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Governo do Acre intensifica ações em territórios indígenas diante de emergências ambientais e sociais

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O governo do Acre tem reforçado nesta quarta-feira, 29, sua atuação junto aos povos indígenas diante de uma série de situações emergenciais que atingem territórios no interior do estado, como enchentes, risco de contaminação por derramamento de óleo e o desaparecimento de um indígena na região do Jordão.

A mobilização ocorre por determinação direta da governadora Mailza Assis, que desde o último sábado, 26, tem acompanhado de perto os desdobramentos e acionado equipes para atuação imediata nas áreas afetadas. A secretária de Povos Indígenas, Francisca Arara, tem visitado as terras indígenas afetadas e garantindo presença ativa na busca de soluções para as crises de forma coordenada.

Secretária de Povos Indígenas dialogando com lideranças de Jordão. Foto: Emanoel Farias/Sema

Segundo a gestora, o trabalho é realizado em equipe com demais órgãos do Estado, prefeituras e instituições. “Estamos nos territórios, ouvindo de perto as demandas e construindo soluções junto com os povos indígenas. Esse é um trabalho coletivo, feito com eles e não apenas para eles”, destacou.

Força-tarefa em diferentes frentes

No município do Jordão, uma grande mobilização foi organizada para localizar um indígena desaparecido na região do Alto Jordão. A ação conta com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Comissão Pró-Indígena do Acre, Segurança Pública, Corpo de Bombeiros, além de lideranças locais, como associações indígenas, vereadores e gestores municipais.

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Equipes foram estruturadas em diferentes frentes de busca, com suporte logístico. A operação também conta com o apoio aéreo, temporariamente afetado pelas condições climáticas, mas já foi retomado.

Reunião estratégica da equipe do governo do Acre com gestores de Jordão. Foto: Emanoel Farias/Sema

O governo monitora os impactos do derramamento de óleo que pode atingir povos indígenas localizados às margens do rio Tarauacá, como a Terra Indígena Kaxinawá do Primavera e a região do Carapanã, além de áreas urbanas próximas.

O Departamento de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) coletou amostras de água em diferentes pontos ao longo do rio, com o objetivo de identificar uma possível formação de um rastro de contaminação, verificar a presença de material em suspensão e subsidiar a elaboração de relatório técnico detalhado sobre a situação.

Também foi realizado diagnóstico visual preliminar das condições da água nas proximidades do ponto de ocorrência. De acordo com a equipe técnica, até o momento a situação apresenta sinais de controle, sem indícios de agravamento imediato.

Medidas emergenciais de monitoramento ambiental, vigilância em saúde foram tomadas pela Sema. Foto: Emanoel Farias/Sema

Apoio emergencial e escuta ativa

Outra frente de atuação ocorre na Terra Indígena do Rio Gregório, localizada no município de Tarauacá, uma das mais afetadas pelas enchentes recentes. No local, equipes do governo realizam levantamento de danos e articulam o envio de ajuda emergencial, como água potável e cestas básicas.

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Enchentes tem afetado diversas aldeias localizadas às margens do Rio Gregório em Tarauacá. Foto: cedida

Além do atendimento imediato, o foco também está na reconstrução das terras indígenas atingidas. “Estamos ouvindo as lideranças para entender o que foi perdido e como o Estado pode apoiar na reestruturação, tanto no curto quanto no médio e longo prazos”, reforçou a secretária.

As ações envolvem diversas instituições do governo estadual, como a Secretaria de Estado da Casa Civil, Sema, Secretaria de Estado de Assistência Social, além das forças de segurança e prefeituras locais. A articulação também inclui organizações indígenas e parceiros institucionais.

Fonte: Governo AC

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Acre apresenta propostas para fortalecer Agenda 2030 e desenvolvimento sustentável em encontro nacional

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Como resultado da primeira Conferência Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), realizada na última terça-feira, 28, em Rio Branco, foram estabelecidas 6 propostas com temáticas regionais, que serão levadas à Conferência Nacional, marcada para junho, em Brasília.

A 1ª Conferência Nacional ODS reúne um conjunto de iniciativas voltadas à promoção da Agenda 2030 no Brasil e busca reunir sociedade civil e poder público na construção de diretrizes e propostas para o desenvolvimento sustentável no país.

Delegação selecionada para representar o Acre em encontro nacional é composta por 8 representantes da sociedade civil e 4 do poder público. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

No Acre, a delegação selecionada para representar o estado é composta por 8 representantes da sociedade civil e 4 do poder público que apresentarão as propostas construídas de forma colaborativa, com foco na transparência, na sustentabilidade ambiental, na inclusão social, na governança participativa e financiamento de políticas públicas.

De acordo com a delegada acreana na conferência nacional, Regiani Oliveira, o principal objetivo da participação do estado será defender propostas construídas na etapa estadual, com foco nas demandas da Região Norte e da Amazônia. Ela destacou ainda a importância da troca de experiências entre os estados para fortalecer políticas públicas e avançar no cumprimento dos ODS.

“Como delegada eleita na conferência, na etapa estadual, vou estar representando o segmento governamental. O nosso desafio é, primeiro, defender as nossas propostas. Estamos levando seis propostas, uma de cada eixo, trabalhado durante a nossa etapa estadual. Muitos órgãos executam os ODS, mas temos grandes desafios quando olhamos que o nosso estado ainda ocupa uma posição muito ruim em relação ao cumprimento dos ODS. Então, como delegada estadual, é fazer essa defesa dessas propostas, ouvir também, conhecer as propostas dos outros estados, eleger as melhores propostas para o país, representar o estado e trazer esse debate para que a gente possa, de fato, efetivar os ODS e melhorar os nossos indicadores”, destacou.

Entre os principais encaminhamentos do eixo Democracia e Instituições Fortes, o Acre defendeu a criação de um Plano Estadual de Fortalecimento da Transparência, Integridade e Controle Social dos ODS, com painel público digital e atualizado periodicamente. A proposta também prevê capacitação de lideranças comunitárias e incentivo à criação de comitês digitais de vigilância cidadã para acompanhar políticas públicas.

No eixo de sustentabilidade ambiental, o estado sugeriu a implantação de um programa de “Logística Verde da Floresta”, com melhorias em ramais, estradas e recuperação de margens e encostas, visando facilitar o escoamento da produção local. Outra proposta foi o desenvolvimento de um aplicativo nacional integrado para monitoramento ambiental, climático e do patrimônio cultural.

Na área de promoção da inclusão social e o combate às desigualdades, as contribuições acreanas priorizam políticas públicas adaptadas às realidades regionais, com atenção especial a grupos prioritários, como mulheres, população negra, pessoas com deficiência e povos indígenas. Também foi destacada a importância do letramento de gestores públicos sobre gênero, raça e diversidade.

Já no eixo de governança participativa, o Acre propôs a criação de uma instância permanente de acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no estado, reunindo representantes do governo, dos municípios, dos conselhos e sociedade civil. O objetivo é ampliar a participação popular e monitorar os avanços da Agenda 2030.

O último eixo tratou da colaboração multissetorial e financiamento da Agenda 2030, propondo a instituição de um programa de capacitação dos municípios para captação e a gestão de recursos públicos voltados aos ODS.

Fonte: Governo AC

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