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‘Mais acessibilidade’, diz governadora Mailza Assis durante entrega de R$ 1 milhão em cadeiras de rodas e equipamentos de mobilidade

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Com o objetivo de ampliar a dignidade e a inclusão social da população, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), entregou nesta sexta-feira, 19, um total de 257 equipamentos de mobilidade, entre eles cadeiras de rodas, destinados a associações e entidades que atuam na defesa e no atendimento de pessoas com deficiência (PcDs).

Governadora Mailza deu mais um passo no trabalho de inclusão social. Foto: Diego Gurgel/Secom

A iniciativa conta com R$ 1 milhão em emenda parlamentar destinada pela governadora Mailza Assis, ainda no exercício do mandato de senadora da República, o que reforça a continuidade de seu compromisso com a pauta por meio de ações que promovam cidadania e inclusão.

Para a chefe do Executivo estadual, o governo do Estado tem o dever de melhorar a vida dos acreanos, e políticas sociais como essa são fundamentais nesse processo, por demonstrarem o esforço integrado de diferentes instâncias na viabilização de entregas à população.

Mailza Assis se colocou à disposição para ajudar no que for preciso. Foto: Diego Gurgel/Secom

“Estou muito feliz, porque o recurso federal é burocrático e, às vezes, você garante o recurso, mas passam anos entre a aprovação do projeto, a desburocratização e a execução. Com esse tipo de entrega social, avançamos garantindo os direitos da nossa população, dando mais acessibilidade e tornando a vida mais digna”, afirmou Mailza.

Entre os beneficiados estão o Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência Física do Acre (Capedac), o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Associação das Pessoas com Deficiência Visual do Acre (Adevi), que farão a distribuição dos equipamentos.

Entrega contou com a presença de diversos representantes de entidades e associações. Foto: Diego Gurgel/Secom

Frank Lima é presidente da Federação Acreana de Basquete Cadeirante e ressaltou que a entrega das cadeiras de rodas é recebida com felicidade por todos os integrantes, já que o equipamento vai contribuir diretamente para os treinos e competições, além de representar um importante incentivo ao esporte no Acre.

“Estou sem palavras. É mais um sonho realizado. A pessoa com deficiência física já enfrenta várias barreiras no dia a dia e, hoje, o governo está beneficiando vários PcDs para que possam continuar suas vidas, o que é bastante importante para os atletas da federação. Nesses últimos anos, o Estado vem ajudando muito o esporte adaptado”, declarou Lima.

“Sonho realizado”, disse Frank Lima. Foto: Diego Gurgel/Secom

Além de possibilitar maior liberdade de deslocamento e a realização de atividades cotidianas sem dependência constante de terceiros, a cadeira de rodas adaptada facilita a participação em atividades comunitárias, culturais e familiares, fortalecendo vínculos sociais.

Cadeiras são adaptadas para garantir mais conforto ao usuário. Foto: Diego Gurgel/Secom

O titular da SEASDH, João Paulo Silva, ressaltou que o trabalho da secretaria tem se pautado na redução das desigualdades e na resposta a demandas históricas da sociedade, há muito tempo reivindicadas pela população.

“Temos cadeiras de rodas adaptadas para pessoas que necessitam de uma adaptação específica, e isso aqui é dignidade humana. A governadora pediu que tratássemos das necessidades das pessoas. Estamos realizando a entrega em um bairro de Rio Branco, onde vivem centenas de famílias e onde existem necessidades reais”, frisou o secretário.

Secretário João Paulo Silva reforçou o empenho da governadora nesse trabalho. Foto: Diego Gurgel/Secom

O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase desempenha um papel fundamental na defesa de direitos e no combate ao preconceito ainda enfrentado por pessoas acometidas pela doença. A entidade atua na conscientização da sociedade e na garantia de acesso a políticas públicas de saúde, assistência e cidadania.

O voluntário do Morhan, José Fernandes, destacou a importância da iniciativa e agradeceu ao governo pela ação, ressaltando o impacto positivo das entregas para as pessoas atendidas e para o fortalecimento do trabalho desenvolvido pelo movimento no estado.

Morhan foi uma das instituições beneficiadas com a entrega desta sexta-feira. Foto: Diego Gurgel/Secom

“Agradecemos muito a todas as pessoas de bom coração que se dispõem a ajudar o Morhan. Somos uma entidade sem fins lucrativos e vivemos apenas do apoio dos voluntários. Todo apoio é bem-vindo e faz diferença na vida das pessoas. O coração é quem agradece tudo”, disse José Fernandes.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre participa de mesa de diálogo sobre implementação da Lei do Letramento Racial

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Reforçando o compromisso do governo do Acre com a promoção de políticas de igualdade racial, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) participou, nesta sexta-feira, 19, da Mesa de Diálogo para Implementação da Lei Estadual nº 4.328/2024, que institui o letramento racial e de gênero nos órgãos públicos estaduais e a assinatura de termo de compromisso.

Encontro foi marcado pela presença de instituições, entidades e organizações da sociedade civil. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O encontro foi realizado no plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE) e reuniu representantes de instituições públicas das áreas de saúde, educação, segurança pública, assistência social, além de entidades, associações, conselhos e movimentos sociais.

Durante a solenidade, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, destacou o compromisso da pasta com a promoção da igualdade racial e o apoio do governo à implementação da legislação.

João Paulo Silva assinou termo de compromisso, garantindo a execução da lei de letramento. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

“Em nome do governo do Estado do Acre e da governadora Mailza Assis, asseguro que as políticas afirmativas, o diálogo, a construção coletiva e o fortalecimento das ações voltadas à igualdade racial terão sempre o apoio da SEASDH. Estamos à disposição para somar forças com esta equipe técnica maravilhosa, que já realiza um trabalho tão importante”, afirmou.

A Lei nº 4.328/2024 estabelece a realização obrigatória de, no mínimo, 20 horas de letramento presencial sobre raça, gênero, etnia e diversidade para gestores públicos e ocupantes de cargos comissionados, com o objetivo de qualificar servidores e fortalecer a promoção da equidade na administração pública estadual.

Almerinda Cunha falou sobre a importância da lei e o preconceito que pessoas negras convivem no dia a dia. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Representando a Associação de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha enfatizou que o enfrentamento ao racismo passa pela educação e pelo diálogo.

“Se pararmos para pensar, todos nós fomos educados dentro de uma sociedade racista. Fomos educados para reproduzir preconceitos, discriminar o diferente e julgar o outro. Essa foi a formação social que recebemos ao longo da vida. Para desconstruir isso, são necessários momentos como este: espaços de reflexão, de escuta e de diálogo. Precisamos ouvir a dor do outro, compreender suas razões e entender que todos nós somos seres humanos, portadores dos mesmos direitos constitucionais”, relatou.

Conselheira do TCE, Naluh Gouveia, destacou a importância da lei. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

A conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Naluh Gouveia, ressaltou que a implementação da lei representa um momento histórico para o Acre.

“Hoje é um dia de felicidade. É motivo de alegria ver que o Estado do Acre quer se capacitar, quer enxergar as pessoas, mas, acima de tudo, quer acolhê-las. A palavra ‘letramento’ é extremamente importante. O que nós precisamos é de um verdadeiro letramento”, afirmou.

As ações previstas na legislação são direcionadas aos servidores do TCE e do Ministério Público de Contas (MPC), gestores e servidores estaduais, órgãos de controle e fiscalização, conselhos de políticas públicas, movimentos sociais e à sociedade em geral.

Presidente do conselho de Promoção da Igualdade Racial. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Já a presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coepir), Gorete Pinto, explicou que a legislação é resultado da mobilização do movimento negro acreano.

“Ela foi construída por muitas mãos e nasceu da necessidade do movimento negro de fazer com que as autoridades e toda a sociedade acreana compreendam que o racismo é estrutural, que ele permeia toda a nossa sociedade e, consequentemente, também está presente na realidade do Acre”, concluiu.

Também firmaram compromisso com a implementação da lei representantes das secretarias de Estado da Educação (SEE), da Saúde (Sesacre), de Governo (Segov), da Mulher (Semulher), da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), além do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar do Acre.

Membros de órgãos públicos formaram compromisso para execução de políticas públicas. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O secretário de Governo, Luiz Calixto, pontuou que a execução da lei é plenamente viável em todas as secretarias e órgãos estaduais.

“Tenho convicção de que esta lei vai se consolidar, porque todos nós, gestores públicos, seremos cobrados pela oferta desses cursos e pela sua efetiva implementação”, destacou.

A iniciativa contribui para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 5 – Igualdade de Gênero, o ODS 10 – Redução das Desigualdades e o ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial.

Compromisso

As autoridades signatárias comprometeram-se a implementar integralmente a legislação em seus respectivos órgãos; garantir recursos e infraestrutura para a realização do letramento presencial de 20 horas; cumprir as metas e os prazos definidos para regulamentação e fiscalização da lei; inserir o letramento sobre igualdade racial, de gênero e diversidade como eixo estratégico do desenvolvimento institucional; promover ambientes de trabalho inclusivos e livres de violência; instituir o Comitê de Acompanhamento da Implementação da Lei; e manter diálogo permanente com os movimentos sociais, fortalecendo o controle social e o monitoramento das ações desenvolvidas.

Fonte: Governo AC

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