a necessidade imediata do paciente e a resolutividade que só centros altamente especializados podem oferecer. É, na prática, a garantia de equidade no acesso à saúde, um princípio que sustenta o Sistema Único de Saúde (SUS).
No caso de Teodoro, diagnosticado com transposição das grandes artérias, uma cardiopatia congênita grave que exige intervenção cirúrgica urgente, cada hora conta. A decisão pela transferência foi tomada com base em critérios técnicos e na necessidade de acesso a uma estrutura com maior capacidade de resposta para esse tipo de procedimento.
“O paciente tem um bom peso, está sendo assistido adequadamente, mas, pela complexidade da patologia, entendemos que a melhor conduta é a transferência imediata para um centro com mais recursos. Essa decisão não está relacionada à falta de profissionais, mas à necessidade de um suporte específico para esse tipo de cirurgia”, explicou o médico responsável pela UTI aérea, Dr. Jardson Batista.

Para garantir a segurança durante todo o trajeto, a Sesacre organizou o transporte em UTI aérea, estrutura equipada para manter o suporte intensivo necessário ao recém-nascido. A operação inclui equipe especializada e acompanhamento contínuo, além da presença da mãe, assegurando também o suporte emocional em um momento de extrema vulnerabilidade.
A trajetória até aqui, no entanto, também carrega reconhecimento. A mãe de Teodoro, Fernanda da Costa Ferreira, de 21 anos, faz questão de destacar o atendimento recebido desde a chegada à unidade de saúde no Acre. Em meio à apreensão, ela relata cuidado, atenção e transparência por parte das equipes.
“Desde que cheguei, fomos atendidos com urgência. Ele foi muito bem assistido, sempre com profissionais acompanhando de perto. Me explicaram tudo, inclusive sobre a transferência. Estou confiante, entregando nas mãos de Deus e acreditando que vai dar tudo certo”, afirmou.

Histórias como a de Teodoro traduzem, de forma concreta, o impacto das políticas públicas de saúde na vida das pessoas. Por trás de cada transferência realizada, há uma engrenagem que envolve planejamento, articulação interestadual, equipes técnicas e, sobretudo, compromisso com a vida. Em um cenário onde a distância poderia ser um obstáculo, o TFD transforma caminhos em possibilidades e reafirma que, mesmo nos casos mais complexos, o cuidado continua sendo prioridade.
Fonte: Governo AC
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