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Governo do Acre publica decreto que reforça política contra tráfico de pessoas e de combate ao trabalho escravo

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Reforçar as estratégias de combate ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo em todo o Acre. Esse é o objetivo do Decreto nº 11831, de 11 de fevereiro de 2026, que dispõe sobre a composição e o funcionamento do Comitê de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação do Trabalho Escravo, publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira, 12.

Proposta pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), por meio da Divisão de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (DIVETP), a iniciativa busca ampliar e aperfeiçoar a atuação de órgãos e entidades públicas, além de promover a prevenção, a proteção às vítimas e a punição dos criminosos.

Comitê conta com representantes de secretarias de Estado, OSCs e órgãos do governo federal. Foto: Alice Leão/Secom

De acordo com o Decreto nº 11.621, que altera o Decreto n° 11.621, de 13 de janeiro de 2025, o Comitê passa a ser formado por sete secretarias de Estado, representantes de organizações da sociedade civil (OSCs) que exerçam atividades comprovadamente relevantes e relacionadas ao enfrentamento ao tráfico de pessoas, contrabando de migrantes, trabalho escravo ou temas correlatos e de órgãos do governo federal.

O colegiado foi criado para articular, monitorar e propor estratégias intersetoriais voltadas à prevenção, repressão ou reparação a esses crimes, além  de desenvolver estudos e acompanhar a implementação dos planos nacionais de enfrentamento ao tráfico de pessoas e combate ao trabalho escravo.

Por parte do Estado do Acre, o comitê tem os seguintes participantes:

  • Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos – SEASDH;
  • Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública – Sejusp;
  • Secretaria de Estado de Educação e Cultura – SEE;
  • Secretaria de Estado de Saúde – Sesacre;
  • Secretaria de Estado da Mulher – Semulher;
  • Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas – Sepi;
  • Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo – Sete;
  • Instituto de Meio Ambiente do Acre – Imac.

O colegiado tem como convidados permanentes as seguintes instituições:

  • Tribunal de Justiça do Estado do Acre – TJAC;
  • Ministério Público do Estado do Acre – MPAC;
  • Defensoria Pública do Estado do Acre – DPE/AC;
  • Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região – TRT;
  • Defensoria Pública da União – DPU;
  • Ministério Público Federal- MPF;
  • Ministério Público do Trabalho – MPT;
  • Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Acre do Ministério da Economia;
  • Polícia Rodoviária Federal – PRF;
  • Polícia Federal – PF;
  • Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
  • Fundação Nacional dos Povos Indígenas – Funai;
  • Universidade Federal do Acre – Ufac;
  • Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio;
  • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama;
  • Organização Internacional para as Migrações (OIM).
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Ações da SEASDH

Fortalecimento da política pública: capacitação e integração

Em 2024, o enfrentamento ao tráfico de pessoas no Acre ganhou impulso com ações de formação de gestores públicos e profissionais de segurança, como uma capacitação promovida pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), com foco na compreensão dos crimes correlatos ao tráfico e no atendimento às vítimas. O treinamento foi realizado em parceria com a Polícia Federal.

Ainda em 2024, outras iniciativas ganharam destaque, como a realização de workshops binacionais em Brasileia, que reuniu autoridades, representantes institucionais e a sociedade civil, para debater estratégias de combate ao tráfico e ao contrabando de pessoas, com foco especial em migrantes e refugiados que atravessam a fronteira acreana.

Em 2025, o governo do Acre, por meio da SEASDH e da Divisão de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (DIVETP), promoveu o 1º Encontro Trinacional sobre Políticas Públicas de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas na Região de Fronteira – Brasil (Acre), Peru e Bolívia e reuniu representantes de órgãos nacionais, estaduais e das autoridades dos países vizinhos para fortalecer a cooperação internacional, trocar experiências e integrar ações estratégicas que visam a prevenção do tráfico, a proteção de vítimas e a repressão a redes criminosas transnacionais.

Ainda, o governo acreano participou de reuniões no Comitê de Integração Bifronteiriça, apresentando propostas ao Ministério das Relações Exteriores para enfrentar conjuntamente a imigração irregular e o tráfico internacional de pessoas, ressaltando os desafios sociais e de segurança que emergem nas fronteiras abertas.

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Engajamento interinstitucional e segurança

O enfrentamento ao tráfico de pessoas no Acre também contou com a participação ativa das forças de segurança pública. A Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC) marcou presença em encontros e debates regionais, reforçando a importância de construir redes investigativas e defensivas que protejam os grupos mais vulneráveis, como mulheres, crianças e migrantes, além de compartilhar experiências internacionais em capacitações especializadas.

Política local em diálogo com o Plano Nacional

As ações locais no Acre estão em consonância com o 4º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (2024-2028), instrumento estratégico do governo federal que orienta políticas de prevenção, proteção, responsabilização e cooperação institucional em todo o Brasil.

 Política de enfrentamento ao trabalho escravo

O ano de 2024 marcou, no Acre, um esforço de mobilização social e institucional para inserir o debate sobre trabalho escravo na agenda pública. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com a Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), realizou a Semana de Conscientização contra o Trabalho Análogo à Escravidão. Durante quatro dias de atividades em Rio Branco, debates públicos, palestras e material educativo foram utilizados para informar a população e agentes de fiscalização sobre os elementos que caracterizam essa prática e os canais disponíveis para denúncia.

Ainda em 2024, a SEASDH participou de capacitações destinadas a gestores públicos e à rede de proteção, ampliando a compreensão de como identificar e atender vítimas tanto de tráfico de pessoas quanto de trabalho escravo.

Ao longo do ano, a pasta promoveu cursos e palestras para servidores públicos sobre identificação de violações e formas de atuação integrada, reforçando o papel da administração estadual no enfrentamento dessas práticas nocivas. Essas iniciativas também foram ampliadas com atividades educativas em eventos públicos.

Na Expoacre 2025, essas iniciativas foram ampliadas com ações de prevenção e conscientização sobre trabalho escravo e tráfico de pessoas, quando foram apresentados à população materiais informativos e orientações práticas.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre providencia apoio às terras indígenas afetadas pelas cheias dos rios em Tarauacá e Vale do Juruá

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As fortes chuvas que atingem o Acre nos últimos dias provocaram o transbordamento de rios em todo o Vale do Juruá e Tarauacá, impactando diretamente comunidades ribeirinhas e diversas terras indígenas. Diante da situação, o governo do Acre mobilizou neste sábado, 25, uma força-tarefa para prestar assistência emergencial às populações afetadas, com atuação integrada da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), Defesa Civil Estadual, Secretaria de Estado de Assistência Social (SEASDH) e Corpo de Bombeiros.

Na Terra Indígena do Rio Gregório, em Tarauacá, todas as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í foram atingidas pela alagação. A cheia comprometeu roçados, criações de animais, sistemas de energia solar e o acesso à água potável. Também há registros de impactos em aldeias dos povos Shawãdawa e Apolima Arara, no Vale do Juruá.

Estado vai garantir todo o apoio necessário. Foto: cedida

Desde que tomou conhecimento da gravidade da situação, a governadora Mailza Assis determinou o envio imediato de apoio às regiões atingidas. Equipes da Defesa Civil Estadual já estão em campo, especialmente no rio Gregório, realizando levantamentos técnicos e coordenando as primeiras ações de apoio humanitário.

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“Determinamos que toda a ajuda necessária chegue às terras indígenas afetadas e ribeirinhos, com apoio humanitário e ações integradas para atender as comunidades neste momento”, afirmou.

Diante dos impactos severos da cheia nas terras indígenas, a secretária extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara, intensificou o acompanhamento dos povos afetados.

“Desde o primeiro momento em que a governadora Mailza ficou sabendo da situação, ela já entrou em contato conosco para prestar todo  apoio necessário. Estamos acompanhando a situação diretamente junto às lideranças das terras indígenas, buscando informações atualizadas sobre os impactos da cheia. Já solicitamos à Defesa Civil o envio de equipes para fazer o levantamento dos danos, como perdas na produção, nos criatórios, nos sistemas de energia solar e no acesso à comunicação. É um momento de muita preocupação e de trabalho intenso, mas seguimos mobilizados para garantir o apoio necessário às comunidades afetadas”, destacou.

Centenas de famílias foram atingidas pela cheia. Foto: cedida

Além disso, a SEASDH organiza o envio de cestas básicas, itens de primeira necessidade e apoio às famílias desalojadas. O Corpo de Bombeiros Militar também participa das operações, auxiliando no resgate, transporte e suporte às comunidades isoladas.

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De acordo com órgãos de monitoramento, o volume de chuvas em abril está acima da média, com registros expressivos em cidades como Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. A previsão indica continuidade das precipitações, o que mantém o alerta para novas elevações no nível dos rios, incluindo o Juruá, que pode atingir a cota de transbordamento nos próximos dias.

O governo do Acre segue em estado de atenção, reforçando o monitoramento e ampliando as ações de apoio às populações afetadas, com prioridade para as comunidades mais vulneráveis.

Fonte: Governo AC

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