ACRE
Governo do Acre participa do Encontro Regional Norte da Primeira Infância no Suas, em Belém
ACRE
Servidores do governo do Acre que atuam na Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) participaram nesta semana, em Belém (PA), do Encontro Regional Norte da Primeira Infância no Sistema Único de Assistência Social (Suas). Sob o tema “Suas na perspectiva municipalista: avanços, desafios e sua função na consolidação da proteção social brasileira”, a programação reúne representantes dos sete estados da Região Norte para discutir temas estratégicos relacionados ao financiamento, à gestão, à vigilância socioassistencial e à garantia de direitos.
O encontro contou com conferência magna, painéis temáticos e grupos de trabalho simultâneos, promovendo a articulação interfederativa e o alinhamento de estratégias voltadas ao fortalecimento da política de assistência social em todo o país.

O evento da Regional Norte do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) integra a agenda preparatória para o Encontro Nacional do Congemas, promovendo o fortalecimento do Suas por meio do diálogo, da troca de experiências e da construção coletiva entre gestores municipais, trabalhadores da assistência social e representantes do controle social. Participaram gestores, técnicos e especialistas para discutir o fortalecimento das políticas públicas voltadas à primeira infância, com foco no serviço de proteção social básica no domicílio para gestantes e crianças.
O encontro focou também na qualificação do “Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para gestantes e crianças de 0 a 6 anos”, com objetivo de fortalecer ações intersetoriais, troca de experiências entre os estados da Amazônia Legal e alinhamento para ampliar o acesso das famílias aos serviços da assistência social, tratar sobre o reordenamento do Programa Criança Feliz e Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Gestantes e Crianças (SPSBD-GC).
Durante a programação, foram discutidas estratégias de fortalecimento de vínculos familiares, desenvolvimento infantil, segurança alimentar e integração entre assistência social, saúde e educação.

O Acre compartilhou três experiências principais: a estratégia de visitas domiciliares em comunidades ribeirinhas e povos originários, o trabalho de fortalecimento dos Comitês Gestores Municipais do Programa Criança Feliz e as ações de formação continuada para visitadores com foco em cultura amazônica e desenvolvimento infantil. Também foram levados os resultados da integração dos Centros de Referência em Assistência Social (Cras), acompanhamento de gestantes e crianças até 6 anos, além dos desafios enfrentados pelo Estado na execução de políticas públicas infantil.
Sobre a participação do Acre, o titular da SEASDH, João Paulo Silva, destacou que a troca de experiências entre os estados da Região Norte agrega para a construção de políticas mais eficientes. “Nenhuma política nacional funciona se não dialogar com o território. O Norte tem especificidades que o Sul não tem: rios no lugar de estradas, populações tradicionais, distâncias continentais. Quando Pará, Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá e Tocantins sentam juntos, conseguimos mostrar ao Brasil que ‘Primeira Infância no Suas’ na Amazônia exige logística, respeito cultural e financiamento diferenciado. Essa troca gera incidência política qualificada e políticas públicas que realmente chegam em quem precisa”, observou.
A chefe do Departamento de Proteção Social Básica da SEASDH, Jaqueline Jesus, mencionou a importância de o Acre estar presente. “Nossas especificidades amazônicas foram levadas a mesa de pactuação nacional. Somos um estado com 22 municípios, onde 20 têm a execução efetiva do programa, que agora se torna serviço com acesso às população ribeirinhas e indígenas. Estar em Belém significa levar a voz do nosso território, aprender com os vizinhos e alinhar-se com o do Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome [MDS], diretrizes do Programa Criança Feliz e da Primeira Infância no Suas de forma que façam sentido pra nossa realidade. É também reconhecimento do trabalho que nossas equipes de Cras, supervisores e visitadores já realizam na ponta”, ressaltou.
A gestora destacou ainda que que a integração é o coração da primeira infância. “Quando Cras, unidades de saúde e escolas falam a mesma língua, a família não é atendida de forma fragmentada. No Acre, temos feito isso e garantido que uma gestante acompanhada pelo Saúde da Família também tenha visita do SPSBD-GC e que a criança tenha prioridade nas vagas das creches e educação infantil. O encontro reforçou a importância de comitês intersetoriais municipais ativos e de fluxos de referência e contrarreferência ágeis. Resultado: cuidado integral e proteção ampliada”, analisou.
Atuação do Acre na Primeira Infância
Na frente de proteção e fortalecimento de vínculos familiares na primeira infância, o Estado faz um trabalho preventivo em parceria com os Cras, Centros de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) e visitas domiciliares do Criança Feliz. As equipes estimulam o vínculo por meio do brincar, da leitura e do cuidado responsivo com grupos de gestantes, oficinas com famílias e articulação com a rede pra casos de violação de direitos.
Além das discussões técnicas, o evento promove a integração entre gestores e profissionais da assistência social.
Fonte: Governo AC
ACRE
Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom