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Juruá recebe Caravana do TEA, iniciativa pioneira que fortalece políticas de inclusão no Acre
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Uma jornada de conhecimento e empatia voltada à promoção da inclusão e do respeito à neurodiversidade chegou ao Vale do Juruá com a Caravana do TEA. O governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac), realizou nesta sexta-feira, 7, em Cruzeiro do Sul, a Caravana do Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma ação inédita que integra o Programa Mentes Azuis.
A iniciativa visa promover formação continuada, sensibilização e disseminação de informações qualificadas sobre o autismo, fortalecendo políticas de inclusão em diferentes municípios acreanos.
Caravana do TEA e Programa Mentes Azuis chega à região do Juruá, espalhando conhecimento, empatia e esperança para famílias que convivem com o autismo. Foto: Diego Silva/ SecomAs mães atípicas do interior do estado enfrentam desafios diários, como longos deslocamentos e acesso limitado a recursos educacionais e terapêuticos. A realidade, marcada por esforço e resistência, reforça a importância de políticas públicas efetivas que cheguem a todos os municípios.
Encontro reuniu pais e responsáveis, professores e educadores, que participaram ativamente das rodas de conversa e das oficinas promovidas pela Caravana. Foto: Marcos Santos/SecomPara a mãe atípica Maria Nazaré da Silva é fundamental que as mulheres que vivem a realidade do Transtorno do Espectro Autista possam participar ativamente das discussões e compartilhar suas vivências.
“Considero este evento extremamente relevante e produtivo. O aprendizado que obtive aqui foi muito valioso. Agradeço à equipe organizadora. Aprendi muito com as demais mães presentes. Reconhecemos que a maternidade atípica apresenta desafios significativos, sendo uma jornada de constante luta. No entanto, a troca de experiências e o apoio mútuo têm sido fundamentais em nosso dia a dia. Isso tem nos fortalecido, tanto como mães quanto como indivíduos”, frisou.
A mãe também compartilhou as dificuldades que enfrenta no cotidiano com o filho. “Atualmente, minha maior preocupação é com o comportamento do meu filho mais novo, de cinco anos. Tenho percebido que ele apresenta dificuldades para compreender algumas informações e, às vezes, reage arremessando objetos. Acredito que ele esteja passando por um momento de introspecção, porque tem se mostrado mais reservado e com pouca interação verbal. Ele possui nível de suporte 2, e estou buscando estratégias para lidar com essa fase da melhor forma possível”, contou Maria Nazaré.
Maria Nazaré: “Como mãe, aprendo todos os dias e procuro ajudar outras mulheres nessa caminhada. Sou imensamente grata por este momento”. Foto: Diego Silva/ SecomMais do que levar conhecimento técnico, a iniciativa ensina famílias e cuidadores a lidar com situações do dia a dia, oferecendo orientações sobre comportamento e convivência com pessoas autistas. Paralelamente, estimula o empreendedorismo e a autonomia, promovendo a geração de renda e o fortalecimento de negócios sustentáveis e colaborativos.
Iniciativa promoveu capacitação de profissionais e integração entre famílias, gestores e pesquisadores. Foto: Marcos Santos/ SecomSegundo o presidente da Fapac e idealizador do Programa Mentes Azuis, Moisés Diniz, o autismo tem sido amplamente debatido em seminários e workshops no Brasil, que discutem suas possíveis causas, ambientais, genéticas ou ligadas à alimentação, ainda em análise pela comunidade científica.
“A Fapac é a única instituição pública do Brasil, aqui no Acre, que criou um programa como o Mentes Azuis, estruturado em um tripé. O primeiro pilar é a pesquisa, e o diferencial é que, pela primeira vez, mães atípicas pesquisam a vida de outras mães atípicas, o que garante um olhar verdadeiro e sensível sobre essa realidade. O segundo pilar é o empreendedorismo. As mães selecionadas recebem um kit ou um apoio financeiro para iniciar um pequeno negócio em casa, porque cerca de 80% dessas mulheres deixaram os estudos e o trabalho para cuidar dos filhos. Queremos que elas possam gerar renda por meio da costura, da beleza, da alimentação, e assim tenham mais autonomia e segurança para sustentar suas famílias. O terceiro é a Caravana Interativa, uma experiência inédita no Brasil. Especialistas trabalham o manejo comportamental em situações desafiadoras, ajudando mães e mediadores escolares a lidar com crianças que apresentam crises, dificuldades de socialização ou percepção de espaço”, destacou Moisés Diniz.
Moisés Diniz: “Nosso objetivo é preparar essas famílias e educadores para que cada criança possa viver com mais desenvolvimento, acolhimento e proteção da sociedade”. Foto: Diego Silva/ SecomIntegrante da equipe itinerante da Caravana do TEA e coordenadora do Programa Mentes Azuis, Zenilda Leão falou sobre o intuito do programa e de todo trabalho desenvolvido.
“A Caravana do TEA tem como principal objetivo capacitar profissionais da educação, saúde e assistência social, além de famílias atípicas, sobre o manejo comportamental, que ainda é o maior desafio para quem convive com o autismo. Nosso propósito é ensinar como lidar com crises e situações desafiadoras, oferecendo estratégias práticas e humanas para o dia a dia”, explicou Zenilda.
Zenilda Leão, coordenadora do Programa Mentes Azuis. Foto: Diego Silva/ SecomEla destacou que a ação percorre os 22 municípios do Acre, levando conhecimento e empatia. “Mais do que entender o que é o autismo, é preciso aprender como acolher, olhar com sensibilidade, respeito e amor para cada criança, jovem ou adulto dentro do espectro”, completou.
Mais do que levar informação, a Caravana do TEA tem levado esperança e pertencimento às famílias acreanas. Em cada parada, o projeto reafirma que inclusão se constrói com empatia, escuta e compromisso coletivo, abrindo caminhos para um Acre mais sensível e acolhedor.
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Diego Silva/Secom
Foto: Marcos Santos/Secom
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Foto: Marcos Santos/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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