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Letalidade policial no Acre reduz pelo quinto ano consecutivo e atinge menor índice da série histórica
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O estado do Acre registrou, em 2025, o menor número de letalidade policial da última década, consolidando uma trajetória contínua de redução iniciada em 2016. A análise foi realizada pela Diretoria de Inteligência da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e aponta que o resultado reforça a efetividade das políticas públicas adotadas na área da segurança.

De acordo com os dados, o Estado contabilizou 9 ocorrências de letalidade policial em 2025, totalizando 204 casos no acumulado histórico desde 2016. Com esse número, o estado ocupa a segunda menor posição em números absolutos entre todas as Unidades da Federação neste ano, ficando atrás apenas de Roraima, que registrou quatro ocorrências.

Quando a análise considera a taxa por 100 mil habitantes, o desempenho do Acre também se mantém positivo. O estado aparece com a sétima menor taxa do país, evidenciando que a redução não está relacionada apenas ao porte populacional, mas à diminuição real e consistente desse tipo de ocorrência.

A série histórica demonstra que, após atingir o pico em 2017, com 40 registros, o Acre iniciou uma trajetória de redução progressiva. Entre 2020 e 2025, a redução foi de aproximadamente 66%, alcançando em 2025 o menor valor de toda a série analisada. A partir de 2021, a tendência de redução se torna ainda mais evidente, com números cada vez mais baixos ano após ano.
Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, os dados confirmam que o Acre vem se consolidando entre os estados com melhores indicadores nessa área. “Isso demonstra que, mesmo sendo um estado de menor porte populacional, a eficiência das políticas de segurança coloca o Acre entre os dez estados mais seguros do país nessa natureza específica”, destacou.

O secretário ressaltou ainda que o resultado é fruto de ações estruturantes adotadas nos últimos anos. “Essa redução expressiva da letalidade policial é resultado direto de investimentos contínuos em capacitação dos nossos profissionais, valorização das forças de segurança e aperfeiçoamento dos protocolos operacionais. Alcançar o menor índice da série histórica mostra que estamos no caminho certo e reforça a importância de mantermos esse compromisso com uma segurança pública cada vez mais técnica, responsável e orientada pela preservação da vida”, afirmou José Américo Gaia.
Fonte: Governo AC
ACRE
Fundhacre realiza entrega de próteses a pacientes com hanseníase em Rio Branco
O governo do Estado do Acre, por meio da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), entregou nesta quarta-feira, 22, próteses a pacientes acometidos por hanseníase. A ação ocorreu na Casa de Acolhida Souza Araújo, em Rio Branco, reunindo beneficiários previamente atendidos pela rede pública de saúde.
Os pacientes contemplados passaram por avaliação especializada e foram assistidos pela Oficina Ortopédica da Fundhacre, responsável pela confecção e adaptação das próteses, que são essenciais para a reabilitação física, devolvendo autonomia e contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida dos usuários.
Sildomar Brito, 35 anos, foi um dos pacientes contemplados e não escondeu a satisfação por poder voltar a caminhar.
“É uma alegria saber que vou poder andar de novo, é um recomeço de vida para mim, estou muito feliz. Graças a Deus.”

A iniciativa integra as estratégias permanentes do Estado voltadas à reabilitação e à inclusão social de pessoas afetadas pela hanseníase. Além disso, a ação também está inserida no contexto das atividades de conscientização e enfrentamento da doença, o que reforça o compromisso do governo do Acre com o cuidado integral dos pacientes.
“Não estamos fazendo nada além da nossa obrigação, o nosso compromisso é olhar sempre para frente e entender o que cada paciente precisa”, destacou Sóron Steiner, presidente da Fundhacre, em sua fala inicial.

Outro destaque é a parceria institucional com o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), que fortalece a execução de políticas públicas de saúde no estado, em alinhamento com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Naluh Gouveia, conselheira do TCE-AC, destacou a importância da parceria entre a Fundação e o Tribunal para que esta ação se tornasse realidade.
“A Fundhacre é um patrimônio de todos os acreanos e a Sóron resgata esse sentimento. Essa oficina ortopédica ficou parada muito tempo, e um dia ela chegou lá no tribunal, mostrou os projetos dela e nós começamos a trabalhar juntos e hoje a gente vê esse grande sonho se tornar realidade”, declarou.

O coordenador nacional do Morhan (Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase), Bil Souza, agradeceu à presidente da Fundhacre por encarar os problemas dos portadores de hanseníase e buscar as soluções.
“Que a Fundação continue com essa pegada de devolver a dignidade às pessoas acometidas pela hanseníase”, afirmou.
Com ações como essa, o governo do Estado do Acre reafirma o compromisso com a humanização do atendimento e a ampliação do acesso a serviços especializados, promovendo dignidade e melhores condições de vida à população acreana.
O promotor de Saúde do MPAC, Gláucio Oshiro, em seu pronunciamento, destacou o empenho da presidente Fundhacre em devolver a dignidade aos pacientes acometidos pela doença.

Dona Iolanda, 65 anos, era a genuína expressão da felicidade e gratidão ao receber sua nova prótese. “Eu agradeço por tudo que o governo do Acre tem feito por nós aqui na Souza Araújo”, disse.
Ao final do evento, a presidente da Fundhacre, Sóron Steiner, afirmou que o sentimento é de “dever cumprido” e que o serviço terá continuidade. Segundo ela, a partir de agora, além das próteses, os pacientes receberão o serviço de fisioterapia para que eles possam fazer o melhor uso dos dispositivos entregues pelo governo.
“Esse é o nosso compromisso, não apenas com estes pacientes, mas com todas as pessoas com deficiência física e que precisam dos serviços da oficina ortopédica através da Fundação Hospitalar”, finalizou.

Sobre a hanseníase
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta pele e nervos periféricos, podendo causar manchas com perda de sensibilidade, formigamento e fraqueza. Tem cura, com tratamento gratuito pelo SUS. A transmissão ocorre por vias aéreas (fala, tosse) em contatos próximos e prolongados.
Fonte: Governo AC
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